terça-feira, 17 de maio de 2011

Caloris Montes

Porção sudeste de Caloris Montes, numa imagem captada a 05 de Maio de 2011 pela sonda MESSENGER.
Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

A MESSENGER cumpre este mês o primeiro conjunto de observações da bacia Caloris desde a sua entrada na órbita de Mercúrio. Com um diâmetro médio de 1420 km, Caloris é um testemunho silencioso de uma das mais violentas colisões ocorridas no Sistema Solar interior. Os seus domínios são definidos por um anel descontínuo de maciços montanhosos com 1 a 2 km de altura, denominados no seu conjunto por Caloris Montes.
No início do mês, a MESSENGER reuniu as primeiras fotografias desta gigantesca estrutura obtidas com baixos ângulos de iluminação. Parte integrante do mapeamento morfológico da superfície de Mercúrio, estas imagens vão permitir aos investigadores definir com maior clareza a topografia de Caloris Montes e de outras estruturas geológicas adjacentes.

Fabulosa animação das nuvens de Júpiter em movimento

Recordam-se de Björn Jónsson, o autor deste espectacular mosaico da Grande Mancha Vermelha (GMV) de Júpiter? Jónsson voltou a mergulhar nos dados da missão Voyager para criar esta magnífica animação das nuvens de Júpiter em movimento!

O intrincado movimento das nuvens de Júpiter numa animação criada a partir de imagens captadas em 1979 pela sonda Voyager 1.
Crédito: NASA/JPL/processamento de Björn Jónsson.

Na realidade, esta é uma versão melhorada de um primeiro trabalho. Para este segundo vídeo, Jónsson processou 58 imagens centradas na GMV, obtidas pela sonda Voyager 1 durante a sua aproximação a Júpiter. Cada segundo na animação corresponde a 4 dias jovianos (aproximadamente 40 horas terrestres). As cores das imagens foram processadas de forma a reproduzirem o aspecto de Júpiter, tal como seria visível pelo olho humano.
Para mais informações relativas ao trabalho de processamento, consultem aqui e aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dawn avista Vesta!

Um mundo por explorar visto pela sonda Dawn. Imagem não processada, captada a 03 de Maio de 2011, a aproximadamente 1,21 milhões de quilómetros de distância.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

A Dawn atingiu na passada semana um marco histórico na sua missão. No passado dia 3 de Maio, a sonda da NASA iniciou a fase de aproximação ao asteróide Vesta, um período que se estenderá por cerca de 3 meses, e onde a principal actividade será reunir dados para o controlo da navegação e para a afinação da trajectória.
Logo no primeiro dia, a Dawn obteve a sua primeira imagem de Vesta. Com 1,21 milhões de quilómetros a separar a sonda do seu primeiro destino, o asteróide surge ainda no retrato como uma pequena colecção de pixels (teremos imagens de qualidade superior às do telescópio Hubble apenas no início do mês de Junho). No entanto, a sua proximidade é já suficiente para que o brilho deste pequeno mundo esconda o seu real tamanho. Para visualizar as dimensões de Vesta na imagem sem perder o contexto, os responsáveis da missão tiveram de reduzir consideravelmente o seu brilho e processar em separado o fundo, de forma a tornar óbvias as estrelas mais brilhantes. O resultado está reproduzido na imagem que se segue.

Versão processada da imagem de cima. Vesta surge como um pequeno objecto no centro da imagem com aproximadamente 5 pixels de diâmetro (ver ampliação no canto superior direito), emoldurado por estrelas da constelação do Escorpião.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

Prevê-se a chegada da Dawn a Vesta para o início de Agosto, local onde permanecerá até Julho de 2012, data da partida para novo encontro, desta vez com o planeta-anão Ceres.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O mergulho fatal de um cometa

Photobucket
Um cometa descoberto recentemente num mergulho fatal em direcção ao Sol. Animação composta por 36 imagens captadas a 10 e 11 de Maio de 2011 pelo coronógrafo LASCO, um dos 11 instrumentos científicos que se encontram a bordo da SOHO.
Crédito: LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA/animação de Sérgio Paulino.

