No início da semana, uma equipa de cientistas liderada por Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, na Alemanha, anunciou a descoberta de quatro novos candidatos a super-Terras a orbitar a anã vermelha Gliese 667C. Já se conheciam dois candidatos neste sistema (b e c), um deles com uma órbita estável localizada junto ao limite interior da zona habitável da estrela. Este novo trabalho permitiu a detecção de três candidatos adicionais com períodos orbitais de 92, 62 e 39 dias (d, e e f), um candidato a super-Terra gelada numa órbita com um período de 260 dias, e evidências de um sétimo candidato (h) com uma massa semelhante à da Terra e um período orbital de apenas 17 dias. Gliese 667Ce e Gliese 667Cf são particularmente interessantes porque preenchem as restantes órbitas estáveis da zona habitável do sistema.
Catálogo de exoplanetas potencialmente habitáveis conhecidos até 26 de Junho de 2013, organizado de acordo com o seu índice de similaridade com a Terra (ESI).
Crédito: PHL.
Gliese 667C é uma estrela do tipo espectral M1.5V, com cerca de um terço da massa do Sol. Situada na direcção da constelação de Escorpião, a uma distância aproximada de 22 anos-luz, esta anã vermelha é companheira de um sistema binário de estrelas pertencentes à sequência principal, com idades entre os 2 e os 10 mil milhões de anos.
Podem ler mais sobre esta espectacular descoberta aqui e aqui. Aconselho também uma passagem por esta divertida conversa de café sobre alienígenas em Gliese 667C.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Uma Lua esplendorosa
Super-Lua vista de Lisboa, a 23 de Junho de 2013.
Crédito: Sérgio Paulino.
Ontem, pelas 12:11 (hora de Lisboa), a Lua fez mais uma passagem pelo perigeu, o ponto na sua órbita mais próximo da Terra. Esta passagem foi particularmente especial porque esteve desfasada apenas 21 minutos da Lua cheia, uma coincidência que se traduziu no fenómeno popularmente conhecido por super-Lua. O evento não provocou nem provocará qualquer anomalia ou catástrofe na superfície terrestre, mas oferecerá durante a noite de hoje a mais exuberante Lua cheia do ano. Aproveitem, vão lá fora e desfrutem do espectáculo.
Ontem, pelas 12:11 (hora de Lisboa), a Lua fez mais uma passagem pelo perigeu, o ponto na sua órbita mais próximo da Terra. Esta passagem foi particularmente especial porque esteve desfasada apenas 21 minutos da Lua cheia, uma coincidência que se traduziu no fenómeno popularmente conhecido por super-Lua. O evento não provocou nem provocará qualquer anomalia ou catástrofe na superfície terrestre, mas oferecerá durante a noite de hoje a mais exuberante Lua cheia do ano. Aproveitem, vão lá fora e desfrutem do espectáculo.
domingo, 23 de junho de 2013
Estamos no Verão!
Ocorreu anteontem, pelas 06:04 (hora de Lisboa), o solstício de Verão. O momento marca o início do Verão no hemisfério norte e é assinalado, do ponto de vista astronómico, pela máxima declinação do Sol a norte do equador celeste.
A palavra solstício tem origem no latim solstitium (Sol parado), e está associada à ideia de que quando o Sol atinge estes pontos, detém por instantes o seu movimento aparente no céu. Este ano o Verão prolongar-se-à por 93,65 dias, até ao próximo equinócio que ocorrerá no dia 22 de Setembro pelas 21:44 (hora de Lisboa).
Equinócios e solstícios vistos do espaço. Esta animação mostra a mudança diária da linha do terminador na Terra (a linha que separa o dia da noite) durante um ano, vista pelo satélite geostacionário Meteosat-9. As maiores inclinações desta linha correspondem aos solstícios. Quando esta linha é completamente direita ocorre um equinócio.
Crédito: NASA/EUMETSAT.
