quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Chang'E-2 entra em órbita lunar
Já se encontra em órbita lunar a sonda Chang'E-2. A chegada deu-se ontem por volta das 04:40 (hora de Lisboa), depois de uma primeira manobra de desacelaração que colocou a sonda chinesa numa órbita elíptica preliminar de 12 horas. Os responsáveis da missão planeiam agora uma nova série de manobras de desacelaração no perilúnio, de forma a realizar gradualmente a transferência da sonda da sua actual órbita de 100X8.000 km para uma órbita operacional de 15X100 km.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
WISE com missão prolongada
Representação artística do telescópio espacial WISE.
Crédito: NASA/JPL.
A NASA anunciou anteontem o prolongamento da missão do telescópio espacial WISE. Com dois dos quatro detectores de infravermelhos inoperacionais devido ao esgotamento das reservas de hidrogénio líquido, o WISE encontrava-se neste momento no fim da sua missão primária.
Utilizado como fluido refrigerador, o hidrogénio líquido mantinha os detectores de infravermelhos (instrumentos sensíveis à radiação térmica dos objectos) a uma temperatura aproximada de 12 K. Com o seu esgotamento no passado mês de Agosto, o WISE perdeu a sensibilidade nos comprimentos de onda mais longos, mantendo, no entanto, bons desempenhos nos dois detectores sensíveis a comprimentos de onda no infravermelho próximo.
Denominada NEOWISE Post-Cryogenic Mission (NEO em referência ao acrónimo em inglês de objecto próximo da Terra), a nova missão vai explorar os dois detectores que ainda se encontram operacionais. A nova fase da vida do WISE terá como principal foco a continuação do mapeamento de pequenos objectos do Sistema Solar, em particular, dos objectos com órbitas próximas da órbita da Terra, actividade que deverá ser mantida por mais um a quatro meses, dependendo dos primeiros resultados.
Até à data, o telescópio espacial WISE descobriu 19 cometas e mais de 33.500 asteróides, incluindo 120 NEOs.
Crédito: NASA/JPL.
A NASA anunciou anteontem o prolongamento da missão do telescópio espacial WISE. Com dois dos quatro detectores de infravermelhos inoperacionais devido ao esgotamento das reservas de hidrogénio líquido, o WISE encontrava-se neste momento no fim da sua missão primária.
Utilizado como fluido refrigerador, o hidrogénio líquido mantinha os detectores de infravermelhos (instrumentos sensíveis à radiação térmica dos objectos) a uma temperatura aproximada de 12 K. Com o seu esgotamento no passado mês de Agosto, o WISE perdeu a sensibilidade nos comprimentos de onda mais longos, mantendo, no entanto, bons desempenhos nos dois detectores sensíveis a comprimentos de onda no infravermelho próximo.
Denominada NEOWISE Post-Cryogenic Mission (NEO em referência ao acrónimo em inglês de objecto próximo da Terra), a nova missão vai explorar os dois detectores que ainda se encontram operacionais. A nova fase da vida do WISE terá como principal foco a continuação do mapeamento de pequenos objectos do Sistema Solar, em particular, dos objectos com órbitas próximas da órbita da Terra, actividade que deverá ser mantida por mais um a quatro meses, dependendo dos primeiros resultados.
Até à data, o telescópio espacial WISE descobriu 19 cometas e mais de 33.500 asteróides, incluindo 120 NEOs.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O toque da lua pastora
Imagem em cor natural da pequena lua Prometeu, construída com três imagens captadas a 27 de Dezembro de 2009 pela sonda Cassini através de filtros de luz visível para as cores azul (460 nm), verde (567 nm) e vermelho (648 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
Prometeu, a lua pastora interior do anel F de Saturno, lança a sua influência gravitacional sobre a miríade de pequenas partículas que povoam a região dos anéis, nesta imagem composta pelo croata Gordan Ugarkovic a partir de imagens captadas pela Cassini. Medindo 135,6 × 79,4 × 59,4 km, a pequena lua seria descoberta apenas em Outubro de 1980 (precisamente há 30 anos), em imagens captadas pela sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
Prometeu, a lua pastora interior do anel F de Saturno, lança a sua influência gravitacional sobre a miríade de pequenas partículas que povoam a região dos anéis, nesta imagem composta pelo croata Gordan Ugarkovic a partir de imagens captadas pela Cassini. Medindo 135,6 × 79,4 × 59,4 km, a pequena lua seria descoberta apenas em Outubro de 1980 (precisamente há 30 anos), em imagens captadas pela sonda Voyager 1.
sábado, 2 de outubro de 2010
Mundo de água
O planeta Terra visto do espaço numa imagem detalhada construída a partir de observações realizadas em 2005 pelo MODIS, um dos principais instrumentos do satélite Terra da NASA.
