As diferentes fases do eclipse total da Lua de 21 de Dezembro de 2010, com respectivo horário na hora de Lisboa. O meio do eclipse ocorrerá logo após o ocaso da Lua em Portugal continental e na Madeira. As regiões mais populosas do Brasil poderão observar grande parte da fase de totalidade no final da madrugada.
Crédito: Larry Koehn (Shadow & Substance).
Amanhã Portugal vai despertar com um eclipse total da Lua. O mais provável é que a intempérie não permita a observação do fenómeno. No entanto, se o mau tempo der umas tréguas, poderão assistir ao nascer do Sol acompanhado a oeste pela Lua em pleno eclipse (caso não tenham sorte, a NASA vai transmitir aqui todo o espectáculo em directo).
Ao contrário do que acontece com os eclipses solares, não é necessário qualquer equipamento especial para observação dos eclipses da Lua. Apenas são recomendáveis céus limpos e bons agasalhos em noites frias como esta.
Curiosamente, o eclipse de amanhã ocorrerá no dia do solstício de Inverno no Hemisfério Norte. Tal coincidência só aconteceu uma vez nos últimos 2 mil anos, no dia 21 de Dezembro de 1638!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Juntem-se à caçada aos planetas extrasolares!
Tem sido um desafio monumental para a equipa da missão Kepler analisar a montanha de dados produzida em cerca de um ano e meio pelo primeiro telescópio espacial caçador de planetas extrasolares. São quase 150 mil estrelas a serem continuamente monitorizadas pelo Kepler em busca de pistas que possam denunciar em cada uma, um ou mais companheiros planetários.
Para tornar mais célere tal tarefa, os criadores do Galaxy Zoo e do Moon Zoo lançaram um novo interface para a partilha de dados científicos da missão com o cidadão comum. Denominado PlanetHunters, o projecto vai oferecer a todos os que queiram participar, a oportunidade de analisar as curvas dos espectros luminosos das estrelas observadas pelo Kepler, em busca de depressões que possam denunciar um planeta em trânsito. Extrair um objecto candidato destes dados será extremamente difícil. No entanto, caso algum participante tenha sucesso, partilhará os créditos da descoberta com a equipa da missão. Deixo-vos um vídeo com as instruções básicas para a utilização do site.
Boa caçada!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Um mapa da iluminação solar no pólo sul da Lua
Mapa da região do pólo sul da Lua mostrando a negro os locais permanentemente sombrios. O pólo sul encontra-se aproximadamente a meio da imagem, encostado ao rebordo exterior da cratera Shackleton (19 km de diâmetro). Estão incluídas neste mapa todas as regiões a sul dos 88ºS de latitude.
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
A equipa de imagem da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) publicou ontem no seu blog este magnífico mapa da iluminação solar na região do pólo sul da Lua. Baseado em cerca de 1.700 imagens obtidas pela sonda americana num período de seis meses, o mapa identifica um conjunto de locais permanentemente escondidos da luz solar. O fenómeno resulta da pequena inclinação do eixo de rotação da Lua (1,5º em comparação aos 23,5º da Terra), que deixa o interior de muitas crateras polares submersas na escuridão ao longo de todo o ano. Actuando como verdadeiras armadilhas frias para a água e outros compostos voláteis, estes locais poderão oferecer no futuro recursos fundamentais para o sucesso de missões tripuladas à Lua.
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.
A equipa de imagem da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) publicou ontem no seu blog este magnífico mapa da iluminação solar na região do pólo sul da Lua. Baseado em cerca de 1.700 imagens obtidas pela sonda americana num período de seis meses, o mapa identifica um conjunto de locais permanentemente escondidos da luz solar. O fenómeno resulta da pequena inclinação do eixo de rotação da Lua (1,5º em comparação aos 23,5º da Terra), que deixa o interior de muitas crateras polares submersas na escuridão ao longo de todo o ano. Actuando como verdadeiras armadilhas frias para a água e outros compostos voláteis, estes locais poderão oferecer no futuro recursos fundamentais para o sucesso de missões tripuladas à Lua.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Sonda IKAROS completa viagem até Vénus
De acordo com informação da Emily Lakdawalla no blog da Sociedade Planetária, a missão IKAROS assinalou na semana passada outro marco de sucesso. Depois de ter velejado durante mais de 6 meses ao sabor do vento solar, a sonda nipónica executou no passado dia 8 de Dezembro uma passagem a cerca de 80 mil quilómetros de Vénus. Infelizmente a IKAROS não dispõe de qualquer câmara para assinalar o momento, pelo que vos deixo aqui os únicos dados disponíveis deste encontro: um gráfico publicado no blog da missão mostrando o desvio na trajectória da sonda provocado pela passagem a curta distância do planeta.
Trajectória da sonda IKAROS durante a passagem pelo planeta Vénus a 08 de Dezembro de 2010.
Crédito: ISAS/JAXA.
Trajectória da sonda IKAROS durante a passagem pelo planeta Vénus a 08 de Dezembro de 2010.
Crédito: ISAS/JAXA.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Descoberta uma espiral de poeira em redor do asteróide (596) Scheila
(596) Scheila e a sua nuvem de poeira.
Crédito: Associazione Friulana di Astronomia e Meteorologia.
A União Astronómica Internacional publicou ontem um telegrama (CBET nº2583) com o anúncio da descoberta de uma nuvem de poeira em redor do asteróide (596) Scheila. Steve Larson do Lunar and Planetary Laboratory (Universidade do Arizona) foi o primeiro a notar a forma difusa em imagens captadas através de um dos telescópios do programa Catalina Sky Survey. O fenómeno já foi, entretanto, confirmado por outros observadores.
