sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dawn avista Vesta!

Um mundo por explorar visto pela sonda Dawn. Imagem não processada, captada a 03 de Maio de 2011, a aproximadamente 1,21 milhões de quilómetros de distância.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

A Dawn atingiu na passada semana um marco histórico na sua missão. No passado dia 3 de Maio, a sonda da NASA iniciou a fase de aproximação ao asteróide Vesta, um período que se estenderá por cerca de 3 meses, e onde a principal actividade será reunir dados para o controlo da navegação e para a afinação da trajectória.
Logo no primeiro dia, a Dawn obteve a sua primeira imagem de Vesta. Com 1,21 milhões de quilómetros a separar a sonda do seu primeiro destino, o asteróide surge ainda no retrato como uma pequena colecção de pixels (teremos imagens de qualidade superior às do telescópio Hubble apenas no início do mês de Junho). No entanto, a sua proximidade é já suficiente para que o brilho deste pequeno mundo esconda o seu real tamanho. Para visualizar as dimensões de Vesta na imagem sem perder o contexto, os responsáveis da missão tiveram de reduzir consideravelmente o seu brilho e processar em separado o fundo, de forma a tornar óbvias as estrelas mais brilhantes. O resultado está reproduzido na imagem que se segue.

Versão processada da imagem de cima. Vesta surge como um pequeno objecto no centro da imagem com aproximadamente 5 pixels de diâmetro (ver ampliação no canto superior direito), emoldurado por estrelas da constelação do Escorpião.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

Prevê-se a chegada da Dawn a Vesta para o início de Agosto, local onde permanecerá até Julho de 2012, data da partida para novo encontro, desta vez com o planeta-anão Ceres.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O mergulho fatal de um cometa

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Um cometa descoberto recentemente num mergulho fatal em direcção ao Sol. Animação composta por 36 imagens captadas a 10 e 11 de Maio de 2011 pelo coronógrafo LASCO, um dos 11 instrumentos científicos que se encontram a bordo da SOHO.
Crédito: LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA/animação de Sérgio Paulino.

O SOHO observou esta madrugada mais um membro da família de cometas Kreutz num mergulho vertiginoso em direcção ao Sol. O objecto foi descoberto recentemente pelo astrónomo amador Sergey Shurpakov em imagens captadas pelo coronógrafo LASCO, e não deverá sobreviver a esta passagem rasante pela escaldante atmosfera solar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Atmosfera titaniana poderá ter sido criada por impactos de cometas

A complexa estrutura da atmosfera de Titã, numa composição em cores naturais construída com imagens captadas pela sonda Cassini a 12 de Outubro de 2009.
Crédito: NASA/JPL.

Titã não pára de surpreender! De acordo com um estudo publicado na revista Nature Geoscience por investigadores da Universidade de Tóquio, a atmosfera de Titã poderá ter sido criada pelo impacto de cometas na sua superfície gelada.
Para reproduzir o efeito das violentas colisões na superfície primordial titaniana, Sekine e colegas dispararam lasers sobre gelo de água e amónia. O efeito típico resultante destas experiências foi a libertação de N2 (azoto ou nitrogénio), o gás mais abundante na densa atmosfera de Titã.
Baseados nestes resultados, os investigadores criaram um cenário onde testaram a hipótese da participação das colisões de cometas na formação da atmosfera titaniana presentemente observada. Verificaram que a densidade de colisões que se pensa terem ocorrido no período do Grande Bombardeamento Tardio (à cerca de 3,9 milhares de milhões de anos), seria suficiente para gerar as quantidades actuais de azoto atmosférico! Caso se confirme este novo cenário, os mecanismos de formação da atmosfera de Titã poderão ter sido radicalmente diferentes dos propostos para outros mundos, como por exemplo, a Terra ou Plutão.

sábado, 7 de maio de 2011

Medindo a posição das pequenas luas interiores de Saturno

Jano, Telesto e uma porção do anel F de Saturno numa imagem captada a 03 de Maio de 2011 pela sonda Cassini. A posição de Jano é óbvia. Conseguem adivinhar a posição de Telesto?
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Desde a sua chegada ao sistema saturniano, a sonda Cassini tem realizado várias sessões de observação astrométrica das pequenas luas de Saturno. Estas sessões são inúteis para cartografar a superfície destes objectos, uma vez que são executadas a grande distância dos seus alvos, mas proporcionam dados importantes para os astrónomos ajustarem os cálculos das respectivas órbitas.
Esta semana, a Cassini concretizou a primeira de duas observações astrométricas (a segunda será hoje) das luas Metone, Telesto, Jano, Polideuces, Calipso, Prometeu e Pandora. A imagem que aqui vos trago faz parte dessa sessão. Conseguem encontrar na imagem Jano e Telesto?

