A astronauta Tracy Caldwell Dyson observa a Terra a partir da cúpula da Estação Espacial Internacional, numa imagem captada em Setembro passado.
Crédito: Douglas H. Wheelock/NASA.
O astronauta Douglas H. Wheelock tem partilhado via Twitter belas imagens captadas na Estação Espacial Internacional desde a sua chegada em Junho passado. A maioria são magníficas fotografias do nosso planeta, mas talvez nenhuma capte tão bem a essência da aventura humana no espaço como esta imagem da astronauta americana Tracy Caldwell Dyson contemplando a Terra a partir da cúpula da Estação Espacial Internacional. É uma imagem poética que transpira emoção, a emoção das viagens e da exploração longe da única casa que conhecemos.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Estará a Cintura Equatorial Sul de Júpiter a reaparecer?
Em Maio passado escrevi aqui sobre o recente desaparecimento da Cintura Equatorial Sul (CES) de Júpiter, uma das duas proeminentes bandas escuras visíveis na face do gigante gasoso. Este é um fenómeno recorrente que já terá acontecido pelo menos 14 vezes desde a sua descoberta no início do século XX. Geralmente, a CES recupera o seu aspecto normal ao fim de 1 a 3 anos, após uma complexa sequência de fenómenos meteorológicos globais que se desenvolvem a partir de um pequeno e súbito foco de instabilidade atmosférica na região equatorial de Júpiter (ver o artigo de 1996 de A. Sanchez-Lavega e J. M. Gomez "The South Equatorial Belt of Jupiter, I: Its Life Cycle" para mais informações).
Duas imagens de Júpiter obtidas pelo astrónomo amador Anthony Wesley, com cerca de um ano de intervalo. A Cintura Equatorial Sul (CES) desapareceu este ano, deixando a Cintura Equatorial Norte (CEN) como única banda escura visível através de pequenos telescópios.
Crédito: Anthony Wesley / anotações e montagem de Sérgio Paulino.
Desde que o desvanecimento da CES foi notado, os astrónomos têm monitorizado o planeta em busca desse primeiro foco de instabilidade. Aparentemente a espera terminou esta semana. No dia 9 de Novembro, o astrónomo amador Christopher Go localizou uma mancha esbranquiçada anómala acima das nuvens jovianas equatoriais, que poderá corresponder ao início do tão aguardado fenómeno. A mancha já foi observada entretanto por outros astrónomos, que não só confirmaram a sua presença como também verificaram mudanças dramáticas no seu aspecto. Será mesmo este o início do regresso da CES à face de Júpiter?
Pequena instabilidade atmosférica na região equatorial de Júpiter, numa imagem captada através de um telescópio amador a 12 de Novembro de 2010.
Crédito: Christopher Go.
Duas imagens de Júpiter obtidas pelo astrónomo amador Anthony Wesley, com cerca de um ano de intervalo. A Cintura Equatorial Sul (CES) desapareceu este ano, deixando a Cintura Equatorial Norte (CEN) como única banda escura visível através de pequenos telescópios.
Crédito: Anthony Wesley / anotações e montagem de Sérgio Paulino.
Desde que o desvanecimento da CES foi notado, os astrónomos têm monitorizado o planeta em busca desse primeiro foco de instabilidade. Aparentemente a espera terminou esta semana. No dia 9 de Novembro, o astrónomo amador Christopher Go localizou uma mancha esbranquiçada anómala acima das nuvens jovianas equatoriais, que poderá corresponder ao início do tão aguardado fenómeno. A mancha já foi observada entretanto por outros astrónomos, que não só confirmaram a sua presença como também verificaram mudanças dramáticas no seu aspecto. Será mesmo este o início do regresso da CES à face de Júpiter?
Pequena instabilidade atmosférica na região equatorial de Júpiter, numa imagem captada através de um telescópio amador a 12 de Novembro de 2010.
Crédito: Christopher Go.
domingo, 7 de novembro de 2010
Visita ao Novo Planetário Digital de Atenas
O Novo Planetário Digital da Fundação Eugenides, em Atenas.
Crédito: Sérgio Paulino.
Estou numa rápida visita à histórica cidade de Atenas, por coincidência, em pleno fim-de-semana de eleições regionais! Como é óbvio, planeei a visita a alguns pontos de interesse, como por exemplo, o Museu Arqueológico Nacional e a Acrópole. Infelizmente hoje, devido às eleições, os monumentos nacionais em Atenas estavam encerrados, pelo que tive tempo para fazer uma visita ao Novo Planetário Digital da Fundação Eugenides, um dos mais modernos planetários do mundo. Confesso que fiquei surpreendido com a qualidade das instalações e com o leque de espectáculos que oferece na sua cúpula de 25 metros de diâmetro.
