quarta-feira, 30 de março de 2011

MESSENGER: Primeira imagem obtida a partir da órbita mercuriana

Primeira imagem obtida pela MESSENGER desde a sua chegada a Mercúrio no passado dia 18 de Março. Imagem captada a 29 de Março de 2011 pela câmara de grande angular do instrumento Mercury Dual Imaging System (MDIS).
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

A sonda MESSENGER obteve ontem de madrugada a primeira imagem da superfície de Mercúrio desde a sua entrada na órbita mercuriana. A imagem cobre grande parte do hemisfério sul do mais pequeno planeta do Sistema Solar, incluindo as regiões em redor da cratera raiada Debussy e da enigmática cratera Matabei, e uma porção da superfície junto ao pólo sul nunca antes observada.

A mesma imagem de cima com algumas crateras assinaladas, incluindo Mendes Pinto, uma cratera com o nome do aventureiro e explorador português do século XVI e autor da emblemática obra Peregrinação Fernão Mendes Pinto. Está ainda indicada a região fotografada pela primeira vez.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington/anotações de Sérgio Paulino.

Durante as 6 horas que se seguiram, a MESSENGER obteve mais 363 imagens, algumas das quais deverão ser apresentadas pela equipa da missão na teleconferência de imprensa que decorrerá logo pelas 19:00 (hora de Lisboa). Nos próximos três dias juntar-se-ão a estas outras 1.185 imagens, que deverão ser captadas com o objectivo principal de verificar o normal funcionamento do sistema de imagem MDIS e dos sistemas de comunicação com a Terra. O mapeamento contínuo da superfície de Mercúrio deverá iniciar-se logo após o arranque da fase operacional da missão, no próximo dia 4 de Abril.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sol fervilha em actividade

A actividade fervilhante do Sol. Imagem captada a 28 de Março de 2011 pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly do Solar Dynamics Observatory), através do canal de 171 Å (Fe IX).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

A actividade solar entrou aparentemente numa nova fase de dinamismo. Nos últimos dias, uma profusão de manchas solares despoletou uma discreta (mas sustentada) tempestade de emissões rádio na banda dos 180 MHz (oiçam aqui as emissões rádio do Sol captadas ontem pelas 19:30 UT por um radioastrónomo amador). De acordo com a NOAA, espera-se uma intensificação da actividade solar nos próximos dias, com um aumento da probabilidade da ocorrência de erupções solares de classe M e X com origem nas regiões activas AR1176 e AR1183.

Regiões em actividade no disco solar. Imagem captada a 28 de Março de 2011 pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly do Solar Dynamics Observatory), através do canal de 4500 Å.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/anotações de Sérgio Paulino.

domingo, 27 de março de 2011

Crateras marcianas com nomes portugueses: a cratera Lisboa

Lisboa (ao centro), mais uma pequena cratera em Chryse Planitia (ver aqui imagem original).
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).

O périplo pelas crateras marcianas com nomes portuguesas termina hoje na cratera com o nome do porto marítimo da capital de Portugal.
Lisboa é uma pequena cratera com 1,17 quilómetros de diâmetro situada nas proximidades de uma das cristas que forma o sistema de Xanthe Dorsa, em Chryse Planitia. Tal como a cratera Funchal, Lisboa não aparenta ter qualquer característica geológica singular que a torne mais interessante que outras pequenas crateras na região, pelo que deve certamente a sua designação oficial à sua localização nas proximidades do local de amartagem do robot da NASA Viking 1.

A cratera Lisboa e outras pequenas crateras com nomes oficiais nas redondezas. Reparem nas várias cristas de Xanthe Dorsa que rasgam a paisagem nesta região.
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)/anotações de Sérgio Paulino.

Mapa do local de amartagem do robot Viking 1, construído com imagens captadas pela sonda Viking Orbiter 2 a cerca de 300 km de altitude. Estão assinaladas com as letras A, B, C e D pequenas crateras observadas pelo Viking 1 junto à linha do horizonte.
Crédito: NASA/JPL.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Terra vista por Yuri Gagarin

Comemora-se no próximo dia 12 de Abril os 50 anos da épica viagem de 108 minutos de Yuri Gagarin na órbita terrestre. Para assinalar a data, o produtor de documentários Christopher Riley e a ESA alinharam na criação de um filme que reproduz a visão de Gagarin a partir da sua cápsula espacial Vostok-1 durante o histórico voo orbital. As imagens foram obtidas pelo astronauta italiano Paolo Nespoli através da cúpola da Estação Espacial Internacional, em órbitas muitas semelhantes àquela trilhada pela cápsula soviética, e posteriomente editadas e sincronizadas com as gravações audio originais do diálogo de Gagarin com o centro de controlo da missão.
O filme vai ser disponibilizado gratuitamente na internet a 12 de Abril. Consultem o site FirstOrbit para mais informações.

terça-feira, 22 de março de 2011

Espectacular mapa topográfico da Lua

Já vos tinha mostrado aqui e aqui os magníficos mapas em alta resolução da superfície da Lua recentemente publicados pela equipa da Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC). Ambos resultam de mais de 15 mil imagens captadas durante cerca de 16 meses pela câmara de grande angular, em sucessivas órbitas da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Como em cada mês a LROC consegue uma cobertura quase total da Lua em condições de iluminação singulares, torna-se possível construir imagens estéreo de quase toda a sua superfície (com excepção das regiões junto dos pólos). Depois de devidamente processadas, estas imagens podem ser reduzidas a um mapa topográfico global da Lua. Foi esta a árdua tarefa realizada pelos membros da equipa da LROC do Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt (DLR), e reproduzida neste magnífica animação da Lua em rotação.

Mosaico global da superfície da Lua construído com imagens obtidas pela câmara de grande angular da LROC, e respectiva projecção topográfica derivada das imagens estéreo. As regiões junto aos pólos foram reprojectadas em modelos tridimensionais construídos a partir de dados do Lunar Orbiter Laser Altimeter (LOLA).
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.

domingo, 20 de março de 2011

SDO observa novo filamento em erupção

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Erupção de um enorme filamento de plasma no extremo sudeste do disco solar. Sequência de 22 imagens captadas a 19 de Março de 2011 pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (SDO), através do canal de 304 Å (He II).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium/animação de Sérgio Paulino.

O Sol voltou a mostrar a sua força este fim-de-semana, depois de um curto período de relativa calmaria. O Solar Dynamics Observatory registou no passado Sábado intensa actividade no extremo sudeste do disco solar que culminou com a erupção de um gigantesco filamento magnético. A nuvem de plasma lançada no espaço dirige-se para longe da Terra, pelo que não se espera uma intensificação da actividade geomagnética resultante deste fenómeno.

Equinócio da Primavera

Ocorre hoje pelas 23:21 (hora de Lisboa) o equinócio da Privamera. Do ponto de vista astronómico, define-se equinócio como o instante em que o Sol, no seu movimento aparente no céu, cruza o equador celeste. No dia do equinócio, o Sol demora, exactamente, em todo o planeta, 12 horas a percorrer o céu diurno (a palavra equinócio deriva do latim aequus nox e significa "noite igual ao dia").
A Primavera vai prolongar-se por 92,79 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho, às 18:16 (hora de Lisboa).