A Lua e Vénus pouco antes do pôr-do-Sol no dia 11 de Setembro. A imagem foi contrastada para tornar mais óbvios alguns pormenores da superfície da Lua.
Crédito: Sérgio Paulino.
A Lua e Vénus encontraram-se ontem, ao fim do dia, para oferecer um belo espectáculo celeste. O intenso brilho de Vénus permitia a sua fácil localização junto ao crescente da Lua, mesmo antes do pôr-do-Sol! Infelizmente, as pilhas da minha máquina digital falharam antes de poder registar mais pormenores deste encontro. Deixo-vos aqui a melhor das três imagens que consegui obter.
Em alguns locais do hemisfério sul, o encontro dos dois objectos deu lugar a uma ocultação (vejam aqui imagens do fenómeno).
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
2010 RK53: outro intruso nos domínios da Terra
Animação composta por 4 imagens obtidas através de um telescópio reflector de 0,25 m, com exposições de 30 segundos cada, mostrando a rápida passagem no céu do asteróide 2010 RF12, nas primeiras horas do dia 8 de Setembro.
Crédito: Associazione Friulana di Astronomia e Meteorologia.
Aparentemente, 2010 RX30 e 2010 RF12 não foram os únicos asteróides a visitar a Terra na passada quarta-feira. Segundo os dados preliminares publicados no Minor Planet Electronic Circular, um terceiro objecto ligeiramente maior que 2010 RF12 terá passado a cerca de 76.300 km da superfície terrestre, pelas 23:30 UTC (00:30 de 9 de Setembro, pela hora de Lisboa). Provisoriamente designado 2010 RK53, este pequeno objecto terá sido descoberto ontem de manhã por astrónomos do programa americano de vigilância de NEOs (objectos próximos da Terra) Catalina Sky Survey. Como a sua aproximação à Terra foi realizada de um ponto no céu muito próximo do Sol (a apenas 34º de elongação), zona proíbida para qualquer telescópio óptico terrestre, não foi possível uma detecção mais precoce.
Estima-se que exista uma população de mais de 50 milhões de objectos com diâmetros na ordem dos 10 metros a cruzar a órbita terrestre. Em média, a Terra é atingida por estes objectos a cada 10 anos. A grande maioria desintegra-se na atmosfera terrestre, sem causar qualquer dano na superfície.
Crédito: Associazione Friulana di Astronomia e Meteorologia.
Aparentemente, 2010 RX30 e 2010 RF12 não foram os únicos asteróides a visitar a Terra na passada quarta-feira. Segundo os dados preliminares publicados no Minor Planet Electronic Circular, um terceiro objecto ligeiramente maior que 2010 RF12 terá passado a cerca de 76.300 km da superfície terrestre, pelas 23:30 UTC (00:30 de 9 de Setembro, pela hora de Lisboa). Provisoriamente designado 2010 RK53, este pequeno objecto terá sido descoberto ontem de manhã por astrónomos do programa americano de vigilância de NEOs (objectos próximos da Terra) Catalina Sky Survey. Como a sua aproximação à Terra foi realizada de um ponto no céu muito próximo do Sol (a apenas 34º de elongação), zona proíbida para qualquer telescópio óptico terrestre, não foi possível uma detecção mais precoce.
Estima-se que exista uma população de mais de 50 milhões de objectos com diâmetros na ordem dos 10 metros a cruzar a órbita terrestre. Em média, a Terra é atingida por estes objectos a cada 10 anos. A grande maioria desintegra-se na atmosfera terrestre, sem causar qualquer dano na superfície.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Terra visitada por dois asteróides
Trajectória dos asteróides 2010 RX30 e 2010 RF12 durante a sua passagem no interior da órbita da Lua, a 08 de Setembro de 2010.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.
A Terra recebe hoje a visita de 2010 RX30 e de 2010 RF12, dois pequenos asteróides descobertos no passado domingo por Andrea Boattini, astrónomo do programa americano de vigilância de NEOs (objectos próximos da Terra) Catalina Sky Survey. 2010 RX30 passou esta manhã a cerca de 248 mil quilómetros da superfície terrestre, enquanto que 2010 RF12 deverá aproximar-se da Terra dentro de poucas horas (pouco depois das 22 horas, hora de Lisboa), a apenas 79 mil quilómetros de distância! Ambos são objectos do grupo Aten (asteróides com órbitas cujo semi-eixo maior é menor que o da órbita da Terra), com diâmetros estimados muito pequenos (respectivamente, 7 a 25 metros e 5 a 15 metros).
Actualização: Os dois asteróides deverão brilhar a magnitude 14 no seu ponto de maior aproximação à Terra (não serão visíveis a olho nú). Quem quiser observar ou fotografar estes objectos deverá recorrer a um bom telescópio amador. Podem encontrar aqui uma página (em inglês) inteiramente dedicada à observação destes dois asteróides.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.