"A Grande Aventura" foi a sessão que escolhi para assistir, entre as 20 disponíveis em diferentes horários. Nesta sessão, durante cerca de 40 minutos, o público é transportado numa espectacular viagem tridimensional pela aventura humana da exploração espacial. São explicados, numa primeira fase, alguns detalhes do rigoroso treino dos astronautas, dos efeitos que a longa exposição à microgravidade tem no corpo humano, e da vida dos astronautas na Estação Espacial Internacional. A sessão termina com uma viagem a Marte e aos planetas exteriores, focando o papel de missões robóticas como a Mariner 9 ou as Voyager, no conhecimento que temos destes mundos. Ficou-me particularmente na memória uma fenomenal passagem pelo interior dos anéis de Saturno!
Recomendo que, caso passem por Atenas, não deixem de visitar este planetário. Fica um pouco longe do centro, em direcção à região portuária de Pireu, mas vale a pena a viagem até lá. Apenas lamento não termos algo semelhante em Lisboa.
Crédito: Sérgio Paulino.
Estou numa rápida visita à histórica cidade de Atenas, por coincidência, em pleno fim-de-semana de eleições regionais! Como é óbvio, planeei a visita a alguns pontos de interesse, como por exemplo, o Museu Arqueológico Nacional e a Acrópole. Infelizmente hoje, devido às eleições, os monumentos nacionais em Atenas estavam encerrados, pelo que tive tempo para fazer uma visita ao Novo Planetário Digital da Fundação Eugenides, um dos mais modernos planetários do mundo. Confesso que fiquei surpreendido com a qualidade das instalações e com o leque de espectáculos que oferece na sua cúpula de 25 metros de diâmetro.
"A Grande Aventura" foi a sessão que escolhi para assistir, entre as 20 disponíveis em diferentes horários. Nesta sessão, durante cerca de 40 minutos, o público é transportado numa espectacular viagem tridimensional pela aventura humana da exploração espacial. São explicados, numa primeira fase, alguns detalhes do rigoroso treino dos astronautas, dos efeitos que a longa exposição à microgravidade tem no corpo humano, e da vida dos astronautas na Estação Espacial Internacional. A sessão termina com uma viagem a Marte e aos planetas exteriores, focando o papel de missões robóticas como a Mariner 9 ou as Voyager, no conhecimento que temos destes mundos. Ficou-me particularmente na memória uma fenomenal passagem pelo interior dos anéis de Saturno!
Recomendo que, caso passem por Atenas, não deixem de visitar este planetário. Fica um pouco longe do centro, em direcção à região portuária de Pireu, mas vale a pena a viagem até lá. Apenas lamento não termos algo semelhante em Lisboa.
sábado, 6 de novembro de 2010
Hartley 2 em movimento!
Daniel Machácek, um dos membros do UnmannedSpaceflight.com, criou esta surpreendente animação do Hartley 2 com apenas as primeiras 5 imagens disponibilizadas pela NASA logo após o encontro da EPOXI com o cometa na passada quinta-feira.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Hartley 2!
Montagem de 5 imagens captadas pela sonda EPOXI, mostrando o cometa 103P/Hartley 2 durante a sua passagem a 04 de Novembro de 2010.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD.
A NASA somou ontem mais um sucesso com a passagem da EPOXI pelo cometa 103P/Hartley 2. Apesar de viajar a mais de 44.000 km/h, a sonda americana conseguiu recolher imagens nítidas da superfície do núcleo do pequeno cometa. Aparentemente, existem duas regiões em Hartley 2: uma primeira muito rugosa e com intensas erupções, correspondente aos dois lobos distais; e uma segunda inactiva e lisa, distinguível no estreito pescoço que liga os dois lobos.
A EPOXI vai agora prosseguir com a monitorização da actividade do núcleo do cometa, um trabalho que deverá estar concluído daqui a três semanas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD.
A NASA somou ontem mais um sucesso com a passagem da EPOXI pelo cometa 103P/Hartley 2. Apesar de viajar a mais de 44.000 km/h, a sonda americana conseguiu recolher imagens nítidas da superfície do núcleo do pequeno cometa. Aparentemente, existem duas regiões em Hartley 2: uma primeira muito rugosa e com intensas erupções, correspondente aos dois lobos distais; e uma segunda inactiva e lisa, distinguível no estreito pescoço que liga os dois lobos.
