Trajectória do asteróide 2010 TD54 durante a sua passagem pela Terra.
Crédito: NASA/JPL.
Começa a ser já uma rotina a descoberta de pequenos asteróides em trajectórias interiores à orbita da Lua. Desta vez a Terra receberá a visita de um objecto com cerca de 5 a 10 metros de diâmetro, descoberto no passado Sábado pelo Catalina Sky Survey.
Denominado provisoriamente 2010 TD54, o pequeno asteróide fará uma aproximação ao nosso planeta hoje pelas 11:50 (hora de Lisboa), a cerca de 46.000 km da superfície terrestre, algures sobre a região de Singapura. Demasiado pequeno para ser observado a olho nú, poderá ser acompanhado através de um telescópio amador ao longo das constelações de Peixes e de Aquário (ver efemérides aqui), podendo brilhar no ponto de maior aproximação à Terra a magnitude 14.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Seis luas numa única imagem
Seis luas de Saturno passaram em simultâneo em frente da câmara de ângulo estreito da sonda Cassini no dia 06 de Outubro de 2010. Fazem parte desta animação duas longas exposições, a segunda repetida com anotações.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação e anotações de Sérgio Paulino.
A sonda Cassini realizou na passada quarta-feira uma série de observações astrométricas de algumas das pequenas luas de Saturno. Estas observações têm como objectivo melhorar o conhecimento relativo aos respectivos movimentos orbitais. Por vezes, por coincidência, cruzam-se outras luas saturnianas no campo de observação da Cassini. Embora raro, este fenómeno proporciona sempre uma oportunidade para a equipa de imagem da missão programar a Cassini para o registo de belas fotografias.
Na imagem que aqui vos trago, foram seis as luas fotografadas em simultâneo. Encélado e Jano surgem logo abaixo dos anéis com o seu lado nocturno iluminado pelo brilho de Saturno. Embutidas nos anéis encontram-se a lua Atlas, à direita, e as luas Pã e Dafne, à esquerda. Por fim, logo acima dos anéis, paira a pequena lua Epimeteu.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação e anotações de Sérgio Paulino.
A sonda Cassini realizou na passada quarta-feira uma série de observações astrométricas de algumas das pequenas luas de Saturno. Estas observações têm como objectivo melhorar o conhecimento relativo aos respectivos movimentos orbitais. Por vezes, por coincidência, cruzam-se outras luas saturnianas no campo de observação da Cassini. Embora raro, este fenómeno proporciona sempre uma oportunidade para a equipa de imagem da missão programar a Cassini para o registo de belas fotografias.
Na imagem que aqui vos trago, foram seis as luas fotografadas em simultâneo. Encélado e Jano surgem logo abaixo dos anéis com o seu lado nocturno iluminado pelo brilho de Saturno. Embutidas nos anéis encontram-se a lua Atlas, à direita, e as luas Pã e Dafne, à esquerda. Por fim, logo acima dos anéis, paira a pequena lua Epimeteu.
sábado, 9 de outubro de 2010
Melas Chasma: um profundo abismo em Marte
Melas Chasma, uma das depressões mais profundas de Marte. Imagem captada a 01 de Julho de 2006 pela câmara estéreo de alta resolução da sonda europeia Mars Express.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Melas Chasma constitui uma fracção do complexo sistema de desfiladeiros de Valles Marineris, uma gigantesca depressão que rasga a superfície marciana ao longo de cerca de 4.000 km. É também um dos locais mais profundos do planeta vermelho, mergulhando cerca de 9 km abaixo da superfície circundante.
São abundantes os vestígios da passagem de grandes quantidades de água líquida em Melas Chasma. Além dos evidentes canais formados pelo fluxo de água corrente, existem ao longo das paredes do desfiladeiro depósitos de cor clara formados por compostos de sulfato, provavelmente precipitados no fundo de um antigo lago.
A Mars Express captou em 2006 um conjunto de imagens de uma parte do extremo norte de Melas Chasma. A imagem que aqui vos trago (em cima) cobre cerca de 20.000 km2 de superfície, uma área comparável à do Alentejo. São inúmeros os deslizamentos de rocha nesta região do desfiladeiro. A sua textura indica que terão sido formados pela acção de água líquida, gelo ou lama.
O chão do desfiladeiro de Melas Chasma nesta imagem em perspectiva construída a partir das imagens captadas pela Mars Express a 01 de Julho de 2006.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Melas Chasma constitui uma fracção do complexo sistema de desfiladeiros de Valles Marineris, uma gigantesca depressão que rasga a superfície marciana ao longo de cerca de 4.000 km. É também um dos locais mais profundos do planeta vermelho, mergulhando cerca de 9 km abaixo da superfície circundante.
