sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O sopro da AR1158

A explosão solar de classe X do passado dia 15 de Fevereiro de 2011, vista em simultâneo por dois observatórios diferentes. As imagens do disco solar foram captadas em luz ultravioleta extrema pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (canal de 193 Å), e combinadas com imagens obtidas pelo coronógrafo LASCO do observatório SOHO. Estão representados dados recohidos durante cerca de 11 horas.
Crédito: SDO/AIA consortium/LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA.

A NASA publicou ontem este belo vídeo da explosão de classe X libertada pela mancha solar 1158 na passada madrugada de terça-feira. O vídeo combina dados recolhidos pelos dois observatórios solares SDO e SOHO.
Como podem observar, o fenómeno deu origem a uma ejecção de massa coronal, que se projectou na direcção da Terra. De acordo com o Space Weather Prediction Center, a nuvem de partículas subatómicas ainda não atingiu a magnetosfera terrestre, pelo que a actividade geomagnética mantém-se em níveis muito baixos. É de esperar, no entanto, a alteração deste cenário nas próximas 24 horas, com a ocorrência de períodos isolados de actividade moderada.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Stardust NExT: imagens impressionantes de Tempel 1!

O núcleo cometário de Tempel 1 numa imagem captada no dia 15 de Fevereiro de 2011 pela sonda Stardust.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

Foi um dia muito feliz para a equipa da missão Stardust NExT. A sua velha sonda sobreviveu ao encontro com o cometa Tempel 1, cumprindo com rigor todas as observações científicas programadas. As imagens recolhidas são de uma nitidez inesperada e mostram com clareza a região observada anteriormente pela sonda Deep Impact, incluindo o local de impacto do projéctil de 366 kg.
Segundo o co-investigador da missão Peter Schultz, a equipa conseguiu localizar a cratera formada à cinco anos! As imagens da Stardust desvendaram uma estrutura com um pico central e um diâmetro de 150 metros, uma dimensão correspondente ao que havia sido previsto. A ausência de uma forma circular bem definida denuncia, no entanto, a fragilidade da superfície atingida.

5 anos separam as duas imagens de cima. A da esquerda é um mosaico composto por imagens captadas pela sonda Deep Impact a 04 de Julho de 2005. A da direita mostra a mesma região observada pela sonda Stardust a 15 de Fevereiro de 2011. A orla da cratera de 150 metros de diâmetro formada pelo projéctil da Deep Impact encontra-se na imagem da direita evidenciada pelas setas a amarelo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Maryland/Cornell.

A Stardust encontrou ainda claros indícios de erosão nas escarpas que ladeiam uma extensa região plana observada pela primeira vez em imagens obtidas pela Deep Impact.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mancha solar 1158 em fúria

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Animação composta por 18 imagens captadas pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (canal de 304 Å), mostrando a forte explosão de classe X libertada esta madrugada pela AR1158.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

A mancha solar onde no passado Domingo teve origem uma explosão de classe M, produziu esta madrugada uma segunda explosão ainda mais violenta. Pelas 01:56 (hora de Lisboa) a região brilhou intensamente em todo o espectro electromagnético, atingindo uma intensidade de X2 na escala das explosões solares (a maior dos últimos 4 anos).
O fenómeno despoletou uma violenta ejecção de massa coronal, que deverá atingir o campo magnético terrestre dentro de 24 a 48 horas.

Primeiras imagens da Stardust!