A EPOXI vai agora prosseguir com a monitorização da actividade do núcleo do cometa, um trabalho que deverá estar concluído daqui a três semanas.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
EPOXI visita amanhã o cometa 103P/Hartley 2
A EPOXI vai executar amanhã pelas 13:50 (hora de Lisboa) o primeiro encontro próximo de uma sonda terrestre com o cometa periódico 13P/Hartley 2. A passagem da sonda a 700 km do núcleo cometário vai permitir à câmara de alta-resolução HRI a recolha de imagens com uma resolução máxima de 7 metros/pixel.
Segundo observações de radar realizadas recentemente pelo Observatório de Arecibo, o cometa possui um núcleo muito alongado, com cerca de 2,2 km de comprimento, e um período de rotação de cerca de 18 horas. A EPOXI deverá encontrar o pequeno núcleo num período de intensa actividade, depois da recente passagem de Hartley 2 pelo periélio. A sonda pôde já presenciar na semana passada uma série de espectaculares erupções, algumas particularmente surpreendentes pela sua intensidade.
Sequência de imagens do núcleo cometário de Hartley 2 captadas a 26 de Outubro de 2010 pela câmara HRI da sonda EPOXI, durante um período de 16 horas. Ambos os páineis mostram a mesma sequência. No painel da direita a coma do cometa foi subtraída de modo a evidenciar os jactos emanados pelo núcleo.
Crédito: Donald J. Lindler, Sigma Space Corporation and NASA/JPL-Caltech/UMD.
Segundo observações de radar realizadas recentemente pelo Observatório de Arecibo, o cometa possui um núcleo muito alongado, com cerca de 2,2 km de comprimento, e um período de rotação de cerca de 18 horas. A EPOXI deverá encontrar o pequeno núcleo num período de intensa actividade, depois da recente passagem de Hartley 2 pelo periélio. A sonda pôde já presenciar na semana passada uma série de espectaculares erupções, algumas particularmente surpreendentes pela sua intensidade.
Sequência de imagens do núcleo cometário de Hartley 2 captadas a 26 de Outubro de 2010 pela câmara HRI da sonda EPOXI, durante um período de 16 horas. Ambos os páineis mostram a mesma sequência. No painel da direita a coma do cometa foi subtraída de modo a evidenciar os jactos emanados pelo núcleo.
Crédito: Donald J. Lindler, Sigma Space Corporation and NASA/JPL-Caltech/UMD.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O ponto mais elevado da Lua
A seta vermelha aponta para o ponto mais elevado da Lua nesta imagem obtida pela Lunar Reconnaissance Orbiter no passado 12 de Agosto de 2010.
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
Qual é o ponto mais elevado da Lua?
O Lunar Orbiter Laser Altimeter (LOLA), o instrumento da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) responsável pela construção de um modelo topográfico tridimensional da superfície lunar, definiu recentemente a sua localização precisa - um ponto 10786 metros acima da altitude média da Lua, situado nas proximidades de Engel'gradt, uma cratera com cerca de 44 km de diâmetro localizada no lado mais distante da Lua. Ao contrário do Monte Everest, a montanha mais alta da Terra, o ponto mais elevado da Lua é muito antigo. A região onde se situa, deverá ter sido formada em poucos minutos pela acumulação de ejecta resultante do impacto cataclísmico que escavou a gigantesca bacia Pólo Sul-Aitken.
Mosaico de imagens captadas pela LRO mostrando a cratera Engel'gradt e o local onde se situa o ponto mais elevado da Lua (marcado com uma seta branca).
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
Qual é o ponto mais elevado da Lua?
O Lunar Orbiter Laser Altimeter (LOLA), o instrumento da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) responsável pela construção de um modelo topográfico tridimensional da superfície lunar, definiu recentemente a sua localização precisa - um ponto 10786 metros acima da altitude média da Lua, situado nas proximidades de Engel'gradt, uma cratera com cerca de 44 km de diâmetro localizada no lado mais distante da Lua. Ao contrário do Monte Everest, a montanha mais alta da Terra, o ponto mais elevado da Lua é muito antigo. A região onde se situa, deverá ter sido formada em poucos minutos pela acumulação de ejecta resultante do impacto cataclísmico que escavou a gigantesca bacia Pólo Sul-Aitken.
Mosaico de imagens captadas pela LRO mostrando a cratera Engel'gradt e o local onde se situa o ponto mais elevado da Lua (marcado com uma seta branca).
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
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