sábado, 25 de junho de 2011

Distante Hiperião

A lua Hiperião vista pela sonda Cassini a uma distância de 521 mil quilómetros. Imagem obtida a 22 de Junho de 2011.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Hiperião é um estranho mundo exterior à órbita de Titã. Possui uma rotação caótica, uma particularidade única no Sistema Solar, mantida provavelmente pela conjugação de uma excentricidade orbital elevada com uma ressonância orbital 3:4 com a maior lua de Saturno. O fundo das maiores crateras hiperionianas está coberto por um material negro com características espectrais semelhantes ao material observado numa das faces de Jápeto, o que sugere uma origem comum (ver mais sobre este assunto aqui).
Na passada quarta-feira, a sonda Cassini obteve este retrato distante da sua enigmática superfície. Esta passagem longínqua antecede em cerca de dois meses um outro encontro, desta vez a apenas 25 mil quilómetros de distância.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

2011 MD: encontro marcado com a Terra na próxima segunda-feira

A Terra vai receber a visita de mais uma rocha espacial na próxima segunda-feira. Designado provisoriamente 2011 MD, o recém-descoberto asteróide passará a apenas 12 mil quilómetros da superfície terrestre pelas 14:27 (hora de Lisboa), numa região do espaço directamente sobre as latitudes mais meridionais do Atlântico Sul. A sua trajectória mantê-lo-à afastado do anel de Clark, região onde orbitam os satélites geostacionários, pelo que haverá um risco mínimo de colisão com estes objectos.

A trajectória de 2011 MD vista da direcção do Sol. O encontro do próximo dia 27 de Junho será tão próximo que afectará significativamente a sua órbita.
Crédito: NASA/JPL.

2011 MD foi descoberto anteontem pela equipa do programa LINEAR. A análise do seu brilho permitiu estimar um diâmetro de 5 a 20 metros, um tamanho demasiado pequeno para que, caso colidisse com a Terra, sobrevivesse intacto à passagem pela atmosfera.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Curiosity empacotado

O robot Curiosity foi na semana passada cuidadosamente empacotado para seguir viagem até ao seu próximo destino: o Kennedy Space Center, na Florida. Durante quatro dias, uma equipa de engenheiros do Jet Propulsion Laboratory prepararam o robot para a sua jornada derradeira até Marte em Novembro próximo, posicionando-o na sua configuração de lançamento e colocando-o no interior de um contentor para a transferência para o local de lançamento.
Vejam todo o processo compactado num minuto:

Empacotamento do robot Curiosity para a transferência para o Kennedy Space Center, local onde iniciará a sua viagem até Marte em Novembro próximo.
Crédito: NASA/JPL.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Começa hoje o Verão!

O Sol atinge hoje pelas 18:16 (hora de Lisboa) a máxima declinação acima do equador celeste. Este momento corresponde ao Solstício de Verão e marca o início da estação mais quente do ano no Hemisfério Norte. Este ano o Verão vai prolongar-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 23 de Setembro de 2011 às 10:05 (hora de lisboa).
Feliz Solstício!

A bela e misteriosa Helena

A sonda Cassini completou no passado Sábado o segundo encontro próximo com Helena em pouco mais de um ano. Ao contrário do que havia sucedido no primeiro encontro, a equipa da missão conseguiu direccionar a sonda com a precisão necessária para que a pequena lua surgisse bem enquadrada em todas as imagens.
Desta vez foram observadas as regiões junto ao pólo norte e a face mais próxima de Saturno, o que vai permitir a conclusão do primeiro mapa global da maior das quatro luas co-orbitais do sistema saturniano. As novas imagens vão também possibilitar um estudo mais detalhado das estranhas estrias que sulcam grande parte do hemisfério subsaturniano. Formadas provavelmente por derrocadas de fino material particulado nas depressões mais profundas, estas formas geológicas aparentam ser um adereço relativamente recente na superfície de Helena, devido à quase inexistência de crateras nos locais onde se encontram. Curiosamente, o hemisfério antisaturniano apresenta-se coberto de crateras, um aspecto mais consistente com o que seria de esperar de um corpo tão pequeno. A razão para tais diferenças entre as duas faces da pequena lua permanece ainda um mistério.
Vejam em baixo algumas imagens deste encontro.

A face subsaturniana de Helena numa composição em cores contrastadas obtida a partir de imagens captadas a 18 de Junho de 2011 pela sonda Cassini. Reparem nas inúmeras estrias que cobrem esta região.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.

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Os primeiros vinte minutos do encontro de 18 de Junho de 2011 da sonda Cassini com a pequena lua Helena ilustrados numa sequência de 19 imagens.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.

O crescente irregular de Helena numa imagem obtida pouco antes do ponto mais próximo do encontro, a cerca de 7 mil de quilómetros de distância.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Uma das últimas imagens do encontro de 18 de Junho de 2011.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

domingo, 19 de junho de 2011

Reia e Titã posam para a Cassini

As duas maiores luas de Saturno em cores naturais. Composição a cores construída com três imagens obtidas pela Cassini a 16 de Junho de 2011, através de filtros de luz visível para as cores azul (451 nm), verde (568 nm) e vermelho (650 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.

Aqui têm um belo retrato da autoria da sonda Cassini para terminar o fim-de-semana. Obtidas na passada quinta-feira, as imagens que o compõem fazem parte de uma sequência que reproduz a passagem de Titã por detrás da lua Reia.
Vejam aqui outra imagem deste duo.

Vesta: ultrapassada a resolução do Hubble!

Vesta visto pela Dawn a 14 de Junho de 2011, a cerca de 265 mil quilómetros de distância. A resolução da superfície do asteróide atinge agora os 25 km/pixel.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

A Dawn está cada vez mais perto de Vesta. Na sua posição privilegiada, a sonda da NASA consegue agora observar o asteróide com uma resolução superior à do telescópio espacial Hubble!
A imagem que aqui vos trago foi obtida na semana passada e desvenda já alguns aspectos curiosos da sua superfície. Ao contrário de outros objectos de tamanho semelhante do Sistema Solar exterior (por exemplo, Encélado e Mimas), Vesta aparenta ter um contorno muito mais irregular, o que faz adivinhar um terreno muito mais acidentado. No entanto, além de uma cratera profunda nas proximidades do pólo norte, é ainda difícil distinguir mais alguns pormenores da sua topografia. Teremos de aguardar pelas próximas semanas.