Crédito: NASA/MODIS/Robert Simmon/Marit Jentoft-Nilsen.
Admito que esta fabulosa imagem da Terra quase que me deixa sem palavras. Dias depois do anúncio da descoberta de um planeta na "zona habitável" do sistema planetário de Gliese 581, esta visão de uma orbe azul suspensa no espaço fez-me reflectir no quanto frágil e único é o nosso planeta. No entanto, esta imagem também estimula a minha imaginação. Os futuros exploradores de distantes novos mundos terão certamente oportunidade de lançar um último olhar sobre o nosso planeta; um olhar sentido sobre a única casa que até então conheceram: um mundo de água onde a vida floresce à milhares de milhões de anos. Quão semelhantes serão esses novos mundos?
Crédito: NASA/MODIS/Robert Simmon/Marit Jentoft-Nilsen.
Admito que esta fabulosa imagem da Terra quase que me deixa sem palavras. Dias depois do anúncio da descoberta de um planeta na "zona habitável" do sistema planetário de Gliese 581, esta visão de uma orbe azul suspensa no espaço fez-me reflectir no quanto frágil e único é o nosso planeta. No entanto, esta imagem também estimula a minha imaginação. Os futuros exploradores de distantes novos mundos terão certamente oportunidade de lançar um último olhar sobre o nosso planeta; um olhar sentido sobre a única casa que até então conheceram: um mundo de água onde a vida floresce à milhares de milhões de anos. Quão semelhantes serão esses novos mundos?
Sonda chinesa Chang'E-2 a caminho da Lua
A China está de parabéns após o lançamento bem sucedido da sua segunda sonda lunar, ontem às 11:59:57 (hora de Lisboa). Ao contrário da sua predecessora, a Chang'E-2 rumará directamente para uma órbita lunar, prevendo-se a sua chegada na madrugada de quarta-feira, dia 6 de Outubro. A sonda deverá, no entanto, realizar algumas manobras de travagem antes de se posicionar numa órbita operacional a cerca de 100 km da superfície lunar.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Gliese 581g, um admirável novo mundo
Representação artística dos quatro planetas interiores do sistema planetário Gliese 581. Em primeiro plano encontra-se representado Gliese 581g, um planeta telúrico, aparentemente, com condições ambientais favoráveis para a existência de água no estado líquido.
Crédito: Lynette Cook.
Investigadores americanos liderados por Steven S. Vogt da Universidade da Califórnia e R. Paul Butler do Carnegie Institution of Washington, anunciaram anteontem (ver aqui) a descoberta de dois novos planetas a orbitar a anã vermelha Gliese 581, elevando agora a contagem neste sistema para seis planetas. A descoberta resultou da combinação de 11 anos de observações realizadas com o espectrógrafo HIRES (High Resolution Echelle Spectrometer) num dos telescópios do W. M. Keck Observatory, no Hawaii, com as observações publicadas no ano passado pela equipa de astrofísicos europeus do Observatório de Genebra.
Situado a cerca de 20,5 anos-luz de distância da Terra, na direcção da constelação de Balança, o sistema planetário de Gliese 581 já era conhecido anteriormente por albergar o gigante gasoso Gliese 581b e três outros planetas telúricos: Gliese 581c, Gliese 581d e Gliese 581e. Juntam-se agora a estes quatro os planetas f e g.
Dos dois novos objectos, Gliese 581g é, sem dúvida, o mais interessante. Com cerca de 3 vezes a massa da Terra e um diâmetro 1,2 a 1,4 vezes o diâmetro da Terra, este novo planeta telúrico orbita a sua estrela a cerca de 0,146 UA de distância, no interior da chamada "zona habitável", uma região em torno da estrela onde a água poderá existir no seu estado líquido! Este aspecto tem, sem dúvida, fortes implicações para a potencial existência de vida (como a conhecemos) na sua superfície. No entanto, como o próprio Paul Butler afirma: "Nesta altura, qualquer discussão relativa à existência de vida [em Gliese 581g] é pura especulação".
