quarta-feira, 9 de novembro de 2011

NASA lança novo vídeo do asteróide 2005 YU55

O mundo continua de olhos postos no asteróide 2005 YU55. Enquanto não chegam novas imagens, deixo-vos este vídeo construído com imagens de radar obtidas anteontem pela antena de 70 metros do Deep Space Network, em Goldstone, na Califórnia.

A rotação de 2005 YU55 num período aproximado de 2 horas, vista a 07 de Novembro de 2011 pela antena 70 metros do Deep Space Network, em Goldstone. Cada imagem atinge uma resolução máxima de 3,75 metros, o que permite observar sulcos, crateras e possivelmente rochedos na superfície do asteróide.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Sondas Phobos-Grunt e Yinghuo-1 a caminho de Marte!

Estão já na primeira fase da sua viagem a Marte a sonda russa Phobos-Grunt e a sua pequena companheira chinesa Yinghuo-1. Após um lançamento nocturno bem sucedido a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, as duas sondas separaram-se do segundo módulo do foguetão e posicionaram-se numa órbita em redor da Terra. A trajectória em direcção ao planeta vermelho será adquirida logo após uma última queima de combustível, que deverá estar concluída pelas 01:20 de hoje (hora de Lisboa).
Vejam em baixo o vídeo do lançamento.


Actualização (09 de Novembro): De acordo com um comunicado oficial publicado pela agência noticiosa RIA Novosti, falharam as duas últimas ignições que deveriam ter colocado a Phobos-Grunt e a Yinghuo-1 numa trajectória em direcção a Marte, pelo que as duas sondas se mantêm neste momento estacionadas numa órbita terrestre estável. A equipa da missão ainda não conseguiu apurar as causas que conduziram à falha técnica, mas adianta que terá de resolver o problema no prazo de 3 dias. Publicarei no blog mais detalhes assim que estiverem disponíveis.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Phobos-Grunt e Yinghuo-1 a postos para a partida

Já se encontra posicionado no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, o foguetão que irá colocar as sondas Phobos-Grunt e Yinghuo-1 numa trajectória em direcção a Marte. O lançamento está programado para as 20:16 (hora de Lisboa) e terá transmissão em directo aqui.
Entretanto, deixo-vos aqui este vídeo da TV Roscosmos que mostra o transporte e posicionamento do foguetão na rampa de lançamento.

Novas imagens do asteróide 2005 YU55

Hoje pelas 23:28 (hora de Lisboa), a Terra receberá a visita de 2005 YU55, uma rocha espacial com cerca de 400 metros de diâmetro. O asteróide passará em segurança a pouco mais de 318 mil quilómetros da superfície terrestre (cerca de 0,85 vezes a distância média entre a Terra e a Lua), porém constituirá um excelente alvo para a realização de observações radar, pelo que a NASA tem a postos os seus melhores observatórios de radar para acompanhar este evento.
Desde a passada sexta-feira, o asteróide tem estado a ser monitorizado por uma das antenas do Deep Space Network de Goldstone, Califórnia, com o objectivo de minimizar incertezas na sua trajectória durante a fase de maior aproximação à Terra. Vejam em baixo uma das mais recentes imagens de 2005 YU55, obtidas durante estas sessões preliminares de observação.

Imagem de radar de 2005 YU55 obtida a 07 de Novembro de 2011, pelas 19:45 (hora de Lisboa), pela antena de 70 metros do Deep Space Network de Goldstone, quando o asteróide se encontrava a 1,38 milhões de quilómetros de distância da Terra.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.

domingo, 6 de novembro de 2011

Majestosa proeminência solar

Ontem de madrugada, uma belíssima proeminência solar explodiu na região do pólo norte do Sol, arremessando uma nuvem de plasma numa direcção quase perpendicular à do plano onde orbitam os planetas. Podem apreciar toda a acção nestas imagens registadas pelo Solar Dynamics Observatory.

A erupção de uma proeminência solar vista nas primeiras horas de 05 de Novembro de 2011, pelo Solar Dynamics Observatory.
Crédito: Crédito: SDO (NASA)/AIA consortium/Helioviewer.

Pouco antes da erupção, a proeminência rodopiou acima da superfície solar, formando uma cortina de plasma que se elevou a mais de 250 mil quilómetros de altitude!

Comparação das dimensões da proeminência solar de ontem com o diâmetro da Terra.
Crédito: SDO (NASA)/AIA consortium/NASA (imagem da Terra)/montagem de Sérgio Paulino.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Actividade solar em alta: mais uma erupção classe X

Satélites na órbita terrestre detectaram ontem pelas 20:27 (hora de Lisboa) uma violenta erupção classe X2 com origem na região 1339. O fenómeno gerou ondas de ionização nas camadas mais elevadas da atmosfera terrestre, que interromperam momentaneamente a normal propagação de ondas de rádio na América e em partes do continente europeu. A erupção libertou ainda uma gigantesca ejecção de massa coronal na direcção dos planetas Mercúrio e Vénus.

Fluxo de raios X solares medido pelo satélite GOES 15 nos últimos 3 dias. A erupção de ontem encontra-se assinalada pela a seta preta.
Crédito: NOAA/Space Weather Prediction Center.

A erupção classe-X de ontem vista pelo Solar Dynamics Observatory no ultravioleta extremo.
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

A região 1339 é um dos maiores grupos de manchas solares observados nos últimos anos na superfície do Sol. De acordo com o NOAA, a região apresenta uma configuração magnética beta-gama-delta com potencial para produzir nos próximos dias mais erupções de classe M e X. A AR1339 transitou há apenas dois dias para a face do Sol voltada para a Terra, pelo que futuras ejecções de massa coronal com origem nesta região deverão provocar efeitos apreciáveis na actividade geomagnética.

O grupo de manchas solares de AR1339 visto pelo Solar Dynamics Observatory no infra-vermelho extremo. A região ocupa neste momento uma superfície com 80 mil quilómetros de comprimento e 40 mil quilómetros de largura!
Crédito: SDO(NASA)/AIA consortium.

Actualização (05 de Novembro): O Sol pregou uma partida! Afinal a ejecção de massa coronal observada ontem à noite não teve origem na região 1339. Imagens obtidas pelo observatório STEREO-B mostram que a nuvem de plasma partiu de uma outra região activa, ainda invisível a partir da Terra.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Deep Impact observa objectos do céu profundo

A Deep Impact concluiu em Novembro de 2010 o seu segundo encontro com um núcleo cometário, o núcleo do cometa 103P/Hartley 2. Este foi o culminar da EPOXI, uma extensão à missão original que também incluía, curiosamente, o estudo de planetas extrasolares.
Nos últimos meses, a sonda tem permanecido estacionada numa órbita heliocêntrica, a aguardar uma nova missão científica que possa rentabilizar ainda mais o valioso conjunto de instrumentos ópticos que transporta. Para testar a robustez de um dos sistemas de imagem (o MRI), a equipa responsável pela sonda realizou recentemente uma série de observações de alguns objectos do céu profundo. Os resultados foram verdadeiramente surpreendentes...

A Nebulosa da Vela (NGC6960) vista pela sonda Deep Impact.
Crédito: NASA/JPL/UMD.

Vejam mais imagens aqui.