Representação artística da sonda Akatsuki em Vénus.
Crédito: JAXA/Akihiro Ikeshita.
Foi ontem confirmado pela JAXA: a Akatsuki falhou a entrada na órbita de Vénus. De acordo com a agência espacial japonesa, a manobra de inserção orbital foi interrompida permaturamente por uma anomalia que colocou a sonda em modo de segurança.
A Akatsuki encontra-se actualmente numa órbita solar, com cerca de 80% do combustível inicial. Apesar de todos os intrumentos permanecerem operacionais, a sonda adquiriu uma lenta rotação que limita o contacto rádio com a Terra por períodos de 40 segundos. Os engenheiros da missão tem estado a trabalhar na sua estabilização, de forma a poderem recuperar em pleno todas as comunicações. Se tudo correr bem, a Akatsuki terá nova oportunidade para realizar a inserção orbital em Vénus na próxima passagem pelo planeta em Dezembro de 2016.
A JAXA criou, entretanto, uma equipa de investigação para averiguar as causas desta falha. Está também em estudo a programação de algumas actividades científicas alternativas, para o caso da sonda nipónica não conseguir abandonar a sua actual trajectória.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Erupção de megafilamento observada pelo SDO
Espectacular erupção de um gigantesco filamento, ilustrada aqui numa animação construída com 40 imagens captadas a 06 de Dezembro de 2010 pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory, através do canal de 304 Å (He II).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.
O Solar Dynamics Observatory observou anteontem a erupção de um megafilamento magnético com cerca de 700 mil quilómetros de comprimento! A gigantesca estrutura manteve-se estável acima da superfície solar durante pelo menos uma semana, antes de colapsar perto do rebordo sudoeste do disco solar. Apesar de violenta, esta erupção não deverá produzir qualquer alteração significativa na actividade geomagnética.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.
O Solar Dynamics Observatory observou anteontem a erupção de um megafilamento magnético com cerca de 700 mil quilómetros de comprimento! A gigantesca estrutura manteve-se estável acima da superfície solar durante pelo menos uma semana, antes de colapsar perto do rebordo sudoeste do disco solar. Apesar de violenta, esta erupção não deverá produzir qualquer alteração significativa na actividade geomagnética.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vida baseada no Arsénio
GFAJ-1, uma estirpe de gamaproteobactérias da família Halomonadaceae, crescendo em meio rico em arsénio e sem fósforo.
Crédito: Jodi Switzer Blum.
Foi uma longa semana de intensa especulação até ao anúncio oficial da NASA, na passada quinta-feira, da descoberta de uma bactéria extremófila que pode substituir o fósforo (P) por arsénio (As) em todos os seus processos metabólicos. Depois de um sem número de mentiras disseminadas pela internet (a maioria relacionando a conferência de imprensa com a descoberta de vida extraterrestre), a verdadeira notícia revelou-se igualmente bombástica em muitos aspectos. Nos meios científicos foi recebida com grande entusiasmo - aqui estava uma forma de vida que aparentemente poderia sobreviver sem um dos seis elementos considerados essenciais para a vida: carbono, oxigénio, hidrogénio, azoto, enxofre e fósforo. Nos meios de comunicação social foi repeditadamente mal interpretada, perdendo grande parte dos pormenores que a tornavam importante - a notícia nada tinha a ver com vida extraterrestre, apenas tinha fortes implicações na forma como definimos vida e como a procuramos em ambientes fora da Terra.
Não vou divagar mais sobre a importância desta (alegada) descoberta, porque outros já o fizeram de forma exaustiva em português aqui, e em inglês aqui, aqui e aqui. No entanto, passados alguns dias, achei que valeria a pena pronunciar-me um pouco sobre a validade do trabalho apresentado pelo grupo de investigadores do Instituto de Astrobiologia da NASA.
