domingo, 27 de fevereiro de 2011

Novas imagens da tempestade de Saturno

O planeta Saturno e a sua tempestade vistos pela Cassini a uma distância aproximada de 2,164 milhões de quilómetros. Composição em cores naturais obtida pela combinação de 3 imagens captadas a 25 de Fevereiro de 2011 pela câmara de grande angular, através de filtros para o vermelho (648 nm), o verde (567 nm) e o azul (460 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.

Na semana passada, a sonda Cassini dedicou toda a sua atenção a Saturno e às nuvens que se agitam na sua violenta atmosfera. Apesar de ter centrado as suas câmaras nas latitudes mais a sul do hemisfério norte, a Cassini conseguiu recolher magníficos detalhes da cauda da grande tempestade que se encontra em actividade desde Dezembro passado.

Estrutura intrincada das nuvens que marcam a fronteira entre a cauda da grande tempestade e as regiões mais calmas a sul. Mosaico composto por 7 imagens captadas a 24 de Fevereiro de 2011 pela câmara de ângulo fechado da sonda Cassini, através de um filtro para o infravermelho próximo, banda média de absorção do metano (727 nm). Reparem como o rápido movimento das nuvens dificultou o perfeito alinhamento das imagens no mosaico.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.

A estrutura principal da tempestade foi fotografada há poucas horas, pelo que deverão estar disponíveis hoje ou amanhã no site da missão novos pormenores deste impressionante fenómeno. Fiquem a aguardar por mais novidades!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SDO observa monstruosa proeminência solar

O Sol voltou anteontem a exibir a sua fúria. Apesar de modesta em tamanho, a mancha solar 1163 produziu uma violenta explosão (classe M) que arremessou para o espaço uma gigantesca nuvem de plasma. O Solar Dynamics Observatory registou toda a acção neste espectacular vídeo.

A monstruosa proeminência solar do passado dia 24 de Fevereiro de 2011. Animação criada com imagens captadas em luz ultravioleta extrema pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (canal de 304 Å).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

A erupção ocorreu no extremo oeste do disco solar, pelo que a nuvem de plasma dirigiu-se para longe da Terra.

Marte ao microscópio e a cores

Pequenas esferas de hematite encontradas pelo robot Opportunity em rochas no interior da cratera Victoria, em Marte. Composição em cores naturais resultante da combinação de uma imagem captada pela câmara microscópica com imagens a cores obtidas pela PanCam.
Crédito: NASA/JPL/Cornell/USGS.

Está on-line uma nova e espectacular página no site da equipa científica que processa as imagens das câmaras panorâmicas PanCam dos robots Opportunity e Spirit. Nela vão encontrar versões em cores naturais das imagens microscópicas captadas pelo Microscopic Imager (MI), um dos instrumentos de trabalho que equipa a extremidade do braço robótico de cada um dos robots. Cada imagem tem uma resolução de 30 μm/pixel!
O MI não tem filtros de cor, pelo que para colorir as imagens microscópicas, a equipa tem de as sobrepôr às imagens coloridas da PanCam. É um trabalho que exige perícia, mas que resulta na produção de verdadeiras obras de arte. Explorem a página e confirmem.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Face visível da Lua em alta resolução!

Mosaico da face visível da Lua construído com cerca de 1.300 imagens captadas em Dezembro de 2010 pela câmara de grande angular da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (podem encontrar aqui uma versão anotada, e aqui a versão com melhor resolução).
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.

Foram precisas cerca de duas semanas para a Lunar Reconnaissance Orbiter reunir as mais de 1.300 imagens necessárias para construir este espectacular mosaico da face visível da Lua. As imagens foram obtidas pela câmara de grande angular em posição perpendicular à superfície lunar, em sucessivas órbitas da sonda americana, pelo que o ângulo de incidência da luz solar vai mudando de leste para oeste (de 69º até 82º) devido ao movimento de rotação da Lua. O resultado é um retrato em alta resolução que evoca a imagem da Lua cheia, apesar do invulgar ângulo de iluminação.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Alunos portugueses descobrem um novo asteróide

Os protagonistas da descoberta do asteróide 2011 BG16.
Fonte: Portal do Astrónomo.

