Ocorre hoje pelas 23:21 (hora de Lisboa) o equinócio da Privamera. Do ponto de vista astronómico, define-se equinócio como o instante em que o Sol, no seu movimento aparente no céu, cruza o equador celeste. No dia do equinócio, o Sol demora, exactamente, em todo o planeta, 12 horas a percorrer o céu diurno (a palavra equinócio deriva do latim aequus nox e significa "noite igual ao dia").
A Primavera vai prolongar-se por 92,79 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho, às 18:16 (hora de Lisboa).
domingo, 20 de março de 2011
A super-Lua de ontem
A super-Lua ao início da noite de ontem.
Crédito: Sérgio Paulino.
Tivemos ontem uma Lua cheia no perigeu, o ponto da órbita lunar mais próximo da Terra, pelo que a Lua aparentava no céu um tamanho ligeiramente superior ao normal. Esta coincidência acontece, geralmente, uma vez por ano.
Deixo esta (modesta) imagem para quem não teve a oportunidade de observar o belo espectáculo proporcionado pela companheira da Terra. Podem ainda visitar a galeria de imagens do AstroPT, ou disfrutar hoje à noite do magnífico luar (ainda muito semelhante ao de ontem à noite).
Crédito: Sérgio Paulino.
Tivemos ontem uma Lua cheia no perigeu, o ponto da órbita lunar mais próximo da Terra, pelo que a Lua aparentava no céu um tamanho ligeiramente superior ao normal. Esta coincidência acontece, geralmente, uma vez por ano.
Deixo esta (modesta) imagem para quem não teve a oportunidade de observar o belo espectáculo proporcionado pela companheira da Terra. Podem ainda visitar a galeria de imagens do AstroPT, ou disfrutar hoje à noite do magnífico luar (ainda muito semelhante ao de ontem à noite).
Crateras marcianas com nomes portugueses: a cratera Funchal
A cratera Funchal (ao centro da imagem), uma entre as muitas pequenas crateras de Chryse Planitia (ver aqui imagem original).
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Trago-vos hoje a cratera marciana com o nome do principal porto da Madeira.
Funchal é uma pequena cratera com 1,62 km de diâmetro, situada em Chryse Planitia, a poucas dezenas de quilómetros do local de amartagem do robot Viking 1. Não fosse essa particularidade, talvez nunca tivesse recebido um nome oficial.
A paisagem de Chryse Planitia vista pelo robot Viking 1.
Crédito: NASA/JPL.
Próxima paragem: cratera Lisboa.
sábado, 19 de março de 2011
Sucesso! MESSENGER está na órbita de Mercúrio
Representação artística da sonda MESSENGER na sua órbita em Mercúrio.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.
Cumpriu-se um momento histórico na madrugada de sexta-feira! A MESSENGER realizou com sucesso a manobra de inserção orbital em Mercúrio, tornando-se na primeira sonda a orbitar o mais pequeno planeta do Sistema Solar. Seguem-se agora duas semanas de verificação do desempenho da sonda e dos 7 instrumentos científicos, actividade essencial para garantir todas as tarefas programadas para a fase científica, que terá início no próximo dia 4 de Abril. As câmaras do Mercury Dual Imaging System deverão ser ligadas apenas a 29 de Março para a obtenção das primeiras imagens da superfície de Mercúrio.
A missão da MESSENGER consistirá no mapeamento completo da superfície do planeta, no estudo da composição e estrutura da crusta mercuriana, e na determinação da natureza e actividade do campo magnético do planeta, entre outros aspectos. A sonda deverá realizar 730 órbitas até à conclusão da sua missão primária em 2012.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.
Cumpriu-se um momento histórico na madrugada de sexta-feira! A MESSENGER realizou com sucesso a manobra de inserção orbital em Mercúrio, tornando-se na primeira sonda a orbitar o mais pequeno planeta do Sistema Solar. Seguem-se agora duas semanas de verificação do desempenho da sonda e dos 7 instrumentos científicos, actividade essencial para garantir todas as tarefas programadas para a fase científica, que terá início no próximo dia 4 de Abril. As câmaras do Mercury Dual Imaging System deverão ser ligadas apenas a 29 de Março para a obtenção das primeiras imagens da superfície de Mercúrio.
A missão da MESSENGER consistirá no mapeamento completo da superfície do planeta, no estudo da composição e estrutura da crusta mercuriana, e na determinação da natureza e actividade do campo magnético do planeta, entre outros aspectos. A sonda deverá realizar 730 órbitas até à conclusão da sua missão primária em 2012.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Mercúrio e as maiores luas do Sistema Solar
O planeta Mercúrio e as 7 maiores luas do Sistema Solar. Da esquerda para a direita: Mercúrio (4.879 km de diâmetro), Lua (3.475 km), Io (3.639 km), Europa (3.125 km), Ganimedes (5.265 km), Calisto (4.819 km), Titã (5.150 km) e Tritão (2.706 km).