Não sou um perito em Microbiologia, mas bastou uma leitura cuidadosa do respectivo artigo para que a minha opinião inicial sobre a dimensão desta descoberta fosse afectada. Pareceu-me que, tal como já havia acontecido com o anúncio da descoberta de estruturas fossilizadas com possível origem biológica num meteorito proveniente de Marte, a NASA montou rapidamente um circo mediático com base num trabalho pouco sustentado pela evidência científica. São demasiado grandiosas as conclusões a que os investigadores chegam, tendo em conta que não apresentam uma prova definitiva de que as bactérias usadas no estudo tenham, de facto, incorporado o elemento As em moléculas tão vitais como o ADN, o ATP ou os fosfolípidos. Sem esta permissa, penso que o aparato da passada quinta-feira não faz qualquer sentido.
É lamentável que uma instituição como a NASA (e, já agora, uma revista conceituada como a Science) suporte e promova trabalhos científicos com pouca resistência à crítica fundamentada como a que é apresentada, por exemplo, neste artigo. Este tipo de atitude foi prática corrente, por exemplo, em missões emblemáticas como a missão Galileo, onde o apoio incondicional a um grupo restrito de investigadores promoveu o mediatismo de conceitos fracamente fundamentados (e, provavelmente, incorrectos) sobre a geologia de Europa (para mais pormenores, aconselho a leitura deste livro). É uma atitude que mistura política de financiamento com jogos de poder, e que em nada benificia a ciência e a sua imagem na sociedade. Neste campo ganharíamos todos se a NASA aprendesse com os seus próprios erros, e usasse apenas o rigor científico para promover os seus colaboradores e respectivas instituições.
Crédito: Jodi Switzer Blum.
Foi uma longa semana de intensa especulação até ao anúncio oficial da NASA, na passada quinta-feira, da descoberta de uma bactéria extremófila que pode substituir o fósforo (P) por arsénio (As) em todos os seus processos metabólicos. Depois de um sem número de mentiras disseminadas pela internet (a maioria relacionando a conferência de imprensa com a descoberta de vida extraterrestre), a verdadeira notícia revelou-se igualmente bombástica em muitos aspectos. Nos meios científicos foi recebida com grande entusiasmo - aqui estava uma forma de vida que aparentemente poderia sobreviver sem um dos seis elementos considerados essenciais para a vida: carbono, oxigénio, hidrogénio, azoto, enxofre e fósforo. Nos meios de comunicação social foi repeditadamente mal interpretada, perdendo grande parte dos pormenores que a tornavam importante - a notícia nada tinha a ver com vida extraterrestre, apenas tinha fortes implicações na forma como definimos vida e como a procuramos em ambientes fora da Terra.
Não vou divagar mais sobre a importância desta (alegada) descoberta, porque outros já o fizeram de forma exaustiva em português aqui, e em inglês aqui, aqui e aqui. No entanto, passados alguns dias, achei que valeria a pena pronunciar-me um pouco sobre a validade do trabalho apresentado pelo grupo de investigadores do Instituto de Astrobiologia da NASA.
Não sou um perito em Microbiologia, mas bastou uma leitura cuidadosa do respectivo artigo para que a minha opinião inicial sobre a dimensão desta descoberta fosse afectada. Pareceu-me que, tal como já havia acontecido com o anúncio da descoberta de estruturas fossilizadas com possível origem biológica num meteorito proveniente de Marte, a NASA montou rapidamente um circo mediático com base num trabalho pouco sustentado pela evidência científica. São demasiado grandiosas as conclusões a que os investigadores chegam, tendo em conta que não apresentam uma prova definitiva de que as bactérias usadas no estudo tenham, de facto, incorporado o elemento As em moléculas tão vitais como o ADN, o ATP ou os fosfolípidos. Sem esta permissa, penso que o aparato da passada quinta-feira não faz qualquer sentido.