Alunos da Escola Secundária de Alvide, Concelho de Cascais, descobriram um novo asteróide. O feito resultou da sua participação no programa All-Portugal Asteroid Search Campaign, um projecto direccionado às escolas portuguesas que oferece a oportunidade aos jovens estudantes de estudarem fotografias obtidas por telescópios de todo o mundo em busca de NEOs (objectos com órbitas próximas da órbita da Terra). O objecto foi observado pela primeira vez a 25 de Janeiro de 2011, e foi confirmado posteriormente em observações subsequentes, o que lhe garantiu a designação provisória pelo Minor Planet Center (MPC) de 2011 BG16.
Leiam mais informações sobre esta descoberta aqui.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Stardust NExT: espectacular animação de Tempel 1 e os sons do encontro

Aqui têm mais dois itens resultantes do recente encontro da Stardust com o cometa Tempel 1. O primeiro é esta magnífica animação produzida por Daniel Macháček, um dos membros do fórum Unmanned Spaceflight.com.

O encontro da Stardust com Tempel 1 numa animação construída com software de metamorfose de imagens. A coloração artificial do cometa foi baseada em imagens da missão Deep Impact.
Crédito: NASA/JPL/Cornell U./Daniel Macháček.

O segundo é um invulgar conjunto de dados reunidos pelo Dust Flux Monitor, um instrumento que monitoriza o impacto de partículas de poeira no escudo protector da Stardust.

Dados em tempo real recolhidos pelos sensores de fluoreto de polivinilideno do Dust Flux Monitor, um instrumento da Stardust que detecta as ondas acústicas e os pulsos eléctricos produzidos pelo impacto de pequenas partículas. O vídeo e o áudio representam apenas uma fracção do total de aproximadamente 5.000 impactos observados no encontro com Tempel 1, num período de cerca de 11 minutos.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Univ. of Chicago.

Um novo retrato de família do Sistema Solar

O Sistema Solar visto do seu interior numa composição de imagens captadas pela MESSENGER em Novembro passado. A forma curva do mosaico deve-se à inclinação da órbita da sonda relativamente à elíptica.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

Falta menos de um mês para a MESSENGER alcançar a órbita do mais pequeno planeta do Sistema Solar. Quase no fim da sua longa jornada de 6 anos, a sonda da NASA foi programada para reunir num único retrato as imagens dos 8 companheiros do Sol. O resultado foi este magnífico mosaico que ilustra o Sistema Solar visto de uma posição única próxima do seu centro.
A maioria das 34 imagens, incluindo as dos 6 planetas clássicos, foram obtidas no dia 3 de Novembro de 2010. Para captar as imagens de Urano e Neptuno, a MESSENGER teve de esperar cerca de duas semanas, de forma a manter protegidos do intenso brilho do Sol os seus preciosos instrumentos científicos. No entanto, a longa distância que separa a sonda dos dois gigantes gelados não permitiu a sua detecção (a sua posição encontra-se contudo assinalada no retrato). O mesmo já não aconteceu com a Lua e os 4 maiores satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto). As 5 grandes luas puderem ser detectadas ao lado dos seus companheiros, como podem observar nas imagens em destaque obtidas pela câmara de ângulo fechado da MESSENGER.

Posição dos planetas do Sistema Solar e da sonda MESSENGER a 3 de Novembro de 2010, dia em que foram captadas a maioria das 34 imagens que compõem o novo retrato de família.
Crédito: Emily Lakdawalla.

O retrato é coroado com uma secção da nossa Galáxia, curiosamente, uma região na direcção das constelações de Escorpião e de Sagitário, local onde se situa o centro de gravidade da Via Láctea, o centro em redor do qual orbita o nosso Sistema Solar!