Crédito: todas as imagens NASA/JPL/Ted Stryk, à excepção da Lua (Alfredo Balreira) e Titã (NASA/JPL/SSI/Emily Lakdawalla).
Depois de 6 anos de viagem pelo Sistema Solar interior, a sonda MESSENGER alcançou finalmente o seu destino: a órbita de Mercúrio. Enquanto não chegam mais pormenores deste feito extraordinário, deixo-vos esta bela colagem da autoria da Emily Lakdawalla, com o mais pequeno planeta do Sistema Solar acompanhado por 7 luas com diâmetros superiores a 2.500 km.
Todos os corpos estão à mesma escala. Como se pode ver na imagem, Ganimedes e Titã são, de facto, maiores que Mercúrio. Titã tem um diâmetro menor que o de Ganimedes, apesar de aparentar um tamanho superior devido à sua espessa atmosfera.
Crédito: todas as imagens NASA/JPL/Ted Stryk, à excepção da Lua (Alfredo Balreira) e Titã (NASA/JPL/SSI/Emily Lakdawalla).
Depois de 6 anos de viagem pelo Sistema Solar interior, a sonda MESSENGER alcançou finalmente o seu destino: a órbita de Mercúrio. Enquanto não chegam mais pormenores deste feito extraordinário, deixo-vos esta bela colagem da autoria da Emily Lakdawalla, com o mais pequeno planeta do Sistema Solar acompanhado por 7 luas com diâmetros superiores a 2.500 km.
Todos os corpos estão à mesma escala. Como se pode ver na imagem, Ganimedes e Titã são, de facto, maiores que Mercúrio. Titã tem um diâmetro menor que o de Ganimedes, apesar de aparentar um tamanho superior devido à sua espessa atmosfera.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Nova época de eclipses para o SDO
Um gigantesco objecto terminava a sua travessia na frente do disco solar quando o Solar Dynamics Observatory obteve esta imagem no passado dia 13 de Março de 2011.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.
Aproxima-se o equinócio de Março, altura do ano em que, ao longo de cerca de três semanas, o Sol e a Terra se alinham na frente do Solar Dynamics Observatory (SDO) uma vez por dia, proporcionando espectaculares eclipses solares. Este é um fenómeno que acontece em todos os equinócios e que resulta da geometria da órbita geostacionária do observatório solar da NASA. Os eclipses ocorrem por volta das 07:00 (hora de Lisboa) e podem durar até 72 minutos, período no qual o SDO interrompe a monitorização da actividade solar.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.
Aproxima-se o equinócio de Março, altura do ano em que, ao longo de cerca de três semanas, o Sol e a Terra se alinham na frente do Solar Dynamics Observatory (SDO) uma vez por dia, proporcionando espectaculares eclipses solares. Este é um fenómeno que acontece em todos os equinócios e que resulta da geometria da órbita geostacionária do observatório solar da NASA. Os eclipses ocorrem por volta das 07:00 (hora de Lisboa) e podem durar até 72 minutos, período no qual o SDO interrompe a monitorização da actividade solar.
domingo, 13 de março de 2011
Crateras marcianas com nomes portugueses: a cratera Coimbra
A cratera marciana Coimbra vista pela câmara de alta resolução da sonda europeia Mars Express (ver aqui imagem original).
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Como tinha prometido na semana passada, chegou a altura de vos mostrar uma nova cratera marciana com o nome de uma cidade portuguesa: a cratera Coimbra.
Coimbra é uma cratera de impacto com 34,53 km de diâmetro, situada no extremo sul de Arabia Terra, uma das regiões mais antigas de Marte. Dista algumas dezenas de quilómetros da cratera Vernal, local onde recentemente foram detectados indícios da presença de antigas fontes hidrotermais, e um dos sítios candidatos para a amartagem do robot Curiosity.
Coimbra recebeu o seu nome oficial em 2008. O seu interior encontra-se preenchido por pequenas colinas que mostram um interessante registo estratigráfico de uma altura em que Marte seria muito mais húmido.
Depósitos estratificados no interior da cratera Coimbra. Imagem captada a 07 de Janeiro de 2007 pela câmara HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (ver aqui imagem original).
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).
Como tinha prometido na semana passada, chegou a altura de vos mostrar uma nova cratera marciana com o nome de uma cidade portuguesa: a cratera Coimbra.
Coimbra é uma cratera de impacto com 34,53 km de diâmetro, situada no extremo sul de Arabia Terra, uma das regiões mais antigas de Marte. Dista algumas dezenas de quilómetros da cratera Vernal, local onde recentemente foram detectados indícios da presença de antigas fontes hidrotermais, e um dos sítios candidatos para a amartagem do robot Curiosity.
Coimbra recebeu o seu nome oficial em 2008. O seu interior encontra-se preenchido por pequenas colinas que mostram um interessante registo estratigráfico de uma altura em que Marte seria muito mais húmido.
Depósitos estratificados no interior da cratera Coimbra. Imagem captada a 07 de Janeiro de 2007 pela câmara HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (ver aqui imagem original).
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.
Próxima paragem: cratera Funchal.
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