quarta-feira, 20 de julho de 2011

Descoberta uma nova lua de Plutão!

Astrónomos americanos descobriram uma nova lua a orbitar Plutão! O pequeno objecto foi identificado em imagens recentemente obtidas pelo telescópio espacial Hubble com o propósito de escrutinar a presença de anéis em redor do planeta anão.

Duas imagens do sistema plutoniano obtidas pelo telescópio espacial Hubble com um intervalo de uma semana. O novo objecto, informalmente designado P4, encontra-se assinalado por um círculo. As linhas diagonais são efeitos ópticos gerados no interior do telescópio.
Crédito: NASA/ESA/M. Showalter (SETI institute).

A nova lua foi provisoriamente designada S/2011 P1 e tem um diâmetro estimado de 13 a 34 km. A sua descoberta resultou da actual campanha de monitorização de Plutão e das suas luas, realizada como suporte à missão New Horizons que irá visitar o sistema em 2015.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dawn atinge com sucesso a órbita de Vesta

A Dawn está finalmente na órbita de Vesta! Este fim-de-semana a pequena sonda completou a manobra decisiva que a coloca agora numa trajectória em espiral em direcção à órbita operacional, aquela onde dentro de um mês se iniciará a fase científica da missão. Entetanto, a equipa da missão publicou uma nova imagem obtida após a conclusão da manobra de inserção orbital. Desta vez, a bacia de impacto do pólo sul de Vesta surge de frente para a Dawn, preenchida com pormenores impressionantes!

Vesta visto pela Dawn a 17 de Julho de 2011, a uma distância de 15 mil quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

São particularmente interessantes as fendas que rasgam o interior da gigantesca bacia, em redor do seu pico central. Estarão estas estruturas associadas à sua formação? É curioso também constatar a presença de um pequeno número de crateras tanto no interior como no exterior da bacia (comparem com outros corpos de tamanho semelhante, como por exemplo Mimas). Será este um indício de uma superfície relativamente jovem? Estes e outros aspectos da geologia de Vesta vão ser escrutinados em detalhe nos próximos meses, pelo que podem aguardar por novidades emocionantes para breve.

sábado, 16 de julho de 2011

As fases e os movimentos de libração da Lua em 2011

Imaginem que a Terra era transparente e que permaneciam durante um ano no seu centro a observar a Lua. Que mundanças veriam no seu aspecto?
É óbvio que seria impossível (e aborrecido) concretizar esse exercício, mas se o pudessem realizar, certamente iriam constatar que a Lua não mostra sempre rigorosamente a mesma face. Devido às oscilações do seu eixo de rotação e à inclinação da sua órbita, a companheira da Terra executa uma série de movimentos laterais que expõem pequenas fracções da sua face mais distante. Este fenómeno tem por nome libração e permite-nos a observação a partir da superfície terrestre de cerca de 59% da superfície lunar.
Para nos ajudar com este exercício, o Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio criou uma animação com dados obtidos pela Lunar Reconnaissance Orbiter, que mostra o aspecto da Lua a partir de uma posição geocêntrica durante todo o ano de 2011. O vídeo decorre em menos de 3 minutos, pelo que cada lunação fica completa ao fim de 12 segundos.
Apreciem...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dawn cada vez mais próxima de Vesta

Vesta visto pela Dawn a 09 de Julho de 2011, a uma distância de 41 mil quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/ID.

Já falta pouco para a captura da Dawn na órbita de Vesta. Segundo os responsáveis da missão, a sonda americana deverá iniciar amanhã pelas 06:00 (hora de Lisboa) uma trajectória em espiral que a levará até à órbita operacional, fase onde se iniciarão as observações científicas.
Entretanto, o sistema de imagem continua a registar imagens cada vez mais nítidas da superfície do asteróide. A imagem que aqui vos trago foi obtida na semana passada e mostra mais alguns detalhes da grande bacia de impacto que domina o hemisfério sul.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Hubble comemora aniversário da descoberta de Neptuno com novas imagens

Quatro imagens de Neptuno obtidas pelo telescópio espacial Hubble a 25 e a 26 de Junho de 2011.
Crédito: NASA/ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA).

Neptuno completou ontem a primeira órbita desde que foi observado pela primeira vez pelo astrónomo alemão Johann Galle a 23 de Setembro de 1846. Para assinalar a data, o telescópio espacial Hubble obteve um conjunto de quatro retratos do distante planeta em cores aproximadamente naturais.
As novas imagens mostram grandes nuvens brilhantes compostas por cristais de metano a pairar a grande altitude na atmosfera azulada de Neptuno. O seu aspecto rosado deve-se à sua elevada reflectividade na banda do infravermelho próximo.
Ao contrário do que havia sido observado à alguns anos atrás, estas formações atmosféricas parecem estar agora concentradas preferencialmente no hemisfério norte. Esta mudança na sua distribuição coincide aparentemente com o início do inverno nesta região.
Já agora, vejam também uma rotação completa de Neptuno ilustrada neste vídeo baseado nas mesmas imagens (reparem no movimento das quatro pequenas luas Despina, Galateia, Larissa e Proteus em seu redor).

terça-feira, 12 de julho de 2011

SDO observa desintegração de um cometa na superfície do Sol!

Recordam-se do cometa que na semana passada mergulhou em direcção ao Sol?
O Solar Dynamics Observatory conseguiu observar o mesmo objecto a viajar a grande velocidade na frente do disco solar até à sua completa desintegração. Estas foram as primeiras imagens alguma vez obtidas do impacto de um cometa no Sol. Observem com atenção o vídeo em baixo e tentem localizar uma fina linha a atravessar o disco solar da direita para a esquerda.

A desintegração de um cometa na superfície do Sol. Imagens obtidas a 06 de Julho de 2011, num periodo de 15 minutos, pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly (AIA) do Solar Dynamics Observatory (SDO), através do canal de 171 Å (Fe IX).
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

sábado, 9 de julho de 2011

Uma montanha gigante no pólo sul de Vesta

Vesta visto pela Dawn a 01 de Julho de 2011, a uma distância de 100 mil quilómetros.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA.

A Dawn tem estado a enviar imagens cada vez mais nítidas da superfície de Vesta. A última imagem divulgada pela equipa da missão mostra já várias crateras com algumas dezenas de quilómetros de diâmetro e grandes áreas de terreno aparentemente mais plano. Mas o que mais me impressionou foi o grande maciço rochoso que se eleva na região do pólo sul, no interior da gigantesca cratera de 460 quilómetro de diâmetro que domina todo o hemisfério sul. Observado pela primeira vez pelo telescópio Hubble, esta colossal montanha promete ser um dos principais focos de interesse da missão.
No início deste ano foi publicado um curioso artigo na revista Geophysical Research Letters que explica a formação desta cratera e do seu pico central, e a sua influência na aparência global de Vesta. Baseados na análise de simulações computorizadas tridimensionais com condições iniciais únicas, os autores determinaram que a gigantesca estrutura foi moldada pelo impacto oblíquo de um objecto com 50 quilómetros de diâmetro a uma velocidade de 5 km.s-1. Podem encontrar aqui uma belíssima revisão deste trabalho (em inglês) e em baixo, duas espectaculares animações ilustrando o impacto e a consequente distribuição de ejecta.

A formação de uma gigantesca cratera no pólo sul de Vesta segundo o modelo de Martin Jutzi e Eric Asphaug.
Crédito: Martin Jutzi.

Distribuição do ejecta após o impacto.
Crédito: Martin Jutzi.