O cometa Tempel-1 numa imagem captada pela Stardust no dia 15 de Fevereiro de 2011, pelas 04:35 (hora de Lisboa), a uma distância de 2,28 mil quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

A Stardust sobrevoou à poucas horas o cometa Tempel-1 a uma distância de 181 km. Aparentemente, a sonda executou todos os procedimentos previstos, incluindo a captação de 72 imagens do núcleo cometário.
Enquanto aguardam por novas notícias, podem acompanhar aqui a publicação sequencial das imagens deste encontro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sol liberta violenta explosão na direcção da Terra

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O Solar Dynamics Observatory registou ontem pelas 17:38 (hora de Lisboa) uma intensa explosão de radiação em todo o espectro electromagnético. O fenómeno encontra-se ilustrado nesta animação composta por 20 imagens captadas pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA), através do canal de 304 Å (He II).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

A mancha solar 1158 produziu ontem uma explosão solar de categoria M6,6 na direcção da Terra, a maior do actual ciclo solar. Por breves momentos, a região brilhou intensamente ao longo de todo o espectro electromagnético!
Apesar de veloz, a ejecção de massa coronal libertada na explosão não é particularmente brilhante, pelo que se aguardam tempestades geomagnéticas apenas nas latitudes mais elevadas. De acordo com o SpaceWeather.com a nuvem de plasma deverá atingir o campo magnético terrestre amanhã.

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A AR1158 tem alastrado rapidamente desde o seu aparecimento na passada sexta-feira, como se pode observar nesta animação composta por 76 imagens captadas entres os dias 11 e 14 de Fevereiro de 2011, pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory, banda dos 4500 Å. Neste momento é formada por cerca de uma dúzia de núcleos escuros do tamanho da Terra.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Opportunity quase de partida para Endeavour

Vista panorâmica em cor natural sobre a cratera Santa Maria, construída com imagens captadas pela câmara Pancam do robot Opportunity nos dias 18 e 19 Dezembro de 2010 (sóis 2.453 e 2454). É possível observar no horizonte porções do rebordo da cratera Endeavour, a próxima paragem do Opportunity na sua viagem por Meridiani Planum.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU.

Terminou anteontem a conjunção solar de Marte, um período em que as transmissões rádio entre a Terra e o planeta vermelho são interrompidas pela interposição do Sol. São boas notícias para o robot Opportunity que assim poderá abandonar a cratera Santa Maria, local onde passou os últimos dois meses investigando alguns pontos interessantes em seu redor. O seu próximo destino, o cabo York, um grande rochedo localizado no rebordo da cratera Endeavour, situa-se agora a apenas 6 km de distância!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Stardust NExT: encontro com Tempel 1 no dia de São Valentim

O encontro do dia de São Valentim entre a sonda Stardust e o cometa Tempel 1 serviu de inspiração a esta representação artística de chocolates com a forma dos dois protagonistas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Faltam apenas 2 dias para o encontro da Stardust com o cometa Tempel 1! Esta será a segunda oportunidade de observarmos o cometa de perto, depois da visita da Deep Impact em Julho de 2005. A NASA prevê que o encontro ocorra pelas 20:37 PST (04:37 do dia 15 de Fevereiro na hora de Lisboa), a uma distância de apenas 200 km e a uma velocidade relativa de 10,9 km.s-1. Estão planeadas um total de 72 imagens da superfície do núcleo cometário, as melhores atingindo uma resolução de 12 metros/pixel. As primeiras imagens deverão ser tornadas públicas poucas horas depois do encontro, durante a manhã de terça-feira.

O cometa Tempel 1 67 segundos depois do impacto do projéctil lançado pela sonda Deep Impact a 04 de Julho de 2005.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UMD.

A missão original da Stardust consistia em sobrevoar o cometa Wild-2, obter imagens e outros dados do seu núcleo cometário, recolher amostras de poeira cometária e devolvê-las em segurança à Terra. 5 anos depois de completar com sucesso a sua missão primária, a Stardust vê-se agora envolvida numa nova aventura. Desta vez terá como objectivo principal observar a cratera deixada em Temple 1 pelo impacto do projéctil de 366 kg que foi disparado pela sonda Deep Impact durante o seu encontro com o cometa. Na altura, a inesperada quantidade de poeira lançada no espaço pela colisão, impediu os cientistas de visualizar com clareza o tamanho e a forma da cratera, dados essenciais para a determinação da estrutura interna do núcleo cometário.