21 Lutécia numa imagem captada ontem, a uma distância de 2 milhões de quilómetros, pelo sistema óptico OSIRIS, como parte da campanha de navegação óptica que nos últimos meses tem guiado a sonda Rosetta em direcção ao asteróide.
Crédito: ESA 2010 MPS para a equipa OSIRIS/MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA.
Faltam pouco menos de 4 horas para o encontro histórico da sonda europeia Rosetta com o enigmático asteróide 21 Lutécia. Segundo informação disponível no blog da missão, o asteróide encontrava-se à cerca de uma hora e meia, a 330 mil quilómetros da sonda, uma distância que permitia já ao sistema óptico resolver algumas das estruturas da sua superfície.
Podem acompanhar aqui o live webcast emitido pela ESA cobrindo todo o evento a partir das instalações da sala de controlo da missão.
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Encontro com a pequena lua Dafne
A lua saturniana Dafne no interior da Divisão de Keeler, no anel A. Composição a cores aproximadamente naturais, obtida a partir de imagens captadas a 5 de Julho de 2010 pela sonda Cassini, a uma distância aproximada de 73.000 Km, através de filtros para o vermelho (650 nm), o verde (568 nm) e o azul (451 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
A sonda Cassini realizou na passada segunda-feira um encontro distante com a lua Dafne, um pequeno corpo gelado com cerca de 8 Km de diâmetro residente no interior da Divisão de Keeler. Esta foi a passagem mais próxima da superfície da pequena lua desde a sua descoberta em 2005.
O conjunto de ondulações verticais e horizontais nos rebordos da Divisão de Keeler constitui, provavelmente, o aspecto mais curioso registado neste encontro pelo sistema de imagem da Cassini. Produzidas por complexas interacções gravitacionais entre Dafne e as partículas do anel A, estas estruturas têm a sua génese na excentricidade e na inclinação da órbita da pequena lua.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/composição a cores de Gordan Ugarkovic.
A sonda Cassini realizou na passada segunda-feira um encontro distante com a lua Dafne, um pequeno corpo gelado com cerca de 8 Km de diâmetro residente no interior da Divisão de Keeler. Esta foi a passagem mais próxima da superfície da pequena lua desde a sua descoberta em 2005.
O conjunto de ondulações verticais e horizontais nos rebordos da Divisão de Keeler constitui, provavelmente, o aspecto mais curioso registado neste encontro pelo sistema de imagem da Cassini. Produzidas por complexas interacções gravitacionais entre Dafne e as partículas do anel A, estas estruturas têm a sua génese na excentricidade e na inclinação da órbita da pequena lua.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Um primeiro olhar no interior da cápsula das amostras da Hayabusa
Já foi aberta a cápsula das amostras devolvida pela sonda Hayabusa no passado dia 13 de Junho de 2010, de acordo com informação oficial publicada no site da JAXA. Aparentemente, os cientistas confirmaram a presença de pequenas partículas microscópicas no interior da cápsula das amostras. Nas próximas semanas, a agência espacial nipónica vai confirmar se as respectivas partículas são amostras genuínas da superfície do asteróide Itokawa, ou se, por outro lado, são contaminantes de origem terrestre.
Aspecto do interior da cápsula das amostras da Hayabusa após a sua abertura.
Crédito: JAXA.
Imagem microscópica captada no passado dia 29 de Junho de 2010, mostrando uma das pequenas partículas escuras com 0,01 mm de diâmetro, encontradas no interior da cápsula das amostras da Hayabusa.
Crédito: JAXA.
Aspecto do interior da cápsula das amostras da Hayabusa após a sua abertura.
Crédito: JAXA.
Imagem microscópica captada no passado dia 29 de Junho de 2010, mostrando uma das pequenas partículas escuras com 0,01 mm de diâmetro, encontradas no interior da cápsula das amostras da Hayabusa.
Crédito: JAXA.
domingo, 4 de julho de 2010
O meu AT-AT walker de estimação
Na verdade não é meu... Mas quem não gostaria de ter um AT-AT walker da Guerra das Estrelas de estimação?
Em busca de raios nos anéis de Saturno
Sequência de 64 imagens captadas pela sonda Cassini no passado dia 30 de Junho de 2010, mostrando a face Sul do Sistema de Anéis de Saturno em rotação. É possível observar nas imagens algumas luas saturnianas no seu movimento orbital, bem como algumas subtis estruturas radiais no anel B conhecidas como raios.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.
A Cassini completou ontem um conjunto de cinco sessões de observação do sistema de anéis de Saturno. Estas sessões tinham como objectivo rastrear a formação de raios (spokes, em inglês) no anel B.