A Terra recebe hoje a visita de 2010 RX30 e de 2010 RF12, dois pequenos asteróides descobertos no passado domingo por Andrea Boattini, astrónomo do programa americano de vigilância de NEOs (objectos próximos da Terra) Catalina Sky Survey. 2010 RX30 passou esta manhã a cerca de 248 mil quilómetros da superfície terrestre, enquanto que 2010 RF12 deverá aproximar-se da Terra dentro de poucas horas (pouco depois das 22 horas, hora de Lisboa), a apenas 79 mil quilómetros de distância! Ambos são objectos do grupo Aten (asteróides com órbitas cujo semi-eixo maior é menor que o da órbita da Terra), com diâmetros estimados muito pequenos (respectivamente, 7 a 25 metros e 5 a 15 metros).
Actualização: Os dois asteróides deverão brilhar a magnitude 14 no seu ponto de maior aproximação à Terra (não serão visíveis a olho nú). Quem quiser observar ou fotografar estes objectos deverá recorrer a um bom telescópio amador. Podem encontrar aqui uma página (em inglês) inteiramente dedicada à observação destes dois asteróides.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Viagem ao centro do Sistema Solar
Representação artística da nova sonda solar da NASA, a Solar Probe +, durante uma das suas múltiplas passagens pelo planeta Vénus.
Crédito: JHU/APL.
A NASA anunciou na semana passada as equipas de investigação e os respectivos instrumentos que irão a bordo da sonda Solar Probe +, assinalando assim o começo da fase de desenvolvimento da missão.
Com lançamento previsto para 30 de Julho de 2018, a Solar Probe + embarcará numa viagem épica a uma das últimas fronteiras ainda inexploradas do Sistema Solar: a atmosfera da nossa estrela, o Sol. No decorrer da sua missão, a sonda realizará sucessivas medições in situ no interior da coroa solar, com vista a responder a questões fundamentais da física solar, em particular: porquê é que a coroa solar é muito mais quente que a fotosfera, e como é que o vento solar é acelerado?
Estão programadas na missão 24 órbitas à volta do Sol, com periélios sucessivamente mais próximos da superfície solar. As últimas 3 órbitas levarão a sonda a apenas 6 milhões de quilómetros de distância do Sol (aproximadamente 8,5 vezes o raio do Sol). A essa distância, a Solar Probe + encontrará um dos ambientes mais hostis do Sistema Solar - uma região do espaço preenchida com um fluxo contínuo de partículas e poeira aquecidos a cerca de 2.000 ºC. Para sobreviver a estas condições, a sonda contará com um escudo protector de carbono capaz de proteger os vários instrumentos científicos das elevadas temperaturas e radiação.
Crédito: JHU/APL.
A NASA anunciou na semana passada as equipas de investigação e os respectivos instrumentos que irão a bordo da sonda Solar Probe +, assinalando assim o começo da fase de desenvolvimento da missão.
Com lançamento previsto para 30 de Julho de 2018, a Solar Probe + embarcará numa viagem épica a uma das últimas fronteiras ainda inexploradas do Sistema Solar: a atmosfera da nossa estrela, o Sol. No decorrer da sua missão, a sonda realizará sucessivas medições in situ no interior da coroa solar, com vista a responder a questões fundamentais da física solar, em particular: porquê é que a coroa solar é muito mais quente que a fotosfera, e como é que o vento solar é acelerado?
Estão programadas na missão 24 órbitas à volta do Sol, com periélios sucessivamente mais próximos da superfície solar. As últimas 3 órbitas levarão a sonda a apenas 6 milhões de quilómetros de distância do Sol (aproximadamente 8,5 vezes o raio do Sol). A essa distância, a Solar Probe + encontrará um dos ambientes mais hostis do Sistema Solar - uma região do espaço preenchida com um fluxo contínuo de partículas e poeira aquecidos a cerca de 2.000 ºC. Para sobreviver a estas condições, a sonda contará com um escudo protector de carbono capaz de proteger os vários instrumentos científicos das elevadas temperaturas e radiação.
sábado, 4 de setembro de 2010
Dione, um pequeno mundo gelado
Um crescente de Dione num mosaico construído com imagens captadas pela sonda Cassini a 03 de Setembro de 2010 (norte voltado para a esquerda).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.
A Cassini realizou ontem uma passagem não programada pela lua de Saturno Dione. O encontro a cerca de 39.310 km de distância permitiu a captação de um conjunto de imagens das regiões mais a norte do hemisfério mais distante de Saturno, algumas das quais as melhores alguma vez captadas da região do pólo norte de Dione.
