quinta-feira, 14 de maio de 2009

Kepler inicia caça aos planetas extrasolares

O telescópio da NASA Kepler começou finalmente a procura de exoplanetas telúricos. Após 2 meses de ajustes e calibrações, os cientistas da missão iniciaram ontem a monitorização de mais de 100 mil estrelas localizadas na direcção da constelação de Cisne, monitorização que se irá prolongar por vários anos e que permitirá detectar variações periódicas na intensidade do brilho das estrelas, produzidas pelo trânsito de planetas extrasolares. Os responsáveis da missão prevêem que os primeiros exoplanetas descobertos pelo telescópio Kepler sejam gigantes gasosos situados próximos das respectivas estrelas. Estas primeiras descobertas poderão surgir já no próximo ano.

Representação artística do telescópio Kepler e da região na esfera celeste a ser monitorizada nos próximos anos.
Crédito: NASA.

sábado, 9 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Opportunity encontra cratera recente na superfície de Marte

O robot Opportunity continua a sua odisseia pelas crateras de Meridiani Planum. Desde que abandonou a cratera Vitória no passado mês de Agosto, o robot da NASA tem percorrido a bom ritmo os primeiros quilómetros dos cerca de 12 que o separam da cratera Endeavour, parando com alguma regularidade para examinar as rochas e o solo arenoso que se estendem ao longo da vasta planície.
No passado dia 12 de Março (sol 1825), o robot Opportunity observou uma pequena cratera perto do local de uma das paragens no seu caminho para Endeavour. Os cientistas calculam que a pequena depressão tenha sido formada a apenas 100 mil anos, o que a faz a mais recente formação geológica até agora observada por ambos os robots gémeos Spirit e Opportunity.

Porção de um mosaico de imagens obtidas pela câmara de navegação do robot Opportunity. Ao centro encontra-se a cratera Resolution, a mais recente formação geológica observada a partir da superfície de Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gliese 581e: o mais pequeno exoplaneta até hoje descoberto

Uma equipa de astrofísicos liderada pelo astrónomo suíço Michel Mayor do Observatório de Genebra, e da qual faz parte Nuno Santos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, anunciou na passada semana a descoberta de um quarto planeta em órbita da estrela Gliese 581, uma anã vermelha situada a cerca de 20,5 anos-luz do sistema solar, na direcção da constelação Balança (ver Mayor et al, 2009). Com pouco mais de 1,9 vezes a massa da Terra, Gliese 581e é o exoplaneta com menor massa até hoje detectado. A espantosa descoberta resulta de mais de 4 anos de observações usando o mais produtivo caçador de exoplanetas de pequena massa, o espectrógrafo HARPS, que se encontra instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório Europeu do Sul (ESO), em La Silla, no Chile.

Representação artística do sistema planetário Gliese 581.
Crédito: ESO/L. Calçada.

Com um período orbital de 3.14942 ± 0.00045 dias, Gliese 581e encontra-se demasiado próximo da sua estrela para poder suster água em estado líquido na sua superfície; no entanto, a sua descoberta vem demonstrar que os avanços tecnológicos realizados na última década nos instrumentos utilizados na procura de pequenos planetas extra-solares telúricos, poderão em breve tornar realidade o sonho de detectar mundos com condições de habitabilidade semelhantes às da Terra.
As observações permitiram ainda à equipa de investigadores determinar com maior precisão os parâmetros orbitais do gigante gasoso Gliese 581b e das duas "super-Terras" Gliese 581c e Gliese 581d, descobertos respectivamente, em 2005 e em 2007. A equipa concluiu que o planeta "d" orbita a sua estrela no interior da Zona de Habitabilidade do sistema. Embora seja provavelmente demasiada massivo para ser constituído exclusivamente por material rochoso, Gliese 581d assume-se agora como o mais sério candidato a "planeta oceânico", um grupo de objectos planetários exóticos, caracterizados pela presença na sua superfície de vastos oceanos extremamente profundos.

Diagrama mostrando o sistema planetário Gliese 581 em comparação com o nosso sistema solar.
Crédito: ESO.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Spirit navega em direcção à colina Von Braun

O robot Spirit em missão na superfície de Marte, tem passado os últimos dois meses a contornar o pequeno planalto Home Plate, de forma a atingir alguns locais interessantes situados mais a sul, antes da chegada do Outono à cratera Gusev. O pequeno robot da NASA parece ter encontrado finalmente um caminho desimpedido em direcção à colina Von Braun, um dos possíveis próximos locais de paragem.
Apesar dos 5 anos de missão e dos recentes problemas com a memória flash, o robot Spirit continua inteiramente operacional, deslocando-se todos os dias vários metros em direcção a novos locais de exploração e, quem sabe, a novas e fascinantes descobertas.

Imagem captada a 8 de Abril de 2009 (sol 1871), pela câmara de navegação do robot Spirit, mostrando a pequena colina Von Braun à esquerda, a cerca de 160 metros de distância.
Crédito: NASA/JPL-Caltech.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Dia da Terra

Comemora-se amanhã o dia da Terra, uma efeméride com centenas de eventos em todo o mundo coordenados pela ONG Earth Day Network, que pretende sensibilizar a sociedade civil, em particular os responsáveis políticos, para os graves problemas ambientais existentes no nosso planeta e para a importância da promoção de iniciativas que visem o desenvolvimento sustentável.

A Terra vista da Lua numa imagem captada pela câmara de vídeo de alta definição a bordo da sonda japonesa Kaguya, a 07 de Novembro de 2007. A imagem foi retirada de um vídeo que mostra o pôr da Terra visto da superfície lunar, numa região próxima do pólo sul da Lua.
Crédito: JAXA/NHK.

domingo, 19 de abril de 2009

Primeiras imagens do telescópio Kepler

O telescópio Kepler da NASA captou as primeiras imagens do vasto campo de estrelas localizado na direcção das constelações do Cisne e da Lira, onde em breve irá começar a procurar planetas telúricos. Uma das imagens publicadas pela NASA mostra a totalidade do campo de visão do telescópio, uma porção do céu com cerca de 100 graus quadrados contendo um número estimado de 4,5 milhões de estrelas. Esta rica região da Via Láctea inclui mais de 100 mil estrelas seleccionadas como candidatas ideais para a procura sistemática dos pequenos planetas telúricos.
Os controladores da missão irão continuar a proceder à calibração do fotómetro e ao alinhamento do telescópio de modo a corrigir a focagem. Terminados estes procedimentos, a missão entrará definitivamente na sua fase de exploração científica, monitorizando milhares de estrelas em busca de pequenas alterações periódicas no seu brilho provocadas por trânsitos planetários.

Imagem mostrando a totalidade do campo de visão do telescópio Kepler. São visíveis em destaque o enxame de estrelas NGC6791 que se encontra a 13 mil anos-luz da Terra, e a estrela TrES-2, onde foi descoberto um gigante gasoso quente em trânsito sobre o disco da estrela, com um período orbital de 2,5 dias.
Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech.