sábado, 19 de fevereiro de 2011

Stardust NExT: espectacular animação de Tempel 1 e os sons do encontro

Aqui têm mais dois itens resultantes do recente encontro da Stardust com o cometa Tempel 1. O primeiro é esta magnífica animação produzida por Daniel Macháček, um dos membros do fórum Unmanned Spaceflight.com.

O encontro da Stardust com Tempel 1 numa animação construída com software de metamorfose de imagens. A coloração artificial do cometa foi baseada em imagens da missão Deep Impact.
Crédito: NASA/JPL/Cornell U./Daniel Macháček.

O segundo é um invulgar conjunto de dados reunidos pelo Dust Flux Monitor, um instrumento que monitoriza o impacto de partículas de poeira no escudo protector da Stardust.

Dados em tempo real recolhidos pelos sensores de fluoreto de polivinilideno do Dust Flux Monitor, um instrumento da Stardust que detecta as ondas acústicas e os pulsos eléctricos produzidos pelo impacto de pequenas partículas. O vídeo e o áudio representam apenas uma fracção do total de aproximadamente 5.000 impactos observados no encontro com Tempel 1, num período de cerca de 11 minutos.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Univ. of Chicago.

Um novo retrato de família do Sistema Solar

O Sistema Solar visto do seu interior numa composição de imagens captadas pela MESSENGER em Novembro passado. A forma curva do mosaico deve-se à inclinação da órbita da sonda relativamente à elíptica.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

Falta menos de um mês para a MESSENGER alcançar a órbita do mais pequeno planeta do Sistema Solar. Quase no fim da sua longa jornada de 6 anos, a sonda da NASA foi programada para reunir num único retrato as imagens dos 8 companheiros do Sol. O resultado foi este magnífico mosaico que ilustra o Sistema Solar visto de uma posição única próxima do seu centro.
A maioria das 34 imagens, incluindo as dos 6 planetas clássicos, foram obtidas no dia 3 de Novembro de 2010. Para captar as imagens de Urano e Neptuno, a MESSENGER teve de esperar cerca de duas semanas, de forma a manter protegidos do intenso brilho do Sol os seus preciosos instrumentos científicos. No entanto, a longa distância que separa a sonda dos dois gigantes gelados não permitiu a sua detecção (a sua posição encontra-se contudo assinalada no retrato). O mesmo já não aconteceu com a Lua e os 4 maiores satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto). As 5 grandes luas puderem ser detectadas ao lado dos seus companheiros, como podem observar nas imagens em destaque obtidas pela câmara de ângulo fechado da MESSENGER.

Posição dos planetas do Sistema Solar e da sonda MESSENGER a 3 de Novembro de 2010, dia em que foram captadas a maioria das 34 imagens que compõem o novo retrato de família.
Crédito: Emily Lakdawalla.

O retrato é coroado com uma secção da nossa Galáxia, curiosamente, uma região na direcção das constelações de Escorpião e de Sagitário, local onde se situa o centro de gravidade da Via Láctea, o centro em redor do qual orbita o nosso Sistema Solar!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O sopro da AR1158

A explosão solar de classe X do passado dia 15 de Fevereiro de 2011, vista em simultâneo por dois observatórios diferentes. As imagens do disco solar foram captadas em luz ultravioleta extrema pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (canal de 193 Å), e combinadas com imagens obtidas pelo coronógrafo LASCO do observatório SOHO. Estão representados dados recohidos durante cerca de 11 horas.
Crédito: SDO/AIA consortium/LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA.

A NASA publicou ontem este belo vídeo da explosão de classe X libertada pela mancha solar 1158 na passada madrugada de terça-feira. O vídeo combina dados recolhidos pelos dois observatórios solares SDO e SOHO.
Como podem observar, o fenómeno deu origem a uma ejecção de massa coronal, que se projectou na direcção da Terra. De acordo com o Space Weather Prediction Center, a nuvem de partículas subatómicas ainda não atingiu a magnetosfera terrestre, pelo que a actividade geomagnética mantém-se em níveis muito baixos. É de esperar, no entanto, a alteração deste cenário nas próximas 24 horas, com a ocorrência de períodos isolados de actividade moderada.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Stardust NExT: imagens impressionantes de Tempel 1!