A palavra solstício tem origem no latim solstitium (Sol parado), e está associada à ideia de que quando o Sol atinge estes pontos, detém por instantes o seu movimento aparente no céu. Este ano o Verão prolongar-se-à por 93,65 dias, até ao próximo equinócio que ocorrerá no dia 22 de Setembro pelas 21:44 (hora de Lisboa).
Crédito: NASA/EUMETSAT.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Teria Marte no passado uma atmosfera rica em oxigénio?
Pôr-do-sol visto do interior da cratera Gusev, em Marte. Imagem em cores naturais obtida pelo robot Spirit, a 19 de Maio de 2005.
Crédito: NASA/JPL/TAMU/Cornell.
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugerem que as diferenças na composição química entre as rochas examinadas pelo robot Spirit na superfície de Marte e os meteoritos marcianos encontrados na Terra, poderão ser explicadas pela presença de uma atmosfera rica em oxigénio no planeta vermelho, há mais de 3,7 mil milhões de anos - muito antes do início do grande evento de oxigenação ocorrido na Terra há cerca de 2,5 mil milhões de anos.
As rochas analisadas pelo robot da NASA no interior da cratera Gusev têm essencialmente uma composição basáltica, e exibem uma proporção dos elementos mais abundantes (MgO, FeO, Al2O3, CaO e SiO2) muito semelhante à das fracções basálticas dos meteoritos SNC (shergotitos-nakhlitos-chassignitos), rochas que se pensa terem origem na crusta marciana. No entanto, alguns dos elementos minoritários apresentam discrepâncias substanciais, o que criou algumas dúvidas quanto à relação entre estes meteoritos e o planeta vermelho. O mais enigmático deste grupo de elementos é o níquel, que tem uma concentração cinco vezes superior nas rochas da cratera Gusev, curiosamente um valor semelhante ao encontrado em basaltos terrestres. A concentração de enxofre é, também, muito superior nas rochas analisadas pelo Spirit, pelo que os investigadores britânicos consideraram a hipótese desta ser a principal pista para as diferenças observadas.
"O que demonstrámos foi que, tanto os meteoritos como as rochas vulcânicas da superfície, têm uma origem comum no interior de Marte", afirmou ao gabinete de comunicação da Universidade de Oxford, Bernard Wood, líder da equipa responsável por este trabalho. "No entanto, as rochas superficiais vieram de um ambiente rico em oxigénio, provavelmente gerado pela reciclagem de materiais ricos em oxigénio no interior do planeta. Este resultado é surpreendente porque, embora os meteoritos sejam geologicamente recentes, com idades entre os 1,4 mil milhões e 180 milhões de anos, o Spirit analisou uma parte muito antiga de Marte, com mais de 3,7 mil milhões de anos."
Aparentemente, as condições presentes no manto pouco depois da formação do planeta teriam sido propícias para a completa oxidação do enxofre e para uma forte segregação do níquel na fracção fundida, dois eventos que explicam a composição química dos basaltos analisados na cratera Gusev. Embora seja possível que a composição da superfície de Marte varie imenso de região para região, os investigadores pensam que o mais provável é que as discrepâncias observadas sejam devidas a fenómenos de subducção na crusta marciana. Neste cenário, a superfície seria oxidada logo após a formação do planeta. A subducção arrastaria estes materiais ricos em oxigénio para o manto superior, reciclando-os em seguida para a superfície através de erupções vulcânicas ocorridas há mais de 3,7 mil mihões de anos. Os meteoritos, em contraste, são rochas vulcânicas muito mais recentes, que emergiram de regiões mais profundas do manto e, portanto, menos sujeitas a estes processos.
“A implicação é que Marte teve uma atmosfera rica em oxigénio, há cerca de 4 mil milhões de anos, muito antes do aparecimento do oxigénio na atmosfera terrestre, há aproximadamente 2,5 mil milhões de anos. Como a oxidação é processo responsável pela cor distintiva de Marte, é muito provável que o planeta vermelho fosse húmido, quente e enferrujado milhares de milhões de anos antes da atmosfera da Terra tornar-se rica em oxigénio.”
Este trabalho foi publicado ontem na conceituada revista Nature. Podem ler o resumo do artigo aqui.
Crédito: NASA/JPL/TAMU/Cornell.
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugerem que as diferenças na composição química entre as rochas examinadas pelo robot Spirit na superfície de Marte e os meteoritos marcianos encontrados na Terra, poderão ser explicadas pela presença de uma atmosfera rica em oxigénio no planeta vermelho, há mais de 3,7 mil milhões de anos - muito antes do início do grande evento de oxigenação ocorrido na Terra há cerca de 2,5 mil milhões de anos.
As rochas analisadas pelo robot da NASA no interior da cratera Gusev têm essencialmente uma composição basáltica, e exibem uma proporção dos elementos mais abundantes (MgO, FeO, Al2O3, CaO e SiO2) muito semelhante à das fracções basálticas dos meteoritos SNC (shergotitos-nakhlitos-chassignitos), rochas que se pensa terem origem na crusta marciana. No entanto, alguns dos elementos minoritários apresentam discrepâncias substanciais, o que criou algumas dúvidas quanto à relação entre estes meteoritos e o planeta vermelho. O mais enigmático deste grupo de elementos é o níquel, que tem uma concentração cinco vezes superior nas rochas da cratera Gusev, curiosamente um valor semelhante ao encontrado em basaltos terrestres. A concentração de enxofre é, também, muito superior nas rochas analisadas pelo Spirit, pelo que os investigadores britânicos consideraram a hipótese desta ser a principal pista para as diferenças observadas.
"O que demonstrámos foi que, tanto os meteoritos como as rochas vulcânicas da superfície, têm uma origem comum no interior de Marte", afirmou ao gabinete de comunicação da Universidade de Oxford, Bernard Wood, líder da equipa responsável por este trabalho. "No entanto, as rochas superficiais vieram de um ambiente rico em oxigénio, provavelmente gerado pela reciclagem de materiais ricos em oxigénio no interior do planeta. Este resultado é surpreendente porque, embora os meteoritos sejam geologicamente recentes, com idades entre os 1,4 mil milhões e 180 milhões de anos, o Spirit analisou uma parte muito antiga de Marte, com mais de 3,7 mil milhões de anos."
Aparentemente, as condições presentes no manto pouco depois da formação do planeta teriam sido propícias para a completa oxidação do enxofre e para uma forte segregação do níquel na fracção fundida, dois eventos que explicam a composição química dos basaltos analisados na cratera Gusev. Embora seja possível que a composição da superfície de Marte varie imenso de região para região, os investigadores pensam que o mais provável é que as discrepâncias observadas sejam devidas a fenómenos de subducção na crusta marciana. Neste cenário, a superfície seria oxidada logo após a formação do planeta. A subducção arrastaria estes materiais ricos em oxigénio para o manto superior, reciclando-os em seguida para a superfície através de erupções vulcânicas ocorridas há mais de 3,7 mil mihões de anos. Os meteoritos, em contraste, são rochas vulcânicas muito mais recentes, que emergiram de regiões mais profundas do manto e, portanto, menos sujeitas a estes processos.
“A implicação é que Marte teve uma atmosfera rica em oxigénio, há cerca de 4 mil milhões de anos, muito antes do aparecimento do oxigénio na atmosfera terrestre, há aproximadamente 2,5 mil milhões de anos. Como a oxidação é processo responsável pela cor distintiva de Marte, é muito provável que o planeta vermelho fosse húmido, quente e enferrujado milhares de milhões de anos antes da atmosfera da Terra tornar-se rica em oxigénio.”
Este trabalho foi publicado ontem na conceituada revista Nature. Podem ler o resumo do artigo aqui.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Urano é perseguido por três centauros
Representação artística de 83982 Crantor e de 2010 EU65, dois centauros co-orbitais de Urano.
Crédito: SINC.
Duas equipas de investigadores demonstraram, pela primeira vez, a existência de três centauros co-orbitais de Urano. Dois dos objectos possuem órbitas instáveis em forma de ferradura, enquanto que o terceiro segue uma trajectória mais estável, cerca de 60º à frente do planeta.
Em 2006, o astrónomo uruguaio Tabaré Gallardo sugeriu que as órbitas dos centauros 83982 Crantor e 2000 SN331 possuíam o mesmo período que a órbita de Urano - aproximadamente 84 anos. Recentemente, dois astrofísicos espanhóis confirmaram ser este o caso apenas para o primeiro objecto. "As simulações que efectuámos no Centro de Processamento de Dados da Universidade Complutense de Madrid indicam que 2000 SN331 não está em ressonância 1:1 com Urano, mas Crantor sim, o que significa que completa uma revolução em redor do Sol exactamente no mesmo período que o planeta", explicou à agência noticiosa SINC Carlos de la Fuente Marcos, um dos autores do trabalho.
Crantor segue numa órbita em forma de ferradura associada a Urano, com uma excentricidade moderada de 0,27, e uma inclinação de cerca de 12,78º. No entanto, apesar da sua trajectória ser controlada pela acção conjunta do Sol e de Urano, este objecto de 67 quilómetros de diâmetro sofre perturbações gravitacionais de Saturno, pelo que esta configuração orbital revela-se imprevisível em períodos superiores a 10 mil anos.
A equipa descobriu ainda outro centauro com parâmetros orbitais muito semelhante aos de Crantor. Com um diâmetro estimado entre 20 e 90 quilómetros, 2010 EU65 também possui uma órbita em forma de ferradura, mas com uma excentricidade menor, o que o torna menos susceptível a perturbações gravitacionais provocadas pelos outros planetas.
Entretanto, uma segunda equipa de cientistas liderada por Mike Alexandersen da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, anunciou a descoberta de um terceiro objecto co-orbital de Urano. Denominado 2011 QF99, este centauro com cerca de 60 quilómetros de diâmetro é o primeiro troiano uraniano a ser identificado. Ao contrário dos outros dois objectos, 2011 QF99 segue uma órbita mais estável, devendo manter-se numa oscilação temporária em redor do ponto lagrangiano L4 do sistema Sol-Urano, pelo menos, nos próximos 70 mil anos.
Podem ler todos os pormenores destes dois trabalhos aqui e aqui.
Crédito: SINC.
Duas equipas de investigadores demonstraram, pela primeira vez, a existência de três centauros co-orbitais de Urano. Dois dos objectos possuem órbitas instáveis em forma de ferradura, enquanto que o terceiro segue uma trajectória mais estável, cerca de 60º à frente do planeta.
Em 2006, o astrónomo uruguaio Tabaré Gallardo sugeriu que as órbitas dos centauros 83982 Crantor e 2000 SN331 possuíam o mesmo período que a órbita de Urano - aproximadamente 84 anos. Recentemente, dois astrofísicos espanhóis confirmaram ser este o caso apenas para o primeiro objecto. "As simulações que efectuámos no Centro de Processamento de Dados da Universidade Complutense de Madrid indicam que 2000 SN331 não está em ressonância 1:1 com Urano, mas Crantor sim, o que significa que completa uma revolução em redor do Sol exactamente no mesmo período que o planeta", explicou à agência noticiosa SINC Carlos de la Fuente Marcos, um dos autores do trabalho.
Crantor segue numa órbita em forma de ferradura associada a Urano, com uma excentricidade moderada de 0,27, e uma inclinação de cerca de 12,78º. No entanto, apesar da sua trajectória ser controlada pela acção conjunta do Sol e de Urano, este objecto de 67 quilómetros de diâmetro sofre perturbações gravitacionais de Saturno, pelo que esta configuração orbital revela-se imprevisível em períodos superiores a 10 mil anos.
A equipa descobriu ainda outro centauro com parâmetros orbitais muito semelhante aos de Crantor. Com um diâmetro estimado entre 20 e 90 quilómetros, 2010 EU65 também possui uma órbita em forma de ferradura, mas com uma excentricidade menor, o que o torna menos susceptível a perturbações gravitacionais provocadas pelos outros planetas.
Entretanto, uma segunda equipa de cientistas liderada por Mike Alexandersen da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, anunciou a descoberta de um terceiro objecto co-orbital de Urano. Denominado 2011 QF99, este centauro com cerca de 60 quilómetros de diâmetro é o primeiro troiano uraniano a ser identificado. Ao contrário dos outros dois objectos, 2011 QF99 segue uma órbita mais estável, devendo manter-se numa oscilação temporária em redor do ponto lagrangiano L4 do sistema Sol-Urano, pelo menos, nos próximos 70 mil anos.
Podem ler todos os pormenores destes dois trabalhos aqui e aqui.
domingo, 16 de junho de 2013
Um vislumbre de Kraken Mare
Titã vista em cores falsas. Composição construída com 3 imagens obtidas pela Cassini a 14 de Junho de 2013, através de filtros para o ultravioleta (343 nm) e para o infravermelho próximo (889 e 938 nm). As áreas a verde representam os locais onde a Cassini consegue observar a superfície de Titã. A vermelho estão representadas as regiões mais elevadas da estratosfera titaniana, locais onde o metano atmosférico absorve a luz visível. O halo azul em redor de Titã corresponde à neblina de aerossóis formada na termosfera titaniana, uma camada atmosférica que se torna mais proeminente nos comprimentos de onda próximos do violeta visível.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Anteontem, a Cassini esteve ocupada a monitorizar a presença de nuvens no hemisfério subsaturniano de Titã. A composição de cima foi construída com imagens obtidas nessa sessão, e mostra a superfície da maior lua de Saturno, desde as regiões equatoriais de Fensal, Aztlan, Aaru e Senkyo (regiões escuras visíveis da esquerda para a direita), até às margens mais meridionais de Kraken Mare, de longe o maior lago de hidrocarbonetos líquidos conhecido em Titã. Com cerca de 400.000 km2, Kraken Mare ultrapassa as dimensões do Mar Cáspio, o maior corpo de água interior da Terra.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Anteontem, a Cassini esteve ocupada a monitorizar a presença de nuvens no hemisfério subsaturniano de Titã. A composição de cima foi construída com imagens obtidas nessa sessão, e mostra a superfície da maior lua de Saturno, desde as regiões equatoriais de Fensal, Aztlan, Aaru e Senkyo (regiões escuras visíveis da esquerda para a direita), até às margens mais meridionais de Kraken Mare, de longe o maior lago de hidrocarbonetos líquidos conhecido em Titã. Com cerca de 400.000 km2, Kraken Mare ultrapassa as dimensões do Mar Cáspio, o maior corpo de água interior da Terra.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Cassini fotografa um crescente de luz
Titã vista pela sonda Cassini a 10 de Junho de 2013. Composição em cores naturais construída com imagens obtidas através de filtros para o azul, o verde e o vermelho.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Na passada segunda-feira, a Cassini fotografou a lua Titã a uma distância de 1,43 milhões de quilómetros. As imagens serão usadas pelos investigadores da missão para estudarem as camadas superiores da atmosfera titaniana. Na imagem de cima é possível ver o impressionante vórtice polar que paira sobre o pólo sul desta lua de Saturno.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Sérgio Paulino.
Na passada segunda-feira, a Cassini fotografou a lua Titã a uma distância de 1,43 milhões de quilómetros. As imagens serão usadas pelos investigadores da missão para estudarem as camadas superiores da atmosfera titaniana. Na imagem de cima é possível ver o impressionante vórtice polar que paira sobre o pólo sul desta lua de Saturno.
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