domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Sinfonia da Ciência

A Sinfonia da Ciência é um brilhante projecto da autoria de John Boswell, que utiliza frases de cientistas famosos e um processador de audio para compor temas musicais. O último tema lançado, The Poetry of Reality, reúne vozes de personalidades como, Carl Sagan, Richard Feynman, Richard Dawkins, Stephen Hawking, entre outros.
Tal como Dawkins diz, a ciência é a poesia da realidade. Belo e, ao mesmo tempo, verdadeiro... O que acham?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um novo olhar sobre uma avalanche marciana

Reconstrução 3D de uma avalanche marciana fotografada pela Mars Reconnaissance Orbiter a 19 de Fevereiro de 2008.
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona/modelo 3D por Bernhard Braun.

Em 2008, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter surpreendeu um conjunto de avalanches em acção numa escarpa com 700 metros de altura, localizada perto do pólo norte do planeta vermelho.
Bernhard Braun (membro do fórum UnmannedSpaceflight.com) criou, recentemente, uma série de belíssimas prespectivas tridimensionais da famosa avalanche marciana, recorrendo a um novo software por si desenvolvido, capaz de gerar modelos tridimensionais a partir de uma única imagem bidimensional. Geralmente, a reconstrução tridimensional requer pelo menos duas imagens do mesmo local em prespectivas diferentes, ou a combinação de imagens com dados altimétricos. O novo algoritmo de reconstrução 3D fotoclinométrica desenvolvido por Braun permite, no entanto, deduzir a topografia de um local a partir da simples análise do comprimento das sombras.
Vejam aqui o conjunto das maravilhosas prespectivas tridimensionais da avalanche marciana, criadas por Bernhard Braun.

Imagem captada pela câmara HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que serviu de base para a reconstrução 3D de Bernhard Braun.
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Artigo no AstroPT

Leiam aqui o artigo que escrevi para o blog AstroPT sobre as fontes hidrotermais alcalinas e o seu papel na origem da vida na Terra.

Uma das chaminés das fontes hidrotermais alcalinas de Lost City.
Crédito: University of Washington.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Jápeto à distância

Jápeto visto pela Cassini, no passado dia 19 de Fevereiro de 2010, a aproximadamente 1,5 milhões de quilómetros de distância. Visível a sul, encontra-se Engelier, uma enorme cratera com 504 Km de diâmetro.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores por Sérgio Paulino.

Sei que andei na última semana muito voltado para Saturno mas, mais uma vez, não pude deixar de publicar mais uma bela imagem recentemente captada pela Cassini. Desta vez, temos Jápeto, a lua yin-yang de Saturno. A imagem mostra parte do seu hemisfério brilhante.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mimas, Tétis e a dança orbital de Epimeteu e Jano

Passaram mais de 6 anos desde a chegada da sonda Cassini ao sistema saturniano, e só agora é que tivemos a primeira passagem pela lua Mimas. Situada numa órbita bem próxima da margem exterior do sistema de anéis de Saturno, Mimas constitui um alvo perigoso para a Cassini, pelo que esta primeira passagem será também, muito provavelmente, a última. O voo a pouco mais de 9.500 Km da pequena lua saturniana permitiu não só a captação das primeiras imagens de alta-resolução da hemisfério mais distante de Saturno, como também a recolha de importantes dados relativos à temperatura e composição da superfície.

A lua Mimas numa pose que lembra a Estrela da Morte, a estação espacial imperial da saga "Guerra das Estrelas". A imagem foi captada pela sonda Cassini no passado dia 13 de Fevereiro, a 67.607 Km da superfície de Mimas.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

A cratera Herschel é, sem dúvida, a estrutura mais surpreendente nas imagens obtidas pela Cassini. Com cerca de 10 Km de profundidade, Herschel é uma das mais profundas crateras de impacto do Sistema Solar. Um dos aspectos mais interessantes desvendados pelas câmaras da Cassini é a impressionante escassez de crateras no seu interior. Aparentemente, Herschel é um adereço recente, em termos geológicos, na superfície de Mimas. A faixa escura visível ao longo das suas paredes constitui um outro aspecto curioso. Será esta faixa um vestígio do calor do impacto que formou Herschel, ou antes, uma camada exposta da estrutura interna de Mimas?

A cratera Herschel, uma gigantesca cicatriz com 139 Km de diâmetro.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

A rápida visita da Cassini a Mimas possibilitou ainda a passagem por outras luas interiores do sistema saturniano. O périplo iniciou-se em Calipso (vejam a mensagem anterior sobre esta passagem por Calipso) e terminou, horas depois, com uma passagem por Tétis. Pelo meio a Cassini realizou uma passagem por Epimeteu e Jano, duas luas co-orbitais protagonistas de uma complicada dança gravitacional. De 4 em 4 anos, Epimeteu e Jano executam, durante 100 dias, uma troca de posições na sua órbita, que as impedem de se aproximarem demasiado entre si. Esta visita da Cassini coincidiu com esse momento especial da vida das duas pequenas luas.

O hemisfério ocidental de Tétis numa imagem captada pela sonda Cassini, a 13 de Fevereiro de 2010, a uma distância de 172.048 Km da sua superfície. Visível a norte, encontra-se a colossal cratera Odisseus, com 445 Km de diâmetro.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

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Epimeteu passando em frente de Jano, numa sequência de imagens captadas pela Cassini, a 13 de Fevereiro de 2010.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Império Contra-Ataca!

O Deserto do Sahara visto pela nova cúpula recentemente instalada na Estação Espacial Internacional.
Crédito: NASA.

Quando vi esta imagem hoje no site da NASA, lembrei-me instintivamente da vista do cockpit de um Tie Fighter sobre a superfície desértica de Tatooine. Vejam só se não são semelhantes a nova cúpula da Estação Espacial Internacional e a janela do cockpit de um Tie Fighter.

Caça imperial Tie Fighter da saga "Guerra das Estrelas".
Crédito: Jim Bassett (http://www.jrbassett.com/).

As auroras de Saturno vistas pelo Hubble

Sequência de imagens de Saturno, captadas pelo Hubble entre 23 de Janeiro e 7 de Março de 2009, mostrando as auroras boreal e austral saturnianas. Foi usado um filtro de UV distante para tornar as duas auroras mais proeminentes em relação à atmosfera saturniana (a cor azul é uma falsa coloração geralmente usada em imagens obtidas com filtros UV).
Crédito: NASA/ESA/Jonathan Nichols (University of Leicester).

Embora já tivessem sido observadas pela sonda Cassini, as auroras saturnianas nunca tinham sido vistas em simultâneo. Aproveitando a proximidade do equinócio de Saturno, investigadores europeus utilizaram o telescópio espacial Hubble para captar as primeiras imagens do movimento simultâneo das duas auroras do planeta dos anéis. Foram reunidas mais de 600 imagens num único filme de rara beleza, que traduz a actividade das auroras boreal e austral de Saturno, no período entre 23 de Janeiro e 7 de Março de 2009. Os dados obtidos permitiram aos investigadores uma nova compreensão da estrutura do campo magnético saturniano e da sua interacção com o vento solar.