O SOHO observou esta madrugada mais um membro da família de cometas Kreutz num mergulho vertiginoso em direcção ao Sol. O objecto foi descoberto recentemente pelo astrónomo amador Sergey Shurpakov em imagens captadas pelo coronógrafo LASCO, e não deverá sobreviver a esta passagem rasante pela escaldante atmosfera solar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Atmosfera titaniana poderá ter sido criada por impactos de cometas

A complexa estrutura da atmosfera de Titã, numa composição em cores naturais construída com imagens captadas pela sonda Cassini a 12 de Outubro de 2009.
Crédito: NASA/JPL.

Titã não pára de surpreender! De acordo com um estudo publicado na revista Nature Geoscience por investigadores da Universidade de Tóquio, a atmosfera de Titã poderá ter sido criada pelo impacto de cometas na sua superfície gelada.
Para reproduzir o efeito das violentas colisões na superfície primordial titaniana, Sekine e colegas dispararam lasers sobre gelo de água e amónia. O efeito típico resultante destas experiências foi a libertação de N2 (azoto ou nitrogénio), o gás mais abundante na densa atmosfera de Titã.
Baseados nestes resultados, os investigadores criaram um cenário onde testaram a hipótese da participação das colisões de cometas na formação da atmosfera titaniana presentemente observada. Verificaram que a densidade de colisões que se pensa terem ocorrido no período do Grande Bombardeamento Tardio (à cerca de 3,9 milhares de milhões de anos), seria suficiente para gerar as quantidades actuais de azoto atmosférico! Caso se confirme este novo cenário, os mecanismos de formação da atmosfera de Titã poderão ter sido radicalmente diferentes dos propostos para outros mundos, como por exemplo, a Terra ou Plutão.

sábado, 7 de maio de 2011

Medindo a posição das pequenas luas interiores de Saturno

Jano, Telesto e uma porção do anel F de Saturno numa imagem captada a 03 de Maio de 2011 pela sonda Cassini. A posição de Jano é óbvia. Conseguem adivinhar a posição de Telesto?
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Desde a sua chegada ao sistema saturniano, a sonda Cassini tem realizado várias sessões de observação astrométrica das pequenas luas de Saturno. Estas sessões são inúteis para cartografar a superfície destes objectos, uma vez que são executadas a grande distância dos seus alvos, mas proporcionam dados importantes para os astrónomos ajustarem os cálculos das respectivas órbitas.
Esta semana, a Cassini concretizou a primeira de duas observações astrométricas (a segunda será hoje) das luas Metone, Telesto, Jano, Polideuces, Calipso, Prometeu e Pandora. A imagem que aqui vos trago faz parte dessa sessão. Conseguem encontrar na imagem Jano e Telesto?

Photobucket
Sequência de duas imagens captadas pela Cassini a 03 de Maio de 2011, com as posições de Jano e Telesto assinaladas.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Turismo espacial: primeira viagem na órbita da Lua será em 2015

O nascer da Terra visto a partir da órbita da Lua pela tripulação da Apollo 8.
Crédito: NASA.

A Space Adventures tem planeada uma viagem circunlunar de uma semana! Para que se torne uma realidade em 2015, a empresa de viagens turísticas no espaço necessita apenas de garantir a venda do segundo bilhete. Está alguém interessado?
Como será, então, a primeira viagem turística à Lua?

Esquema com os pormenores da missão circunlunar da Space Adventures.
Crédito: Space Adventures.

Os dois turistas tomarão os seus lugares numa cápsula Soyuz que deverá ser lançada rumo à Estação Espacial Internacional (EEI). Aí gozarão de uma estadia de 8 a 10 dias, tempo suficiente para serem preparados e lançados num segundo foguetão um propulsor e uma segunda cápsula. Depois de separada da EEI, a cápsula Soyuz acopolar-se-á a estes dois módulos para formar um confortável veículo de transporte para a viagem à Lua. Deverão ser necessários cerca de 7 dias para completar todo o percurso de ida à Lua e regresso em segurança à Terra. Durante a viagem, os dois passageiros poderão desfrutar de uma vista única sobre o lado mais distante da Lua, a cerca de 100 km de distância da superfície lunar!
O preço? Bem... 100 a 150 milhões de dólares (cerca de 68 a 102 milhões de euros, ou 161 a 242 milhões de reais)!
Visitem o site da Space Adventures para mais informações.