Formados pela deslocação e suspensão de poeira microscópica acima do plano dos anéis, os raios são, aparentemente, fenómenos sazonais que se manifestam apenas quando Saturno se encontra próximo do equinócio. Os mecanismos envolvidos na sua formação encontram-se ainda por esclarecer; no entanto, a aparente sincronização do movimento dos raios com o movimento de rotação do campo magnético de Saturno parece sugerir uma estreita ligação entre os dois fenómenos.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/animação de Sérgio Paulino.
A Cassini completou ontem um conjunto de cinco sessões de observação do sistema de anéis de Saturno. Estas sessões tinham como objectivo rastrear a formação de raios (spokes, em inglês) no anel B.
Formados pela deslocação e suspensão de poeira microscópica acima do plano dos anéis, os raios são, aparentemente, fenómenos sazonais que se manifestam apenas quando Saturno se encontra próximo do equinócio. Os mecanismos envolvidos na sua formação encontram-se ainda por esclarecer; no entanto, a aparente sincronização do movimento dos raios com o movimento de rotação do campo magnético de Saturno parece sugerir uma estreita ligação entre os dois fenómenos.
sábado, 3 de julho de 2010
Dupla erupção solar!
Sequência de 41 imagens captadas hoje pelo coronógrafo LASCO da SOHO, mostrando quatro ejecções de massa coronal. O círculo branco no centro representa o diâmetro aproximado do Sol.
Crédito: LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA/animação de Sérgio Paulino.
A actividade solar tem estado em alta nas últimas horas!
Esta manhã, um par de filamentos magnéticos, cada um localizado em lados opostos do Sol, entraram em erupção, lançando num curto espaço de tempo quatro violentas ejecções de massa coronal no espaço.
Crédito: LASCO/SOHO Consortium/NRL/ESA/NASA/animação de Sérgio Paulino.
A actividade solar tem estado em alta nas últimas horas!
Esta manhã, um par de filamentos magnéticos, cada um localizado em lados opostos do Sol, entraram em erupção, lançando num curto espaço de tempo quatro violentas ejecções de massa coronal no espaço.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Expectativas para o encontro da sonda Rosetta com o asteróide 21 Lutécia
Representação artística do encontro da sonda Rosetta com um asteróide.
Crédito: ESA/C.Carreau.
Falta pouco mais de uma semana para o encontro da sonda Rosetta com o asteróide 21 Lutécia, a última actividade científica antes da fase derradeira da sua longa viagem interplanetária em direcção ao seu destino final, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Depois de uma primeira incursão na Cintura de Asteróides em 2008, que incluiu uma rápida passagem a 800 Km da superfície do pequeno asteróide 2867 Šteins, a sonda europeia regressa novamente a esta região do Sistema Solar para um breve encontro com um dos gigantes rochosos residentes na vasta região compreendida entre as órbitas de Marte e de Júpiter.
A forma irregular de 2867 Šteins em seis imagens captadas pela sonda Rosetta durante o encontro com o asteróide no dia 5 de Setembro de 2008.
Crédito: ESA/OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA.
O que é que se sabe actualmente acerca de Lutécia? O que se espera conhecer com este encontro?
Como a sua numeração indica, 21 Lutécia foi um dos primeiros asteróides a serem descobertos. Foi observado pela primeira vez a 15 de Novembro de 1852 pelo astrónomo e pintor alemão Hermann Goldschmidt, então residente na cidade de Paris. As circunstâncias da sua descoberta acabaram por ditar a escolha do seu nome, herdado da antiga cidade romana, hoje sepultada sob as ruas da capital francesa.
Apenas um mero ponto de luz quando observado a partir de telescópios terrestres, Lutécia tem desvendado pouco da sua verdadeira natureza. A evolução dos instrumentos de observação nas últimas décadas tem permitido aos astrónomos determinar com elevado grau de precisão as suas características orbitais e algumas das suas características físicas. Lutécia possui uma órbita excêntrica com distâncias ao Sol que variam entre 2,0 e 2,8 UA. É um objecto grande e alongado, com dimensões de 132X101X76 Km e com uma inclinação axial muito elevada.
O maior desafio tem sido, no entanto, determinar a composição da sua superfície. As análises ao seu espectro têm-se revelado largamente inconclusivas, posicionando Lutécia numa classificação algo indefinida, algures entre os asteróides do tipo M (objectos com grande percentagem de metais na sua composição) e os asteróides do tipo C (objectos de composição semelhante aos meteoritos condritos carbonáceos).