Construído com imagens obtidas durante a aproximação da Cassini, o mosaico que aqui vos trago, mostra parte de Padua Chasmata, um conjunto de desfiladeiros que rasga o hemisfério anti-saturniano de Dione, na direcção norte-sul. Ao centro podem observar, ainda, as crateras Acestes (junto a outra grande cratera, ainda sem nome) e Ascanius (uma grande depressão em perfil).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.
A Cassini realizou ontem uma passagem não programada pela lua de Saturno Dione. O encontro a cerca de 39.310 km de distância permitiu a captação de um conjunto de imagens das regiões mais a norte do hemisfério mais distante de Saturno, algumas das quais as melhores alguma vez captadas da região do pólo norte de Dione.
Construído com imagens obtidas durante a aproximação da Cassini, o mosaico que aqui vos trago, mostra parte de Padua Chasmata, um conjunto de desfiladeiros que rasga o hemisfério anti-saturniano de Dione, na direcção norte-sul. Ao centro podem observar, ainda, as crateras Acestes (junto a outra grande cratera, ainda sem nome) e Ascanius (uma grande depressão em perfil).
A verdade sobre a conspiração de Roswell
"That Mitchell and Webb Look" é um popular programa humorístico da televisão britânica BBC com hilariantes sketchs que satirizam muitos dos argumentos usados por aqueles que promovem teorias da conspiração. Este sketch lida em particular com o incidente de Roswell, e com o seu suposto encobrimento engendrado pelo governo americano.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Io revisitada
A NASA tem-se esforçado por disponibilizar ao público a maior parte do material científico obtido pelas sondas interplanetárias e pelos telescópios espaciais durante as respectivas missões. Esse esforço tem possibilitado a muitos entusiastas pela exploração espacial, procurar imagens não processadas (em bruto) de corpos do Sistema Solar, reprocessar esse material, e construir magníficos retratos em cores aproximadamente naturais (semelhantes às que seriam vistas pelo olho humano).
O croata Gordan Ugarkovic é um desses muitos entusiastas. Nos seus tempos livres, Gordan trabalha maioritariamente no processamento de imagens captadas pelas sondas Galileo e Cassini. O produto do seu trabalho encontra-se exposto na sua galeria do Flickr (vale a pena uma visita). Aparentemente, esta semana, Gordan concentrou-se no processamento de algumas velhas imagens das luas de Júpiter captadas durante a missão da sonda Galileo ao sistema joviano. São particularmente belas as imagens da lua Io. Deixo-vos aqui as minhas preferidas.
A lua Io em cores aproximadamente naturais, numa imagem processada a partir de três outras imagens captadas pela sonda Galileo através de filtros para o vermelho, o verde e o violeta. São visíveis dois vulcões em actividade e as suas respectivas plumas vulcânicas: Prometheus Patera (ao centro) e Pillan Patera (à esquerda de perfil).
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
Io acima das nuvens de Júpiter. Fotografia processada a partir de imagens captadas a 07 de Setembro de 1996 pela sonda Cassini através de filtros de infravermelho próximo, verde e violeta.
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
Tupan Patera, um dos muitos vulcões activos na superfície de Io. Fotografia construída a partir de imagens captadas a 16 de Outubro de 2001 pela sonda Cassini através de filtros de infravermelho próximo, verde e violeta.
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
O croata Gordan Ugarkovic é um desses muitos entusiastas. Nos seus tempos livres, Gordan trabalha maioritariamente no processamento de imagens captadas pelas sondas Galileo e Cassini. O produto do seu trabalho encontra-se exposto na sua galeria do Flickr (vale a pena uma visita). Aparentemente, esta semana, Gordan concentrou-se no processamento de algumas velhas imagens das luas de Júpiter captadas durante a missão da sonda Galileo ao sistema joviano. São particularmente belas as imagens da lua Io. Deixo-vos aqui as minhas preferidas.
A lua Io em cores aproximadamente naturais, numa imagem processada a partir de três outras imagens captadas pela sonda Galileo através de filtros para o vermelho, o verde e o violeta. São visíveis dois vulcões em actividade e as suas respectivas plumas vulcânicas: Prometheus Patera (ao centro) e Pillan Patera (à esquerda de perfil).
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
Io acima das nuvens de Júpiter. Fotografia processada a partir de imagens captadas a 07 de Setembro de 1996 pela sonda Cassini através de filtros de infravermelho próximo, verde e violeta.
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
Tupan Patera, um dos muitos vulcões activos na superfície de Io. Fotografia construída a partir de imagens captadas a 16 de Outubro de 2001 pela sonda Cassini através de filtros de infravermelho próximo, verde e violeta.
Crédito: NASA/JPL/Gordan Ugarkovic.
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