As órbitas dos 6 planetas no sistema de Gliese 581 em comparação com as órbitas dos três planetas interiores do Sistema Solar. De notar que o planeta mais exterior do sistema se encontra numa órbita mais próxima da estrela que a órbita da Terra relativamente ao Sol.
Crédito: Zina Deretsky, National Science Foundation.
Gliese 581g possui outra particularidade interessante. O planeta apresenta sempre o mesmo hemisfério voltado para a estrela hospedeira, o que indicia a existência de diferenças significativas de temperatura entre o lado diurno e o lado nocturno.
Crédito: Lynette Cook.
Investigadores americanos liderados por Steven S. Vogt da Universidade da Califórnia e R. Paul Butler do Carnegie Institution of Washington, anunciaram anteontem (ver aqui) a descoberta de dois novos planetas a orbitar a anã vermelha Gliese 581, elevando agora a contagem neste sistema para seis planetas. A descoberta resultou da combinação de 11 anos de observações realizadas com o espectrógrafo HIRES (High Resolution Echelle Spectrometer) num dos telescópios do W. M. Keck Observatory, no Hawaii, com as observações publicadas no ano passado pela equipa de astrofísicos europeus do Observatório de Genebra.
Situado a cerca de 20,5 anos-luz de distância da Terra, na direcção da constelação de Balança, o sistema planetário de Gliese 581 já era conhecido anteriormente por albergar o gigante gasoso Gliese 581b e três outros planetas telúricos: Gliese 581c, Gliese 581d e Gliese 581e. Juntam-se agora a estes quatro os planetas f e g.
Dos dois novos objectos, Gliese 581g é, sem dúvida, o mais interessante. Com cerca de 3 vezes a massa da Terra e um diâmetro 1,2 a 1,4 vezes o diâmetro da Terra, este novo planeta telúrico orbita a sua estrela a cerca de 0,146 UA de distância, no interior da chamada "zona habitável", uma região em torno da estrela onde a água poderá existir no seu estado líquido! Este aspecto tem, sem dúvida, fortes implicações para a potencial existência de vida (como a conhecemos) na sua superfície. No entanto, como o próprio Paul Butler afirma: "Nesta altura, qualquer discussão relativa à existência de vida [em Gliese 581g] é pura especulação".
As órbitas dos 6 planetas no sistema de Gliese 581 em comparação com as órbitas dos três planetas interiores do Sistema Solar. De notar que o planeta mais exterior do sistema se encontra numa órbita mais próxima da estrela que a órbita da Terra relativamente ao Sol.
Crédito: Zina Deretsky, National Science Foundation.
Gliese 581g possui outra particularidade interessante. O planeta apresenta sempre o mesmo hemisfério voltado para a estrela hospedeira, o que indicia a existência de diferenças significativas de temperatura entre o lado diurno e o lado nocturno.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Cassini observa as maiores nuvens alguma vez detectadas em Titã
Nuvens titanianas numa imagem captada a 27 de Setembro de 2010, a cerca de 1,3 milhões de quilómetros de distância, pelo sistema de imagem da sonda Cassini através de um filtro para o comprimento de onde de 938 nm (infra-vermelho próximo).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.
A sonda Cassini observou na passada segunda-feira o maior sistema de nuvens alguma vez detectado na atmosfera de Titã! O gigantesco sistema foi localizado em latitudes equatoriais, sobre a região de Senkyo, um facto que poderá significar o início de grandes mudanças sazonais na maior lua de Saturno. Esta campanha de observação de nuvens em Titã teve a participação de outros instrumentos, entre eles o espectrómetro VIMS (Visual and Infrared Mapping Spectrometer), pelo que em breve deverão ser anunciados mais pormenores relacionados com este fenómeno.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.
A sonda Cassini observou na passada segunda-feira o maior sistema de nuvens alguma vez detectado na atmosfera de Titã! O gigantesco sistema foi localizado em latitudes equatoriais, sobre a região de Senkyo, um facto que poderá significar o início de grandes mudanças sazonais na maior lua de Saturno. Esta campanha de observação de nuvens em Titã teve a participação de outros instrumentos, entre eles o espectrómetro VIMS (Visual and Infrared Mapping Spectrometer), pelo que em breve deverão ser anunciados mais pormenores relacionados com este fenómeno.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