São abundantes os vestígios da passagem de grandes quantidades de água líquida em Melas Chasma. Além dos evidentes canais formados pelo fluxo de água corrente, existem ao longo das paredes do desfiladeiro depósitos de cor clara formados por compostos de sulfato, provavelmente precipitados no fundo de um antigo lago.
A Mars Express captou em 2006 um conjunto de imagens de uma parte do extremo norte de Melas Chasma. A imagem que aqui vos trago (em cima) cobre cerca de 20.000 km2 de superfície, uma área comparável à do Alentejo. São inúmeros os deslizamentos de rocha nesta região do desfiladeiro. A sua textura indica que terão sido formados pela acção de água líquida, gelo ou lama.
O chão do desfiladeiro de Melas Chasma nesta imagem em perspectiva construída a partir das imagens captadas pela Mars Express a 01 de Julho de 2006.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Hubble prepara visita da sonda Dawn a Vesta
Quatro imagens em cores falsas do asteróide Vesta captadas a 28 de Fevereiro de 2010 pela nova câmara WFC3 do telescópio espacial Hubble, através de filtros para comprimentos de onda curtos (ultra-violeta próximo e azul).
Crédito: NASA/ESA/J.-Y. Li (University of Maryland, College Park)/L. McFadden (NASA GSFC).
A NASA publicou ontem um conjunto de imagens do asteróide Vesta, o primeiro dos dois objectos da Cintura de Asteróides a ser visitado pela sonda Dawn. Captadas em Fevereiro passado, através do telescópio espacial Hubble, as imagens mostram variações no brilho e na cor ao longo da superfície de Vesta, em particular, em latitudes que não haviam sido observadas anteriormente. As novas imagens permitiram ainda redefinir a localização do eixo de rotação de Vesta, uma informação importante para o correcto planeamento do encontro do próximo mês de Julho da sonda Dawn com este asteróide.
Pensa-se que Vesta é um dos poucos protoplanetas sobreviventes na região interior do Sistema Solar. A visita da Dawn a este pequeno mundo deverá elucidar os astrónomos acerca das condições e dos processos que determinaram a evolução dos planetas.
Vídeo resultante da combinação de 73 imagens de Vesta obtidas pelo telescópio espacial Hubble no período de 25 a 28 de Fevereiro de 2010. Vesta completa uma rotação a cada 5,34 horas. São visíveis algumas variações de cor que não correspondem ao que seria observado pelo olho humano. As áreas mais escuras são interpretadas como regiões ricas em basalto, enquanto que as áreas mais avermelhadas serão provavelmente regiões preenchidas por poeira fina ou regolito.
Crédito: NASA/ESA/J.-Y. Li (University of Maryland, College Park)/L. McFadden (NASA GSFC).
Crédito: NASA/ESA/J.-Y. Li (University of Maryland, College Park)/L. McFadden (NASA GSFC).
A NASA publicou ontem um conjunto de imagens do asteróide Vesta, o primeiro dos dois objectos da Cintura de Asteróides a ser visitado pela sonda Dawn. Captadas em Fevereiro passado, através do telescópio espacial Hubble, as imagens mostram variações no brilho e na cor ao longo da superfície de Vesta, em particular, em latitudes que não haviam sido observadas anteriormente. As novas imagens permitiram ainda redefinir a localização do eixo de rotação de Vesta, uma informação importante para o correcto planeamento do encontro do próximo mês de Julho da sonda Dawn com este asteróide.
Pensa-se que Vesta é um dos poucos protoplanetas sobreviventes na região interior do Sistema Solar. A visita da Dawn a este pequeno mundo deverá elucidar os astrónomos acerca das condições e dos processos que determinaram a evolução dos planetas.
Vídeo resultante da combinação de 73 imagens de Vesta obtidas pelo telescópio espacial Hubble no período de 25 a 28 de Fevereiro de 2010. Vesta completa uma rotação a cada 5,34 horas. São visíveis algumas variações de cor que não correspondem ao que seria observado pelo olho humano. As áreas mais escuras são interpretadas como regiões ricas em basalto, enquanto que as áreas mais avermelhadas serão provavelmente regiões preenchidas por poeira fina ou regolito.
Crédito: NASA/ESA/J.-Y. Li (University of Maryland, College Park)/L. McFadden (NASA GSFC).