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Sequência de duas imagens captadas pela Cassini a 03 de Maio de 2011, com as posições de Jano e Telesto assinaladas.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Turismo espacial: primeira viagem na órbita da Lua será em 2015

O nascer da Terra visto a partir da órbita da Lua pela tripulação da Apollo 8.
Crédito: NASA.

A Space Adventures tem planeada uma viagem circunlunar de uma semana! Para que se torne uma realidade em 2015, a empresa de viagens turísticas no espaço necessita apenas de garantir a venda do segundo bilhete. Está alguém interessado?
Como será, então, a primeira viagem turística à Lua?

Esquema com os pormenores da missão circunlunar da Space Adventures.
Crédito: Space Adventures.

Os dois turistas tomarão os seus lugares numa cápsula Soyuz que deverá ser lançada rumo à Estação Espacial Internacional (EEI). Aí gozarão de uma estadia de 8 a 10 dias, tempo suficiente para serem preparados e lançados num segundo foguetão um propulsor e uma segunda cápsula. Depois de separada da EEI, a cápsula Soyuz acopolar-se-á a estes dois módulos para formar um confortável veículo de transporte para a viagem à Lua. Deverão ser necessários cerca de 7 dias para completar todo o percurso de ida à Lua e regresso em segurança à Terra. Durante a viagem, os dois passageiros poderão desfrutar de uma vista única sobre o lado mais distante da Lua, a cerca de 100 km de distância da superfície lunar!
O preço? Bem... 100 a 150 milhões de dólares (cerca de 68 a 102 milhões de euros, ou 161 a 242 milhões de reais)!
Visitem o site da Space Adventures para mais informações.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estranhas colinas na cratera King

Pequenas colinas com base circular localizadas no interior da cratera King, no lado mais distante da Lua. Imagem captada a 15 de Dezembro de 2009, pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter.
Crédito: NASA/GSFC/Arizona State University.

Algumas formações geológicas fotografadas pela Lunar Reconnaissance Orbiter na superfície lunar têm levantado mais questões do que respostas. É este o caso, por exemplo, dos vários grupos de colinas de base circular ou irregular que salpicam o interior da cratera King. Não são óbvios na paisagem circundante os processos geológicos envolvidos na sua génese.
Uma das hipóteses avançadas pelos investigadores sugere que estas pequenas colinas tiveram origem no material fundido pelo calor do impacto que formou a cratera King. Quente o suficiente para ser acumulada num grande lago no interior da cratera, a rocha fundida pelo impacto deverá ter sofrido um rápido arrefecimento na superfície, formando uma fina e frágil crusta sólida descontinuada nalguns locais por pequenos poços ou fracturas. Nestas condições, a pressão no interior do lago poderá ter sido suficiente para produzir pequenas extrusões de material fluído que se expandiu lentamente na superfície até solidificar nas estruturas arredondada que vemos hoje (imaginem pasta de dentes a ser prensada contra uma placa esburacada).
Apesar deste processo se assemelhar ao vulcanismo clássico, difere deste num aspecto fundamental: ao contrário do que acontece nos processos vulcânicos, onde o magma é proveniente do manto ou de câmaras no interior da crusta, o material fundido num impacto tem origem apenas na superfície, pelo que arrefece rapidamente, formando, consequentemente, extrusões com pouco volume.
Terá sido este o fenómeno ocorrido na cratera King?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mais um eclipse solar observado pelo SDO

A Lua voltou ontem de manhã a interpôr-se entre o Solar Dynamics Observatory e o Sol. Durante cerca de meia hora, as câmaras de alta-resolução do mais moderno observatório solar da NASA registaram, com uma nitidez impressionante, a silhueta irregular da Lua a evoluir sobre o disco solar.

Um eclipse solar observado a 03 de Maio de 2011 pelo Solar Dynamics Observatory.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

Àparte de proporcionarem um conjunto de imagens de beleza invulgar, estes eventos são uma oportunidade única para a equipa da missão avaliar o desempenho dos sistemas ópticos do SDO.

Pormenor de uma das imagens do trânsito da Lua observado a 03 de Maio de 2011 pelo Solar Dynamics Observatory. Reparem como são visíveis algumas montanhas lunares a recortar o disco solar. É a nitidez destes contornos que serve como parâmetro para a avaliação do desempenho dos sistemas ópticos do observatório solar da NASA.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.