É lamentável que uma instituição como a NASA (e, já agora, uma revista conceituada como a Science) suporte e promova trabalhos científicos com pouca resistência à crítica fundamentada como a que é apresentada, por exemplo, neste artigo. Este tipo de atitude foi prática corrente, por exemplo, em missões emblemáticas como a missão Galileo, onde o apoio incondicional a um grupo restrito de investigadores promoveu o mediatismo de conceitos fracamente fundamentados (e, provavelmente, incorrectos) sobre a geologia de Europa (para mais pormenores, aconselho a leitura deste livro). É uma atitude que mistura política de financiamento com jogos de poder, e que em nada benificia a ciência e a sua imagem na sociedade. Neste campo ganharíamos todos se a NASA aprendesse com os seus próprios erros, e usasse apenas o rigor científico para promover os seus colaboradores e respectivas instituições.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sobrevoando belas paisagens marcianas
Já vos tinha falado aqui e aqui de algumas das espectaculares animações 3D criadas por Adrian Lark. Recentemente, Adrian publicou no seu canal do YouTube mais animações simulando voos sobre paisagens marcianas. Deixo-vos aqui as minhas favoritas.
Zumba, uma cratera bastante recente com cerca de 3 km de diâmetro, localizada em Daedalia Planum, a sudoeste dos grandes vulcões de Tharsis. Animação 3D criada por Adrian Lark (Mars3D.com), a partir de modelos topográficos digitais e imagens da NASA.
Crédito: Adrian Lark (animação)/NASA /JPL/UA(dados topográficos e imagens).
Uma duna com 200 metros de altura e a evidência de uma avalanche de areia. Animação 3D criada por Adrian Lark (Mars3D.com), a partir de modelos topográficos digitais e imagens da NASA.
Zumba, uma cratera bastante recente com cerca de 3 km de diâmetro, localizada em Daedalia Planum, a sudoeste dos grandes vulcões de Tharsis. Animação 3D criada por Adrian Lark (Mars3D.com), a partir de modelos topográficos digitais e imagens da NASA.
Crédito: Adrian Lark (animação)/NASA /JPL/UA(dados topográficos e imagens).
Uma duna com 200 metros de altura e a evidência de uma avalanche de areia. Animação 3D criada por Adrian Lark (Mars3D.com), a partir de modelos topográficos digitais e imagens da NASA.
Crédito: Adrian Lark (animação)/NASA /JPL/UA (dados topográficos e imagens).
Estranha Hiperião
Hiperião, a oitava maior lua de Saturno. Para criar esta composição em cores aproximadamente verdadeiras, foram combinadas imagens captadas a 28 de Novembro de 2010, a uma distância de cerca de 113 mil quilómetros, pelo sistema de imagem da sonda Cassini, através de filtros de ultravioleta (338 nm), verde (568 nm) e infravermelho próximo (752 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Depois de ter permanecido mais de 3 semanas em modo de segurança devido a um erro grave no computador de bordo, a sonda Cassini regressou na semana passada ao seu normal funcionamento. A actividade científica da missão foi reiniciada no passado dia 26 de Novembro, primeiro com uma pequena série de observações da lua Titã a uma distância de 1,94 milhões de quilómetros, e posteriormente com a captação de imagens do pólo sul de Saturno, em busca da esquiva aurora austral. No domingo, a Cassini efectou uma passagem não programada por Hiperião, uma grande lua de forma irregular localizada numa órbita exterior à de Titã.
Animação composta por 7 imagens captadas pela sonda Cassini a 28 de Novembro de 2010, durante a sua aproximação a Hiperião.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.
Hiperião é talvez a lua mais estranha de Saturno. A sua superfície encontra-se coberta por crateras profundas que lhe conferem o aspecto de uma esponja. No fundo de grande parte das crateras é possível observar a presença de um material escuro: provavelmente compostos orgânicos acumulados pela lenta sublimação de materiais voláteis nestes locais.
No entanto, a semelhança de Hiperião com uma esponja vai além do seu aspecto. Dados obtidos pela sonda Cassini durante as suas passagens pela lua em 2005 e 2006 confirmaram que Hiperião tem uma porosidade superior a 40%, o que sugere uma estrutura interna semelhante a uma pilha de fragmentos de gelo e poeira fracamente acrecionados pela força da gravidade.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Depois de ter permanecido mais de 3 semanas em modo de segurança devido a um erro grave no computador de bordo, a sonda Cassini regressou na semana passada ao seu normal funcionamento. A actividade científica da missão foi reiniciada no passado dia 26 de Novembro, primeiro com uma pequena série de observações da lua Titã a uma distância de 1,94 milhões de quilómetros, e posteriormente com a captação de imagens do pólo sul de Saturno, em busca da esquiva aurora austral. No domingo, a Cassini efectou uma passagem não programada por Hiperião, uma grande lua de forma irregular localizada numa órbita exterior à de Titã.