O núcleo cometário de Tempel 1 numa imagem captada no dia 15 de Fevereiro de 2011 pela sonda Stardust.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

Foi um dia muito feliz para a equipa da missão Stardust NExT. A sua velha sonda sobreviveu ao encontro com o cometa Tempel 1, cumprindo com rigor todas as observações científicas programadas. As imagens recolhidas são de uma nitidez inesperada e mostram com clareza a região observada anteriormente pela sonda Deep Impact, incluindo o local de impacto do projéctil de 366 kg.
Segundo o co-investigador da missão Peter Schultz, a equipa conseguiu localizar a cratera formada à cinco anos! As imagens da Stardust desvendaram uma estrutura com um pico central e um diâmetro de 150 metros, uma dimensão correspondente ao que havia sido previsto. A ausência de uma forma circular bem definida denuncia, no entanto, a fragilidade da superfície atingida.

5 anos separam as duas imagens de cima. A da esquerda é um mosaico composto por imagens captadas pela sonda Deep Impact a 04 de Julho de 2005. A da direita mostra a mesma região observada pela sonda Stardust a 15 de Fevereiro de 2011. A orla da cratera de 150 metros de diâmetro formada pelo projéctil da Deep Impact encontra-se na imagem da direita evidenciada pelas setas a amarelo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Maryland/Cornell.

A Stardust encontrou ainda claros indícios de erosão nas escarpas que ladeiam uma extensa região plana observada pela primeira vez em imagens obtidas pela Deep Impact.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mancha solar 1158 em fúria

Photobucket
Animação composta por 18 imagens captadas pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (canal de 304 Å), mostrando a forte explosão de classe X libertada esta madrugada pela AR1158.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

A mancha solar onde no passado Domingo teve origem uma explosão de classe M, produziu esta madrugada uma segunda explosão ainda mais violenta. Pelas 01:56 (hora de Lisboa) a região brilhou intensamente em todo o espectro electromagnético, atingindo uma intensidade de X2 na escala das explosões solares (a maior dos últimos 4 anos).
O fenómeno despoletou uma violenta ejecção de massa coronal, que deverá atingir o campo magnético terrestre dentro de 24 a 48 horas.

Primeiras imagens da Stardust!

O cometa Tempel-1 numa imagem captada pela Stardust no dia 15 de Fevereiro de 2011, pelas 04:35 (hora de Lisboa), a uma distância de 2,28 mil quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

A Stardust sobrevoou à poucas horas o cometa Tempel-1 a uma distância de 181 km. Aparentemente, a sonda executou todos os procedimentos previstos, incluindo a captação de 72 imagens do núcleo cometário.
Enquanto aguardam por novas notícias, podem acompanhar aqui a publicação sequencial das imagens deste encontro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sol liberta violenta explosão na direcção da Terra

Photobucket
O Solar Dynamics Observatory registou ontem pelas 17:38 (hora de Lisboa) uma intensa explosão de radiação em todo o espectro electromagnético. O fenómeno encontra-se ilustrado nesta animação composta por 20 imagens captadas pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA), através do canal de 304 Å (He II).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

A mancha solar 1158 produziu ontem uma explosão solar de categoria M6,6 na direcção da Terra, a maior do actual ciclo solar. Por breves momentos, a região brilhou intensamente ao longo de todo o espectro electromagnético!
Apesar de veloz, a ejecção de massa coronal libertada na explosão não é particularmente brilhante, pelo que se aguardam tempestades geomagnéticas apenas nas latitudes mais elevadas. De acordo com o SpaceWeather.com a nuvem de plasma deverá atingir o campo magnético terrestre amanhã.

Photobucket
A AR1158 tem alastrado rapidamente desde o seu aparecimento na passada sexta-feira, como se pode observar nesta animação composta por 76 imagens captadas entres os dias 11 e 14 de Fevereiro de 2011, pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory, banda dos 4500 Å. Neste momento é formada por cerca de uma dúzia de núcleos escuros do tamanho da Terra.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.