Concorrem duas hipóteses para explicar a aparência cometária de Scheila. A primeira recorre à possibilidade do impacto de um pequeno objecto poder gerar grandes quantidades de rocha vaporizada em torno de um grande corpo rochoso (à semelhança do que aconteceu com P/2010 A2 (LINEAR)). Para o efeito bastaria um objecto com apenas 1 metro de diâmetro.
A segunda hipótese coloca em causa a própria identidade do asteróide. Provavelmente, Scheila é um dos elusivos cometas da Cintura de Asteróides, objectos com órbitas semelhantes à dos asteróides, mas cujas características físicas são típicas das dos cometas. Nesse caso, a causa da súbita aparição da nuvem de poeira seria a exposição de bolsas de materiais voláteis à radiação solar.
Scheila tem cerca de 113 km de diâmetro. Descoberto a 21 de Fevereiro de 1906 por August Kopff, recebeu o nome de uma aluna inglesa sua conhecida, estudante na Universidade de Heidelberg.
Crédito: Associazione Friulana di Astronomia e Meteorologia.
A União Astronómica Internacional publicou ontem um telegrama (CBET nº2583) com o anúncio da descoberta de uma nuvem de poeira em redor do asteróide (596) Scheila. Steve Larson do Lunar and Planetary Laboratory (Universidade do Arizona) foi o primeiro a notar a forma difusa em imagens captadas através de um dos telescópios do programa Catalina Sky Survey. O fenómeno já foi, entretanto, confirmado por outros observadores.
Concorrem duas hipóteses para explicar a aparência cometária de Scheila. A primeira recorre à possibilidade do impacto de um pequeno objecto poder gerar grandes quantidades de rocha vaporizada em torno de um grande corpo rochoso (à semelhança do que aconteceu com P/2010 A2 (LINEAR)). Para o efeito bastaria um objecto com apenas 1 metro de diâmetro.
A segunda hipótese coloca em causa a própria identidade do asteróide. Provavelmente, Scheila é um dos elusivos cometas da Cintura de Asteróides, objectos com órbitas semelhantes à dos asteróides, mas cujas características físicas são típicas das dos cometas. Nesse caso, a causa da súbita aparição da nuvem de poeira seria a exposição de bolsas de materiais voláteis à radiação solar.
Scheila tem cerca de 113 km de diâmetro. Descoberto a 21 de Fevereiro de 1906 por August Kopff, recebeu o nome de uma aluna inglesa sua conhecida, estudante na Universidade de Heidelberg.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Cavernas em Marte?
A Mars Reconnaissance Orbiter fotografou no passado dia 01 de Novembro de 2010 estes dois grandes buracos (respectivamente, da esquerda para a direita, 180 e 310 metros de diâmetro) no planalto vulcânico de Tharsis, a noroeste de Ascraeus Mons. A imagem foi reprocessada de forma a revelar pormenores do seu interior.
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.
A câmara de alta resolução HiRISE da Mars Reconnaissance Orbiter continua a fotografar uma variedade impressionante de paisagens na superfície de Marte. Recentemente, observou no planalto a norte de Tharsis Montes, um par de profundos buracos alinhados com o que parece ser uma série de depressões erodidas pelo vento. Ambas as estruturas têm paredes verticais a este e uma inclinação mais suave no rebordo oeste. No seu interior é possível observar grandes blocos rochosos contornados por dunas de areia nos locais mais expostos ao vento. Serão estas estruturas entradas para sistemas de cavernas?
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.
A câmara de alta resolução HiRISE da Mars Reconnaissance Orbiter continua a fotografar uma variedade impressionante de paisagens na superfície de Marte. Recentemente, observou no planalto a norte de Tharsis Montes, um par de profundos buracos alinhados com o que parece ser uma série de depressões erodidas pelo vento. Ambas as estruturas têm paredes verticais a este e uma inclinação mais suave no rebordo oeste. No seu interior é possível observar grandes blocos rochosos contornados por dunas de areia nos locais mais expostos ao vento. Serão estas estruturas entradas para sistemas de cavernas?
sábado, 11 de dezembro de 2010
Adeus, Vénus...
O planeta Vénus fotografado a 09 de Dezembro de 2010 pela Akatsuki, a 600 mil quilómetros de distância. Imagem captada pela câmara de ultra-violeta (365 nm de comprimento de onda).
Crédito: ISAS/JAXA.
A JAXA continua a investigar de forma exaustiva as causas da falha técnica que impediu a entrada da Akatsuki na órbita de Vénus. Entretanto, a equipa da missão encontra-se ocupada a testar vários componentes da sonda, incluindo três das cinco câmaras destinadas à observação da atmosfera venusiana. As imagens resultantes deste teste demonstram que, pelo menos, parte do equipamento científico está em excelentes condições. No entanto, são também o espelho de uma triste realidade. Mostram um planeta cada vez mais distante da sonda nipónica; um local que a Akatsuki não voltará a alcançar senão daqui a 6 anos.
Crédito: ISAS/JAXA.
A JAXA continua a investigar de forma exaustiva as causas da falha técnica que impediu a entrada da Akatsuki na órbita de Vénus. Entretanto, a equipa da missão encontra-se ocupada a testar vários componentes da sonda, incluindo três das cinco câmaras destinadas à observação da atmosfera venusiana. As imagens resultantes deste teste demonstram que, pelo menos, parte do equipamento científico está em excelentes condições. No entanto, são também o espelho de uma triste realidade. Mostram um planeta cada vez mais distante da sonda nipónica; um local que a Akatsuki não voltará a alcançar senão daqui a 6 anos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