Animação composta por 7 imagens captadas pela sonda Cassini a 28 de Novembro de 2010, durante a sua aproximação a Hiperião.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.
Hiperião é talvez a lua mais estranha de Saturno. A sua superfície encontra-se coberta por crateras profundas que lhe conferem o aspecto de uma esponja. No fundo de grande parte das crateras é possível observar a presença de um material escuro: provavelmente compostos orgânicos acumulados pela lenta sublimação de materiais voláteis nestes locais.
No entanto, a semelhança de Hiperião com uma esponja vai além do seu aspecto. Dados obtidos pela sonda Cassini durante as suas passagens pela lua em 2005 e 2006 confirmaram que Hiperião tem uma porosidade superior a 40%, o que sugere uma estrutura interna semelhante a uma pilha de fragmentos de gelo e poeira fracamente acrecionados pela força da gravidade.
sábado, 27 de novembro de 2010
Bolas de neve em Hartley 2
Nuvem de partículas de gelo em redor do núcleo do cometa 103P/Hartley 2. Imagem captada pela câmara de alta resolução HRI da sonda EPOXI durante a sua aproximação ao cometa a 4 de Novembro de 2010.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD.
A equipa científica da missão EPOXI organizou na semana passada uma conferência de imprensa para anunciar alguns dos primeiros resultados do encontro da reciclada sonda Deep Impact (agora formalmente conhecida como EPOXI) com o cometa 103P/Hartley 2. De acordo com Jessica Sunshine, a investigadora principal da missão, os dados obtidos no encontro de 4 de Novembro revelaram que, apesar de Hartley 2 ser o cometa mais pequeno alguma vez visitado por uma sonda, é também certamente o mais interessante de todos. As imagens de alta resolução desvendaram um núcleo cometário com jactos de gás extremamente activos, expelindo grandes partículas de gelo com a consistência de bolas de neve!
Animação composta de duas imagens captadas pela EPOXI a 4 de Novembro de 2010 com alguns segundos de diferença. Reparem na estrutura tridimensional da nuvem de partículas ejectada da superfície do cometa Hartley 2.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD/Brown University.
A equipa estimou um diâmetro de algumas dezenas de centímetros para os fragmentos de maior dimensão. A análise da telemetria da EPOXI revelou, pelo menos, nove impactos de pequenos pedaços de gelo na estrutura da sonda durante os dez minutos em redor do ponto de maior aproximação à superfície do núcleo do cometa. Aparentemente, não foi provocado qualquer dano em nenhum dos instrumentos.
Outro aspecto surpreendente, notado logo de imediato nas imagens de alta resolução pelos cientistas da missão, foi o facto dos violentos jactos observados no cometa estarem a ser alimentados por grandes quantidades de dióxido de carbono. Curiosamente, este comportamento foi observado apenas nos dois lobos distais do núcleo. O estreito pescoço que liga estas regiões mais activas apresentou uma actividade mais contida, muito semelhante ao observado em 2005 na superfície do núcleo do cometa Tempel 1, durante a visita da missão Deep Impact.
A dupla personalidade de Hartley 2. Dados obtidos pelo espectrómetro de infravermelhos da sonda EPOXI revelaram diferentes materiais nos jactos do núcleo do cometa. Nos jactos observados nos dois lobos distais foi detectada uma mistura de dióxido de carbono, partículas de gelo e de poeira, enquanto que em redor da região intermédia verificou-se apenas a presença de uma nuvem de vapor de água.
Crédito: NASA/JPL/UMD.
A EPOXI vai continuar a observar o cometa Hartley 2 até ao próximo dia 30 de Novembro, captando imagens ao ritmo de 3.000 por dia. O encontro deverá então totalizar cerca de 2 Gb de dados, uma pilha de informação a ser explorada pelos cientistas da missão durante os próximos tempos.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD.