É neste contexto que a visita da sonda Rosetta se revela de extrema importância. Com cerca de 2 horas de observação programadas para este encontro, a sonda europeia poderá resolver velhas dúvidas relativas à classificação não só de Lutécia, como também de outros asteróides. Será também uma espécie de aperitivo para o encontro da sonda Dawn com o protoplaneta Vesta no próximo ano. Seja como for, pela experiência de encontros passados entre sondas e asteróides, a visita da Rosetta a Lutécia será um momento de descoberta singular que revelará um surpreendente pequeno mundo, provavelmente diferente de tudo o que foi observado até hoje.
Asteróides e cometas visitados por sondas até Setembro de 2008. Todos os objectos encontram-se à mesma escala (75 m/pixel, na versão aumentada). O volume de Lutécia ultrapassa largamente o volume ocupado por todos os objectos representados nesta montagem.
Crédito: montagem de Emily Lakdawalla. Todas as imagens de NASA/JPL/Ted Stryk excepto: Matilde: NASA/JHUAPL/Ted Stryk; Šteins: ESA/OSIRIS team; Eros: NASA/JHUAPL; Itokawa: ISAS/JAXA/Emily Lakdawalla; Halley: Russian Academy of Sciences/Ted Stryk; Tempel 1: NASA/JPL/UMD; Wild 2: NASA / JPL.
Crédito: ESA/C.Carreau.
Falta pouco mais de uma semana para o encontro da sonda Rosetta com o asteróide 21 Lutécia, a última actividade científica antes da fase derradeira da sua longa viagem interplanetária em direcção ao seu destino final, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Depois de uma primeira incursão na Cintura de Asteróides em 2008, que incluiu uma rápida passagem a 800 Km da superfície do pequeno asteróide 2867 Šteins, a sonda europeia regressa novamente a esta região do Sistema Solar para um breve encontro com um dos gigantes rochosos residentes na vasta região compreendida entre as órbitas de Marte e de Júpiter.
A forma irregular de 2867 Šteins em seis imagens captadas pela sonda Rosetta durante o encontro com o asteróide no dia 5 de Setembro de 2008.
Crédito: ESA/OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA.
O que é que se sabe actualmente acerca de Lutécia? O que se espera conhecer com este encontro?
Como a sua numeração indica, 21 Lutécia foi um dos primeiros asteróides a serem descobertos. Foi observado pela primeira vez a 15 de Novembro de 1852 pelo astrónomo e pintor alemão Hermann Goldschmidt, então residente na cidade de Paris. As circunstâncias da sua descoberta acabaram por ditar a escolha do seu nome, herdado da antiga cidade romana, hoje sepultada sob as ruas da capital francesa.
Apenas um mero ponto de luz quando observado a partir de telescópios terrestres, Lutécia tem desvendado pouco da sua verdadeira natureza. A evolução dos instrumentos de observação nas últimas décadas tem permitido aos astrónomos determinar com elevado grau de precisão as suas características orbitais e algumas das suas características físicas. Lutécia possui uma órbita excêntrica com distâncias ao Sol que variam entre 2,0 e 2,8 UA. É um objecto grande e alongado, com dimensões de 132X101X76 Km e com uma inclinação axial muito elevada.
O maior desafio tem sido, no entanto, determinar a composição da sua superfície. As análises ao seu espectro têm-se revelado largamente inconclusivas, posicionando Lutécia numa classificação algo indefinida, algures entre os asteróides do tipo M (objectos com grande percentagem de metais na sua composição) e os asteróides do tipo C (objectos de composição semelhante aos meteoritos condritos carbonáceos).
É neste contexto que a visita da sonda Rosetta se revela de extrema importância. Com cerca de 2 horas de observação programadas para este encontro, a sonda europeia poderá resolver velhas dúvidas relativas à classificação não só de Lutécia, como também de outros asteróides. Será também uma espécie de aperitivo para o encontro da sonda Dawn com o protoplaneta Vesta no próximo ano. Seja como for, pela experiência de encontros passados entre sondas e asteróides, a visita da Rosetta a Lutécia será um momento de descoberta singular que revelará um surpreendente pequeno mundo, provavelmente diferente de tudo o que foi observado até hoje.
Asteróides e cometas visitados por sondas até Setembro de 2008. Todos os objectos encontram-se à mesma escala (75 m/pixel, na versão aumentada). O volume de Lutécia ultrapassa largamente o volume ocupado por todos os objectos representados nesta montagem.
Crédito: montagem de Emily Lakdawalla. Todas as imagens de NASA/JPL/Ted Stryk excepto: Matilde: NASA/JHUAPL/Ted Stryk; Šteins: ESA/OSIRIS team; Eros: NASA/JHUAPL; Itokawa: ISAS/JAXA/Emily Lakdawalla; Halley: Russian Academy of Sciences/Ted Stryk; Tempel 1: NASA/JPL/UMD; Wild 2: NASA / JPL.
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