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Chang'E-2 entra em órbita lunar
Já se encontra em órbita lunar a sonda Chang'E-2. A chegada deu-se ontem por volta das 04:40 (hora de Lisboa), depois de uma primeira manobra de desacelaração que colocou a sonda chinesa numa órbita elíptica preliminar de 12 horas. Os responsáveis da missão planeiam agora uma nova série de manobras de desacelaração no perilúnio, de forma a realizar gradualmente a transferência da sonda da sua actual órbita de 100X8.000 km para uma órbita operacional de 15X100 km.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
WISE com missão prolongada
Representação artística do telescópio espacial WISE.
Crédito: NASA/JPL.
A NASA anunciou anteontem o prolongamento da missão do telescópio espacial WISE. Com dois dos quatro detectores de infravermelhos inoperacionais devido ao esgotamento das reservas de hidrogénio líquido, o WISE encontrava-se neste momento no fim da sua missão primária.
Utilizado como fluido refrigerador, o hidrogénio líquido mantinha os detectores de infravermelhos (instrumentos sensíveis à radiação térmica dos objectos) a uma temperatura aproximada de 12 K. Com o seu esgotamento no passado mês de Agosto, o WISE perdeu a sensibilidade nos comprimentos de onda mais longos, mantendo, no entanto, bons desempenhos nos dois detectores sensíveis a comprimentos de onda no infravermelho próximo.
Denominada NEOWISE Post-Cryogenic Mission (NEO em referência ao acrónimo em inglês de objecto próximo da Terra), a nova missão vai explorar os dois detectores que ainda se encontram operacionais. A nova fase da vida do WISE terá como principal foco a continuação do mapeamento de pequenos objectos do Sistema Solar, em particular, dos objectos com órbitas próximas da órbita da Terra, actividade que deverá ser mantida por mais um a quatro meses, dependendo dos primeiros resultados.
Até à data, o telescópio espacial WISE descobriu 19 cometas e mais de 33.500 asteróides, incluindo 120 NEOs.
Crédito: NASA/JPL.
A NASA anunciou anteontem o prolongamento da missão do telescópio espacial WISE. Com dois dos quatro detectores de infravermelhos inoperacionais devido ao esgotamento das reservas de hidrogénio líquido, o WISE encontrava-se neste momento no fim da sua missão primária.
Utilizado como fluido refrigerador, o hidrogénio líquido mantinha os detectores de infravermelhos (instrumentos sensíveis à radiação térmica dos objectos) a uma temperatura aproximada de 12 K. Com o seu esgotamento no passado mês de Agosto, o WISE perdeu a sensibilidade nos comprimentos de onda mais longos, mantendo, no entanto, bons desempenhos nos dois detectores sensíveis a comprimentos de onda no infravermelho próximo.
Denominada NEOWISE Post-Cryogenic Mission (NEO em referência ao acrónimo em inglês de objecto próximo da Terra), a nova missão vai explorar os dois detectores que ainda se encontram operacionais. A nova fase da vida do WISE terá como principal foco a continuação do mapeamento de pequenos objectos do Sistema Solar, em particular, dos objectos com órbitas próximas da órbita da Terra, actividade que deverá ser mantida por mais um a quatro meses, dependendo dos primeiros resultados.
Até à data, o telescópio espacial WISE descobriu 19 cometas e mais de 33.500 asteróides, incluindo 120 NEOs.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O toque da lua pastora
Imagem em cor natural da pequena lua Prometeu, construída com três imagens captadas a 27 de Dezembro de 2009 pela sonda Cassini através de filtros de luz visível para as cores azul (460 nm), verde (567 nm) e vermelho (648 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
Prometeu, a lua pastora interior do anel F de Saturno, lança a sua influência gravitacional sobre a miríade de pequenas partículas que povoam a região dos anéis, nesta imagem composta pelo croata Gordan Ugarkovic a partir de imagens captadas pela Cassini. Medindo 135,6 × 79,4 × 59,4 km, a pequena lua seria descoberta apenas em Outubro de 1980 (precisamente há 30 anos), em imagens captadas pela sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
Prometeu, a lua pastora interior do anel F de Saturno, lança a sua influência gravitacional sobre a miríade de pequenas partículas que povoam a região dos anéis, nesta imagem composta pelo croata Gordan Ugarkovic a partir de imagens captadas pela Cassini. Medindo 135,6 × 79,4 × 59,4 km, a pequena lua seria descoberta apenas em Outubro de 1980 (precisamente há 30 anos), em imagens captadas pela sonda Voyager 1.
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