A equipa científica da missão EPOXI organizou na semana passada uma conferência de imprensa para anunciar alguns dos primeiros resultados do encontro da reciclada sonda Deep Impact (agora formalmente conhecida como EPOXI) com o cometa 103P/Hartley 2. De acordo com Jessica Sunshine, a investigadora principal da missão, os dados obtidos no encontro de 4 de Novembro revelaram que, apesar de Hartley 2 ser o cometa mais pequeno alguma vez visitado por uma sonda, é também certamente o mais interessante de todos. As imagens de alta resolução desvendaram um núcleo cometário com jactos de gás extremamente activos, expelindo grandes partículas de gelo com a consistência de bolas de neve!
Animação composta de duas imagens captadas pela EPOXI a 4 de Novembro de 2010 com alguns segundos de diferença. Reparem na estrutura tridimensional da nuvem de partículas ejectada da superfície do cometa Hartley 2.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD/Brown University.
A equipa estimou um diâmetro de algumas dezenas de centímetros para os fragmentos de maior dimensão. A análise da telemetria da EPOXI revelou, pelo menos, nove impactos de pequenos pedaços de gelo na estrutura da sonda durante os dez minutos em redor do ponto de maior aproximação à superfície do núcleo do cometa. Aparentemente, não foi provocado qualquer dano em nenhum dos instrumentos.
Outro aspecto surpreendente, notado logo de imediato nas imagens de alta resolução pelos cientistas da missão, foi o facto dos violentos jactos observados no cometa estarem a ser alimentados por grandes quantidades de dióxido de carbono. Curiosamente, este comportamento foi observado apenas nos dois lobos distais do núcleo. O estreito pescoço que liga estas regiões mais activas apresentou uma actividade mais contida, muito semelhante ao observado em 2005 na superfície do núcleo do cometa Tempel 1, durante a visita da missão Deep Impact.
A dupla personalidade de Hartley 2. Dados obtidos pelo espectrómetro de infravermelhos da sonda EPOXI revelaram diferentes materiais nos jactos do núcleo do cometa. Nos jactos observados nos dois lobos distais foi detectada uma mistura de dióxido de carbono, partículas de gelo e de poeira, enquanto que em redor da região intermédia verificou-se apenas a presença de uma nuvem de vapor de água.
Crédito: NASA/JPL/UMD.
A EPOXI vai continuar a observar o cometa Hartley 2 até ao próximo dia 30 de Novembro, captando imagens ao ritmo de 3.000 por dia. O encontro deverá então totalizar cerca de 2 Gb de dados, uma pilha de informação a ser explorada pelos cientistas da missão durante os próximos tempos.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Instabilidade atmosférica na Cintura Equatorial Sul de Júpiter está a alastrar
O gigante Júpiter numa imagem captada na banda do infra-vermelho pelo astrónomo amador Anthony Wesley. A anomalia atmosférica observada pela primeira vez no passado dia 9 de Novembro, multiplica-se agora numa série de nuvens negras alongadas (assinaladas com um círculo vermelho), na região da Cintura Equatorial Sul.
Crédito: Anthony Wesley.
Júpiter parece estar definitivamente a recriar a sua Cintura Equatorial Sul (CES). Astrónomos amadores em todo o mundo têm observado nas últimas duas semanas a expansão do foco de instabilidade atmosférica identificado no passado dia 9 de Novembro. Aparentemente, a estrutura tem vindo a desdobrar-se numa série de células convectivas que se elevam agora bastante acima do topo das nuvens em redor.
Mantenham-se atentos a mais novidades!
Crédito: Anthony Wesley.
Júpiter parece estar definitivamente a recriar a sua Cintura Equatorial Sul (CES). Astrónomos amadores em todo o mundo têm observado nas últimas duas semanas a expansão do foco de instabilidade atmosférica identificado no passado dia 9 de Novembro. Aparentemente, a estrutura tem vindo a desdobrar-se numa série de células convectivas que se elevam agora bastante acima do topo das nuvens em redor.
Mantenham-se atentos a mais novidades!
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